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domingo, 19 de abril de 2015

Sound City - Real to Reel

Fala galera!

Conhecemos apenas o final do processo total no que se refere à música.
A parte simples é colocar o CD ou vinil no aparelho e deixar rolar. mas o que acontece até chegar esse ponto?

Dave Grohl.

O polivalente Dave Grohl, da banda Foo Fighters, gravou um belo documentário chamado "Sound City - Real to Reel", e conta a história do estúdio Sound City, na Califórnia.


Este estúdio foi a casa de vários artistas e vários discos de sucesso, e dentre as bandas que passaram por lá e fizeram história: Rick Springfield, Neil Young, Fleetwood Mac, Grateful Dead, Tom Petty and The Heartbreakers, Dio, Blind Melon, Kyuss, Masters of Reality, Rage Against the Machine, Nirvana, Red Hot Chili Peppers, Johnny Cash, System of a Down, Slipknot, Queens of the Stone Age, Nine Inch Nails, Metallica...

Taylor Hawkins, Dave Grohl e Alain Johannes.

Sound City era um estúdio analógico, e pra quem não sabe, estúdios analógicos funcionam assim: todos entram juntos no estúdio e gravam todos os instrumentos juntos, e às vezes, os vocais também. Tudo é gravado em tapes (isso mesmo, rolos de fita!) e se tiver algum erro, a fita é cortada e emendada. Complicado né?
E o que levou uma série de bandas famosas, em plena era digital, a gravar em um lugar tão antiquado?

Stevie Nicks.

Corey Taylor.

É aí que entra o documentário de Grohl!
É mostrado a história do estúdio, dos funcionários, engenheiros de som, produtores, de vários artistas, com entrevistas muito bacanas.
Alguns dizem que Sound City era badalado pela sonoridade do estúdio, outros pelo ambiente, e vários pela mesa de som customizada Neve 8078, pedida por encomenda.

Mesa Neve 8078.

Trent Reznor, do Nine Inch Nails, diz que estúdios assim mostram quem são músicos de verdade.

Trent Reznor.

Pensando nisso, Dave Grohl gravou um trilha sonora para o documentário, e isso foi mostrado no decorrer do filme.
Imagine uma trilha sonora que cada faixa é formada por uma superbanda!
Acho que essa é a melhor definição. 
Saca só os músicos de cada faixa, dentre eles, Paul McCartney com os membros do Nirvana, e a épica faixa "Mantra", com Dave Grohl, Josh Homme e Trent Reznor. 



Grohl surpreendeu com esse filme: mostra que o Rock tem muita história pra contar. A trilha sonora é magnífica, e claro que é altamente indicado!
Escutar as várias influências em cada faixa é um experiência única!!


sábado, 18 de abril de 2015

Marilyn Manson - The Pale Emperor

Fala galera!

Marilyn Manson está de volta!
Depois de seu ótimo disco "Born Villain", de 2012, Manson gravou uma participação no seriado Californication. E durante essa participação, conheceu o músico Tyler Bates (famoso por criar músicas incidentais), e os dois começaram a ter ideias sobre realizar um trabalho juntos, e Tyler chamou Manson para seu estúdio particular.


Para se ter uma noção dessa química, Manson disse:

"Tyler se sentou na minha frente com sua guitarra e seu amplificador. Nós não iriamos falar sobre como as canções iriam ser. 
Eu disse: "Apenas toque, me dê o microfone, vai."
É claro que gostaríamos de elaborar isso mais tarde, mas a maior parte, os takes da guitarra e o vocal são o original, primeiro take. 
Se eu fodi alguma coisa ou se ele fodeu alguma coisa, a gente começou desde o início e fizemos isso juntos. "

Para muitos críticos, este é um dos melhores trabalhos do cantor. Não tem aquele peso do Rock Industrial, marca registrada da banda, mas sim um excelente disco de Hard Rock / Rock Alternativo / Blues Rock.

Durante o processo de criação, Manson participou da última temporada do seriado Sons of Anarchy. E pra quem acompanhou, a trilha sonora dessa série é basicamente Blues Rock.
E durante as gravações, a mãe de Manson veio a falecer após oito anos lutando contra o Mal de Alzheimer.


Isso deu o combustível que ele precisava para compor a atmosfera do disco.
"The Pale Emperor" realmente parece uma trilha sonora, muito bem composta, e as letras obscuras, coisa que Manson domina, estão no nível de seus discos da Trilogia Triptych (sua época de ouro). 
O álbum lida com temas que vão desde a mortalidade, a guerra, a violência, a escravidão e religião, bem como contendo referências à mitologia grega e do folclore alemão, especificamente a história de Fausto e Mefistófeles.
A faixa "The Mephistopheles of Los Angeles", foi a faixa-título original e, de acordo com Manson, "o coração do álbum".

Capa de "The Pale Emperor".

O Imperador Pálido foi Constantino, que conforme Manson disse:

"...o imperador romano Constantino, a quem eles se referem como o imperador pálido pois ele foi contra tudo em todos os sentidos. Ele votaria em desordem. Ele foi o primeiro a negar a existência de Deus no império romano, o que foi um grande negócio."

Destaque para as faixas "Deep Six (Hard Rock total)", "Third Day of a Seven Day Binge", "Warship My Wreck (doentia)", "Birds of Hell Awaiting" e "Cupid Carries a Gun", que mostram que o Anticristo Superstar está vivo.

Segue tracklist:

1. "Killing Strangers"
2. "Deep Six"
3. "Third Day of a Seven Day Binge"
4. "The Mephistopheles of Los Angeles"
5. "Warship My Wreck"
6. "Slave Only Dreams to Be King"
7. "The Devil Beneath My Feet"
8. "Birds of Hell Awaiting"
9. "Cupid Carries a Gun"
10. "Odds of Even"


Essa mudança na sonoridade deu um gás novo para Manson. É um álbum bem trabalhado, não que os outros não fossem, mas esse nível de trabalho, para esse tipo de sonoridade, requer uma atenção especial.

Manson conseguiu o que queria: após muitos terem perdido a fé em sua capacidade, mostrou que estavam errados, trazendo um álbum digno de nota.

Indicadíssimo! Tocar alto não é suficiente!!


Slash - World on Fire

Fala galera!

Em 2014, o imbatível guitarrista Slash lançou seu terceiro álbum solo, chamado "World on Fire". Após lançar dois álbuns de estúdio (a saber, "Slash", de 2010, e "Apocalyptic Love", de 2012) e um álbum ao vivo ("Made in Stoke", de 2011), ficou uma dúvida em relação a qualidade do novo disco.


Seus trabalhos anteriores ficaram excelentes, mas conseguiria Slash manter esse patamar? A resposta é... SIM!!

Novamente, Slash está com Myles Kennedy nos vocais, e The Conspirators (Todd Kerns no baixo e Brent Fitz na bateria). Digo com convicção que este é o trabalho mais pesado do guitarrista.


Ao longo de dezessete faixas, Slash mostra porque é um dos melhores guitarristas de todos os tempos: belas melodias e solos absurdos, mostrando que está em plena forma.
Myles trazendo o melhor que sua voz pode fazer, mostrando a química entre os dois, e não podemos ignorar o fato de Todd e Brent deixarem sua marca.

Faixas como "World on Fire (uma tijolada)""Shadow Life""30 Years to Life (pesadíssima)""Stone Blind (grudenta)""Withered Delilah (Hard Rock em sua forma pura)""The Unholy (épica!)", mostram toda a potência da banda como um todo.

Segue tracklist:

1. "World on Fire"
2. "Shadow Life"
3. "Automatic Overdrive"
4. "Wicked Stone"
5. "30 Years to Life"
6. "Bent to Fly"
7. "Stone Blind"
8. "Too Far Gone"
9. "Beneath the Savage Sun"
10. "Withered Delilah"
11. "Battleground"
12. "Dirty Girl"
13. "Iris of the Storm"
14. "Avalon"
15. "The Dissident"
16. "Safari Inn"
17. "The Unholy"

Ou seja, "World on Fire" é uma verdadeira aula de Hard Rock. Pesado, bem trabalhado e limpo. Slash já não pode ser mais conhecido como o "ex-guitarrista do Guns n' Roses". Ele já tem sua identidade, e mostra que sua criatividade está a mil por hora.

Não desmerecendo Axl Rose (sou fã dele)... mas acho que ele vai suar muito pra lançar algum trabalho desse nível...

Altamente indicado! Escute alto pra cacete!!


domingo, 15 de fevereiro de 2015

House of Pain

Fala galera!

No início da década de 90, quando o Hip Hop passou a ser conhecido pelo mundo, era tido como uma trilha sonora exclusivamente das áreas mais pobres, e cantado apenas por negros.

Aí surgiu o "rapper" branco Vanilla Ice, com seu hit "Ice Ice Baby (seu único hit, diga-se de passagem)". Então concluímos que  Eminem não foi o primeiro rapper branco a fazer sucesso na América.

Em 1992, surgiu o grupo House of Pain (acho um nome muito, muito foda!), contando com Everlast (Erik Francis Schrody), DJ Lethal (Leor Dimant) e Danny Boy (Daniel O’Connor).


Um grupo de Hip Hop formado apenas por brancos?
E de origem irlandesa? Até parece que faria sucesso né?
Pois é... e fez um sucesso do cacete!

Tido com um dos grupos mais influentes de Hip Hop de sua época, seu primeiro álbum, "House of Pain", fez um sucesso monstruoso com seu estilo Hard Core Hip Hop, com sucessos como "Jump Around", "Top o' the Morning to Ya", "Shamrocks and Shenanigans", "Guess Who's Back" e "One for the Road".

Hoje o grupo não está mais atuando junto, tentaram voltar com o grupo, e no final se tornou o supergrupo La Coka Nostra, que Danny Boy fez suas correrias pra juntar o antigo grupo e mais alguns amigos.
Everlast tem uma sólida carreira solo, e DJ Lethal foi DJ da banda Limp Bizkit por vários anos.
Acho muito bacana a gente sempre buscar a origem e inspiração de músicos atuais. Aí está uma boa dica! E curtam o clipe de "Jump Around"!!


sábado, 15 de novembro de 2014

Slipknot - .5: The Gray Chapter

Fala galera!

A banda Slipknot passou por um período conturbado nos últimos anos. Seu quarto álbum de estúdio, "All Hope is Gone", de 2008, mostrou a banda mais madura em termos de sonoridade.


Mas em 2010, morreu o baixista Paul Gray. Claro que afetou de maneira irreversível todos os integrantes. E em meados de 2013, o baterista Joey Jordison declarou ter saído da banda.

As melhores máscaras são de Craham. Opinião minha!

O futuro era incerto para a banda, não digo que seria o fim do Slipknot, mas um novo álbum estaria distante. Então, quando tudo parecia perdido, o percussionista M. Shawn Craham declarou ainda em 2013:

"Está no ar. Todos podem sentir. 2014 será o ano do Slipknot."

Um novo disco de estúdio estava em fase de produção.
Nada havia sido revelado sobre quem ocuparia as vagas de Gray e Jordison, e nem o título tinha sido trazido ao público.
O vocalista da banda, Corey Taylor, disse em uma entrevista:

"“É bem pesado. Quero dizer, baseando-me apenas nas coisas que eu tenho feito demos... 
É tipo… na real, é como uma mistura de “Vol. 3 (The Subliminal Verses)” com “Iowa”. É bem sombrio, mas tem um lance esotérico muito bom, muita melodia boa sem tirar o peso. Vai ser do caralho.”

Corey Taylor e sua nova "cara".

Em 1º de agosto, foi lançado o primeiro single: "The Negative One", acompanhado pelo clipe da música. O som pesadíssimo e cru, soa mais como o "Iowa (2001)".


No mesmo mês de agosto, no dia 24, foi lançado o 2º single: "The Devil in I". Um som mais a pegada do "Vol. 3 (2004)", e dessa vez o clipe mostra os integrantes se detonando (literalmente) com as máscaras antigas para o surgimento das novas máscaras, incluindo os novos integrantes, que são Alessandro Venturella (baixo) e Jay Weinberg (bateria).


E finalmente no dia 17 de outubro, ".5: The Gray Chapter" foi lançado oficialmente. Aqui sim, a declaração de Taylor se encaixou perfeitamente, após uma audição total do trabalho.


A mistura dos álbuns mencionados são claras, mas na minha opinião, ainda está mais puxado para o "Iowa". O som pesado e cru, constante durante todas as músicas, estavam ausentes em seus trabalhos anteriores. Fora a capa, que na minha opinião, é linda!

No decorrer de suas 14 faixas, ouvimos peso, melodia, tons sombrios, berros, raiva, angústia, mais peso, e a qualidade sonora que se espera de um disco da banda.

É difícil destacar algumas faixas, mas "The Negative One", "The Devil in I", "Nomadic (uma bela música)", "Custer (doentia)" e "Be Prepared for Hell (viciante)" são um belo começo.

Segue tracklist:

"XIX"
"Sarcastrophe"
"AOV"
"The Devil in I"
"Killpop"
"Skeptic"
"Lech"
"Goodbye"
"Nomadic"
"The One That Kills the Least"
"Custer"
"Be Prepared for Hell"
"The Negative One"
"If Rain Is What You Want"


O Slipknot soube dar a volta por cima em situações complicadas, coisas que levaram o fim de muitas bandas, e trouxeram um de seus trabalhos mais maduros e pesados de sua carreira. Acredito que essa 'volta às origens' se foi necessária para que a banda se encontrasse durante seu caminho.

Altamente indicado e ouça no volume máximo essa parada!!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Trilhas Sonoras Que Merecem Destaque

Fala Galera!

Um bom cinéfilo que se preze com certeza não apenas curte a história do filme, mas todo o acompanhamento de uma boa trilha sonora. E com certeza, algumas marcam ainda mais o filme em questão.
E algumas pessoas nem curtem tanto o filme, e o que fica marcado é a trilha mesmo.
Claro que é uma boa maneira de chamar a atenção para o filme, criando uma trilha recheada de ótimas bandas e músicos. E aqui estão algumas (eu disse algumas, não todas) que merecem destaque.
E vale a pena lembrar que muitos músicos não lançam algumas músicas em seus álbuns próprios, disponibilizando apenas nas trilhas.

O Fim dos Dias


O filme onde Arnold Schwarzenegger enfrenta o Demônio. Eu achei um bom filme, mas a trilha sonora é digna de nota. Contando com Korn, Limp Bizkit, Eminem começando a fazer sucesso, um remix ótimo do Rob Zombie e uma música do Guns N' Roses que saiu apenas nesse álbum, que é uma paulada, e várias outras bandas conhecidas

1 - "Camel Song" - Korn
2 - "So Long" - Everlast
3 - "Slow" - Professional Murder Music
4 - "Crushed" - Limp Bizkit
5 - "Oh My God" - Guns N' Roses
6 - "Poison" - The Prodigy
7 - "Superbeast (Girl On a Motorcycle Mix)" - Rob Zombie
8 - "Bad Influence" - Eminem
9 - "Nobody's Real" - Powerman 5000
10 - "I Wish I Had" - Stroke
11 - "Sugar Kane" - Sonic Youth
12 - "Wrong Way" - Creed


Watchmen


Baseado na HQ de sucesso do genial Alan Moore, e ambientada em uma época diferente, a década de 80, a trilha sonora deveria nos levar àquela época. E conseguiu.
My Chemical Romance cantando um cover de Bob Dylan, o próprio Bob Dylan com um de seus clássicos, Simon & Garfunkel, Billie Holiday, e sem falar de Jimi Hendrix e Janis Joplin... uma bela trilha para acompanhar um filme tão complexo.

1 - "Desolation Row" - My Chemical Romance
2 - "Unforgettable" - Nat King Cole
3 - "The Times They Are a-Changin" - Bob Dylan
4 - "The Sound of Silence" - Simon & Garfunkel
5 - "Me and Bobby McGee" - Janis Joplin
6 - "I'm Your Boogie Man" - KC and the Sunshine Band
7 - "You're My Thrill" - Billie Holiday
8 - "Pruit Igoe" and "Prophecies" - Philip Glass
9 - "Hallelujah" - Leonard Cohen
10 - "All Along the Watchtower" - The Jimi Hendrix Experience
11 - "Ride of the Valkyries" - Budapest Symphony Orchestra
12. "Pirate Jenny" - Nina Simone


Gridlock'd


O penúltimo filme de Tupac Shakur, com algumas de suas últimas canções gravadas, e que não estão em nenhum de seus discos solo. Em uma época diferente no Hip Hop americano, onde a qualidade das músicas eram bem superiores e alguns músicos não usavam apenas batidas eletrônicas, e abusavam de instrumentos, beira quase um Rhythm and Blues. Com Snoop Dogg, Danny Boy, J. Flex e Nate Dogg, ainda conta com uma faixa onde Tupac canta sem batidas: apenas ao som de contra-baixo e piano.

1 - "Wanted Dead or Alive" - 2Pac/Snoop Doggy Dogg
2 - "Sho Shot" - The Lady of Rage
3 - "It's Over Now" - Danny Boy
4 - "Don't Try To Play Me Homey" - Dat Nigga Daz
5 - "Never Had A Friend Like Me" - 2Pac
6 - "Why" - Nate Dogg
7 - "Out the Moon" (Boom, Boom, Boom) - Snoop Doggy Dogg/Soopafly/Tray Dee/2Pac
8 - "I Can't Get Enough" - Danny Boy
9 - "Tonight It's On" - B.G.O.T.I.
10 - "Off The Hook" - Snoop Doggy Dogg/Charlie Wilson/Val Young/James DeBarge
11 - "Lady Heroin" - J-Flexx
12 - "Will I Rize" - Storm/Val Young
13 - "Body And Soul" - O.F.T.B. feat. Jewell
14 - "Life Is a Traffic Jam" - 2Pac/Eight Mile Road
15 - "Deliberation" - Anonymous - Cody Chesnutt


Missão Impossível 2


Reza uma lenda que o próprio Tom Cruise escolhe a trilha sonora de seus filmes.
Esse não pode ser o melhor Missão Impossível, mas a trilha foi superior ao esperado.
Metallica com uma música só lançada aqui, Limp Bizkit, Rob Zombie, um remix de uma canção do Chris Cornell, Godsmack, um cover do Pink Floyd com Foo Fighters e Brian May do Queen. E na edição brasileira da trilha, Raimundos, em seus tempos áureos, cantando uma maderada em inglês.

1 - "Take a Look Around" - Limp Bizkit
2 - "I Disappear" - Metallica
3 - "Scum of the Earth" - Rob Zombie
4 - "They Came In" - Butthole Surfers
5 - "Rocket Science" - The Pimps
6 - "Have a Cigar" (Pink Floyd cover) - Foo Fighters and Brian May
7 - "Mission 2000" - Chris Cornell
8 - Godsmack – "Goin' Down"
9 - "What U Lookin' At?" - Uncle Kracker
10 - "Backwards" - Apartment 26 
11 - Diffuser – "Karma" - Diffuser
12 - "Alone" - Buckcherry
13 - "Immune" - Tinfed
14 - "My Kinda Scene" - Powderfinger
15 - "Carnival" - Tori Amos
16 - "Nyah" - Hans Zimmer
17 - Hans Zimmer – "Injection" - Hans Zimmer
18 - "Iko-Iko" - Zap Mama
19 - "Give my Bullet Back" - Raimundos


O Corvo


O criador do personagem, James O'Barr, se deixou influenciar tanto pela música para criar a história, que suas trilhas sonoras dos filmes foram (e ainda são) cultuadas. Nas palavras de James: "O Corvo foi mais influenciado pela música do que por outros quadrinhos.".
E o mais interessante, é que se você quisesse saber o que rolava no cenário do rock alternativo/underground da época, bastava escutar as bandas que estavam na trilha sonora dos filmes.
Desde os góticos do The Cure, até Nine Inch Nails, Filter, Bush, Rage Against the Machine, Pantera, Rollins Band, Stone Temple Pilots, PJ Harvey, Hole, Danzig, Korn, Deftones, Iggy Pop, Rob Zombie... são trilhas sonoras de colecionadores mesmo.

The Crow


1 - "Burn" - The Cure
2 - "Golgotha Tenement Blues" - Machines of Loving Grace
3 - "Big Empty" - Stone Temple Pilots
4 - "Dead Souls" (Joy Division cover) - Nine Inch Nails
5 - "Darkness (Of Greed)" - Rage Against the Machine
6 - "Color Me Once" - Violent Femmes
7 - "Ghostrider" (Suicide cover) - Rollins Band
8 - "Milktoast" (aka "Milquetoast") - Helmet
9 - "The Badge" - Pantera
10 - "Slip Slide Melting" - For Love Not Lisa
11 - "After the Flesh" - My Life with the Thrill Kill Kult
12 - "Snakedriver" - The Jesus and Mary Chain
13 - "Time Baby III" - Medicine
14 - "It Can't Rain All the Time" - Jane Siberry


The Crow - City of Angels


1 - "Gold Dust Woman" (Fleetwood Mac cover) - Hole
2 - "I'm Your Boogie Man" (KC and the Sunshine Band cover) - White Zombie
3 - "Jurassitol" - Filter
4 - "Naked Cousin" - PJ Harvey
5 - "In a Lonely Place" (Joy Division cover) - Bush
6 - "Tonite Is a Special Nite" (Kaos Mass Confusion Mix) - Tricky vs. Gravediggaz
7 - "Shelf Life" - Seven Mary Three
8 - "Knock Me Out" - Linda Perry featuring Grace Slick
9 - "Paper Dress" - Toadies
10 - "Spit" - NY Loose
11 - "Sean Olson" - Korn
12 - "Teething" - Deftones
13 - "I Wanna Be Your Dog" (live at Rock for Choice 1995) - Iggy Pop
14 - "Lil' Boots" - Pet
15 - "City of Angels" - Above the Law feat. Frost


The Crow - Salvation


1 - "The Best Things (Exclusive Radio Remix)" - Filter
2 - "Living Dead Girl (Naked Exorcism Mix)" - Rob Zombie
3 - "Bad Brother (Feat. Juliette Lewis)" - The Infidels
4 - "Warm Winter" - Kid Rock
5 - "It's All Over Now, Baby Blue (Bob Dylan cover)" - Hole
6 - "What You Want" - The Flys
7 - "Big God" - Monster Magnet
8 - "Painful" - Sin
9 - "Antihistamine (Forgotten By the World Mix)" - Tricky
10 - "Independent Slaves" - Days of the New
11 - "Everything Sucks (Again)" - Pitchshifter
12 - "Waking Up Beside You (Remix)" - Stabbing Westward
13 - "Now is the Time (The Crystal Method Millennium Mix)" - The Crystal Method
14 - "Burning Inside (Feat. Burton C. Bell of Fear Factory - Ministry cover) - Static-X
15 - "Rusted Wings" - New American Shame
16 - "Underbelly of the Beast (Remix of 'Belly of the Beast')" - Danzig


E aí, pessoal?
Alguma trilha sonora da escolha de vocês também merece destaque?
Comentem pra eu incluir ela(s) em outro post!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Spiritual Beggars - Stoner Rock da Suécia

Fala galera!

Demorei um pouco pra falar da banda Spiritual Beggars.
Conheci ela a alguns anos atrás, li a resenha de um de seus discos e resolvi comprá-lo. O álbum em questão é o "Return to Zero", de 2010.
Gostei tanto do som, que resolvi procurar os discos mais antigos.
São difíceis de encontrar, já que todos são importados, mas valeu a pena.
Tanto que a capa de um dos discos se tornou o logotipo aqui do blog!


O Spiritual Beggars é uma banda sueca de Stoner Rock, formada pelo guitarrista Michael Amott em 1994, que também é guitarrista da banda de Death Metal, também da Suécia, Arch Enemy.

Todo mundo pensa que o Spiritual Beggars (ou SB) era um projeto paralelo de Amott, mas na verdade, esse é o projeto primordial, já que antes de Amott distribuir paletadas no Arch Enemy, o SB já havia sido formado.

O diferencial do Stoner Rock é sua sonoridade setentista, que apesar de todo a modernidade do Rock nos dias atuais, o Stoner dá um destaque fortíssimo aos áureos anos 70, com belos solos, e influências de Heavy Metal, Rock Psicodélico e Acid Rock.

E o SB se destaca, junto com o Queens of the Stone Age, como as melhores bandas desse estilo, na minha opinião. Já lançaram 8 álbuns de estúdio e 2 ao vivo, e já tiveram três vocalistas diferentes, todos eles com muita técnica e excelentes, mas vou destacar três desses discos pra quem quiser conhecer melhor a banda.

Ad Astra - 2000


Esse disco conta com o vocalista Christian "Spice" Sjöstrand, e com sua voz característica rouca. Esse é o disco que traz uma ótima mistura de Stoner Rock e Blues. Dos discos que eu ouvi, apesar de pesado, é o mais sonoramente sinistro.
Destaque para as faixas "Blessed (pesadíssima), "Save Your Soul", "Escaping the Fools" e "Angel Of Betrayal", que o riff gruda igual a chiclete, e quando vocês menos perceberem já estão cantando.

Left Brain Ambassadors
Wonderful World
Sedated
Angel Of Betrayal
Blessed
Per Aspera Ad Astra
Save Your Soul 
Until The Morning
Escaping The Fools
On Dark Rivers
The Goddess
Mantra
Let The Magic Talk

Demons - 2005


Esse disco já conta com o vocalista Janne "JB" Christoffersson, que também é vocalista de outra banda, a Grand Magus. JB já tem um vocal mais limpo e melódico, porém a banda não se alterou musicalmente com a troca de vocalistas, e o vocalista encarou tranquilo o novo desafio.
É o disco mais pesado, com riffs de tremer o chão, e já pende mais pra um Hard Rock. Destaque para as faixas "Through the Halls", que te deixa hipnotizado, "Born to Die", "Sleeping with One Eye Open" e "One Man Army", que também fica na cabeça, mas pela qualidade.

Inner Strength (Intro)
Throwing Your Life Away
Salt in Your Wounds
One Man Army
Through the Halls
Treading Water
Dying Every Day
Born to Die
Born to Die (Reprise)
In My Blood
Elusive
Sleeping with One Eye Open
No One Heard

Return to Zero - 2010


Após a saída de JB, quem assume os vocais é o grego Apollo Papathanasio, que também é vocalista da banda Firewind. Diga-se de passagem que Apollo já detonava em sua outra banda, então espera-se que ele mande muito bem com o SB. E arrebenta mesmo!
Com uma sonoridade mais setentista, o disco mostra grande influência de bandas como Rainbow e Lynyrd Skynyrd. Destaque para as faixas "Lost in Yesterday", "We are Free" e "Believe in Me", que é uma maravilha de música.

Return to Zero (Intro)
Lost in Yesterday
Star Born
The Chaos of Rebirth
We are Free
Spirit of the Wind
Coming Home
Concrete Horizon
A New Dawn Rising
Believe in Me
Dead Weight
The Road Less Travelled
Time to Live (Uriah Heep cover)

Então a formação atual da banda é: Michael Amott (guitarra), Apollo Papathanasio (vocal), Sharlee D'Angelo (baixo), Per Wiberg (teclados) e Ludwig Witt (bateria).


Agora estou na busca do primeiro disco da banda, e assim que ouvir eu posto aqui sobre ele. E como é dever de todo bom cidadão informar e compartilhar sobre música boa, fica aqui mais uma contribuição minha!

domingo, 29 de junho de 2014

Especial Tupac Shakur pt. 1 - Entrevista Para a Revista "VIBE"

Fala galera!
Aqui começa a primeira das três partes desse especial do músico Tupac Shakur.
Sem dúvida, Tupac mudou o rumo do Hip Hop mundial na década de 90. Existem vários motivos para afirmar isso, mas apenas para citar um exemplo: geralmente, os músicos começam a gravar uma canção, e demoram em média 10 dias para concluí-la.
Tupac se sentava no estúdio, começava a escrever, e gravava entre 3 e 5 músicas... por dia. O rapper Snoop Dogg afirma que suas letras não continham nem erros de concordância, ou escritas erradas.


Mas no final de 1994 e final de 1995, a vida de Tupac deu uma reviravolta absurda.
Sofreu um atentado em Nova Iorque, onde foi baleado 5 vezes, gravou seu melhor álbum, o "Me Against the World", foi preso por uma acusação de estupro armada pelo governo, e declarou suas desavenças contra os rappers nova-iorquinos Notorious BIG e Sean "Puffy" Combs.

O que segue nesse post é sua entrevista para a revista VIBE, que Tupac concedeu enquanto estava preso, na data de abril de 1995. E nada melhor que o próprio homem falar sobre o que realmente aconteceu naquela noite de 30 de novembro de 1994. Tupac dá a sua opinião sobre quem estava por trás do tiroteio e nos diz exatamente o que aconteceu naquela noite, quando e porquê.
Nunca antes traduzida para o português, é uma novidade que eu consegui trazer para o blog.
Espero que gostem!



Na capa, Tupac diz: "Essa é minha última entrevista. Se eu for morto, quero que as pessoas saibam a verdadeira história.".
A entrevista foi conduzida pela Vibe Magazine, e pelo repórter Kevin Powell, e é, portanto, propriedade da Vibe Magazine. © Kevin Powell/1995 Tempo Publishing Ventures Inc.

Vibe: Você pode nos levar de volta para aquela noite no Quad Recording Studios em Times Square?
Tupac: A noite do tiroteio? Claro. Ron G. é um DJ aqui em Nova York. Ele me pediu, tipo, "Pac, eu quero que você venha à minha casa e grave esse rap em minhas fitas." Eu respondi: "Tudo bem, eu vou de graça.".
Então eu fui à sua casa - eu, Stretch (nota: um rapper que dizia ser amigo de Tupac, porém Tupac afirmou mais tarde que ele estaria envolvido no atentado), e mais dois manos. Depois que eu gravei a música, eu fui bipado por um cara, o Booker, me dizendo que ele queria que eu gravasse no disco de Little Shawn. Agora, esse cara eu ia cobrar, porque eu podia ver que estavam apenas me usando, então eu disse: "Tudo bem, você me dá sete mil e eu vou fazer a música.". Ele disse: "Eu tenho o dinheiro. Venha.".
Eu parei para conseguir um pouco de erva, e ele me chamou de novo. "Onde você está? Por que você não vem?". E eu, tipo, "Eu estou indo cara, espera.".

Vibe: Você conhece esse cara?
Tupac: Eu o conheci através de alguns caras rudes que eu conheci antes. Ele estava tentando ser legítimo e tudo mais, então eu pensei que estava fazendo um favor a ele. Mas quando eu o chamava de volta para as gravações, ele estava, tipo, "Eu não tenho o dinheiro.". Eu disse: "Se você não tiver o dinheiro, eu não vou.".
Ele desligou o telefone, então me chamou de volta: "Eu vou chamar Andre Harrell (CEO da Uptown Entertainment) e ter certeza de que você consiga o dinheiro, mas eu vou dar-lhe o dinheiro do meu bolso.".
Então eu disse: "Tudo bem, eu estou a caminho.". Como nós estávamos andando até o prédio, alguém gritou do topo do estúdio. Foi Little Caesar, o parceiro de Biggie (o Notorious BIG). Esse é o meu mano. Assim que o vi, todas as minhas preocupações sobre a situação estavam tranquilas.

Vibe: Então você está dizendo que foi até ele...
Tupac: Eu me senti nervoso, porque esse cara sabia eu eu tinha arrumado uma briga grande. Eu não queria dizer à polícia, mas posso dizer ao mundo. Nigel tinha me apresentado a Booker.
Todo mundo sabia que eu estava com pouco dinheiro. Todos os meus shows estavam sendo cancelados. Todo o meu dinheiro dos meus discos ia para os advogados; todo o dinheiro dos filmes estava indo para a minha família. Então eu estava fazendo esse tipo de coisa, gravando com os rapazes e sendo pago.

Vibe: Quem é esse cara Nigel?
Tupac: Eu estava andando com ele o tempo todo que estive em Nova York gravando o filme "Above the Rim". Ele veio até mim e disse: "Eu vou cuidar de você. Você não precisa entrar em mais problemas.".

Vibe: Esse Nigel também não é conhecido pelo nome de Trevor? 
Tupac: Certo. Há um verdadeiro Trevor, mas Nigel levou ambos os apelidos, você entende? Então é isso que eu estava fazendo - cheguei perto deles. 
Eu costumava vestir calças e tênis. Eles me levaram às compras; foi quando eu comprei o meu Rolex e todas as minhas jóias. Eles me fizeram amadurecer. Eles me apresentaram a todos esses gangsters no Brooklyn. Eu conheci a família de Nigel, fui para a festa de aniversário de seu filho - eu confiava nele, você entende? Eu até tentei colocar Nigel no filme, mas ele não queria estar no filme. Isso me incomodou. Eu não conheço nenhum negro que não queria estar no cinema.

Vibe: Podemos voltar para o tiroteio? Quem estava com você naquela noite?
Tupac: Eu estava com Stretch em casa, seu camarada Fred, e o namorado da minha irmã, Zayd. Não estava com guarda-costas; eu não tenho um guarda-costas. Nós chegamos ao estúdio, e havia um cara lá fora em uniforme militar com o chapéu baixo no rosto. 
Quando nós caminhamos para a porta, ele não olhou para cima. Eu nunca vi um homem negro não me reconhecer de uma forma ou de outra, seja com inveja ou respeito. Mas esse cara só olhou para ver quem eu era e virou o rosto para baixo. Não me toquei, porque eu tinha acabado de fumar um baseado. Eu não esperava que algo ia acontecer comigo no lobby do prédio. Enquanto esperamos para beber, eu vi um cara sentado em uma mesa de leitura com um jornal. Ele não olhou para cima também.

Vibe: Estes são os dois homens negros?
Tupac: Homens negros na casa dos trinta. Então primeiramente pensei "estes caras devem ser os segurança do Biggie, porque eu sabia que eles eram de Brooklyn, devido seus uniformes militares. (nota: os rappers ou membros de gangue, naquela época, usavam roupas camufladas)"
Mas então eu pensei: espere um minuto. Até manos Biggie me curtem, por que não olham para cima? Apertei o botão do elevador, me virei, e é aí que os caras saíram com as armas, duas 9 mms idênticas. "Ninguém se mexe. Todo mundo no chão. Você sabe que hora é. Corre, seu merda.".
E eu pensei: O que devo fazer? Pensei que Stretch ia brigar; ele estava indo pra cima dos caras. Pelo que eu sei sobre crime, se os caras vêm para roubá-lo, eles sempre vão acertar o cara maior primeiro. Mas eles não tocaram em Stretch; eles  vieram direto para mim. Todo mundo caiu no chão como batatas, mas eu gelei. Não era como se eu estivesse sendo corajoso nem nada; Eu simplesmente não podia ficar no chão. Eles começaram a me agarrar para ver se eu estava armado. Eles disseram: "Tire suas jóias", e eu não queria tirá-las.
O cara de pele clara, o que estava em pé do lado de fora, chegou em mim. Stretch estava no chão, e o cara com o jornal estava apontando a arma para ele. Ele estava dizendo ao cara de pele mais clara, "Atira, filho da puta! Foda-se!".
Então eu fiquei com medo, porque o cara estava com a arma para o meu estômago. Eu passei meu braço em torno dele para mover a arma para o meu lado. Ele disparou e a arma torceu, e foi quando eu fui atingido pela primeira vez. Eu senti isso na minha perna; Eu não sabia que levei um tiro no saco. Eu cai no chão. Tudo na minha mente dizia, Pac, finja estar morto. 
Não importava. Eles começaram a me chutar, me bater. Eu nunca disse: "Não atire!". Eu estava tranquilo como o inferno. Eles estavam roubando as minhas coisas enquanto eu estava deitado no chão. Eu mantive os olhos fechados, mas eu estava tremendo, porque a situação me mantinha tremendo. E então eu senti algo na parte de trás da minha cabeça, algo muito forte.
Eu pensei que eles pisaram em mim ou me deram coronhadas, e eles estavam batendo a minha cabeça contra o concreto. Eu só vi branco, apenas branco. Eu não ouvi nada, eu não senti nada, e eu disse, estou inconsciente. Mas eu estava consciente. E então senti isso de novo, e eu podia ouvir as coisas agora, e eu podia ver as coisas e eles estavam trazendo-me de volta à consciência. Em seguida, eles fizeram isso de novo, e eu não conseguia ouvir nada. E eu não podia ver nada; que era apenas tudo branco. E então eles me bateram de novo, e eu podia ouvir as coisas e eu podia ver as coisas e eu sabia que estava consciente novamente.

Vibe: Alguma vez você ouvi-los dizer o nome deles? 
Tupac: Não. Não. Mas eles me conheciam, ou então eles nunca iriam verificar se eu estava armado. Era como se estivessem com raiva de mim.  Eu senti eles me chutando e me batendo; eles não bateram em mais ninguém. 
Era, tipo, "Ooh, filhos da puta, ooh, aah" - eles estavam chutando forte. Eu estava ficando inconsciente, e eu não estava sentindo nenhum sangue na minha cabeça ou nada. A única coisa que eu senti foi meu estômago doendo muito. O namorado da minha irmã se virou e me disse: "Ei, você está bem?".
Eu respondi, "Fui baleado, fui baleado.". E Fred disse que fui atingido, mas isso era a bala que passou pela minha perna. Então eu me levantei e fui até a porta - todo fodido - e assim que cheguei à porta, vi um carro da polícia parado lá.
Eu pensei: "Oh-oh, a polícia está chegando, e eu nem sequer subi as escadas.". Então nós saltamos no elevador e subimos. Eu estava mancando e tudo, mas não sentia nada. Estava entorpecido. Quando chegamos lá em cima, eu olhei ao redor, e isso assustou pra caralho.

Vibe: Por que?
Tupac: Porque Andre Harrell estava lá, Puffy (CEO da Bad Boy Entertainment, Sean "Puffy" Combs) estava lá, Biggie ... havia cerca de 40 manos lá. Todos eles tinham jóias. Mais jóias do que eu. Vi Booker, e ele tinha um olhar em seu rosto como ele ficou surpreso ao me ver.
Por quê? Eu tinha acabado de apertar a campainha e disse que estava subindo. Little Shawn estava chorando. Por que Little Shawn estava chorando, se eu levei um tiro? Ele estava chorando incontrolavelmente e dizendo, "Oh meu Deus, Pac, você tem que se sentar!". Eu estava me sentindo estranho, como: Por que eles querem me fazer sentar?

Vibe: Porque cinco balas tinham passado por seu corpo.
Tupac: Eu não sabia que tinha sido baleado na cabeça ainda. Eu não senti nada. Eu abri minha calça, e eu podia ver a pólvora e o buraco.
Eu não queria mostrar pra eles se meu pau ainda estava lá. Eu só vi um buraco e disse, "Oh merda. Me arrume um pouco de erva.".
Eu liguei para a minha namorada: "Ei, eu só levei um tiro. Ligue para a minha mãe e diga a ela.". Ninguém se aproximou de mim. Notei que ninguém queria olhar para mim. Andre Harrell não olhava para mim. Eu estava saindo para jantar com ele nos últimos dias. Ele havia me convidado para o "New York Undercover (nota: extinto grupo de rap)", dizendo-me que ele ia me arrumar um emprego. Puffy estava afastado também. Eu conhecia Puffy. Ele sabia quantas coisas eu tinha feito por Biggie antes que ele ficasse famoso.

Vibe: As pessoas viram sangue em você?
Tupac: Eles começaram a me falar: "Sua cabeça! Sua cabeça está sangrando!". Mas eu pensei que era apenas uma coronhada. Em seguida, a ambulância chegou, e a polícia. Primeiro eu percebi que o policial que chegou era o policial que prestou depoimento contra mim na acusação de estupro. Ele tinha um meio sorriso no rosto, e ele viu os caras olhando para as minhas bolas. Ele disse: "O que há, Tupac? Como vai isso?".

Tupac na saída do estúdio. Ele nem imaginava a quantidade de tiros que levou.

Quando cheguei ao Bellevue Hospital, o médico disse, "Oh meu Deus!".
E eu "O que? O que foi?". E eu ouvi ele dizendo a outros médicos,"Olhe para isso. É pólvora aqui.". Ele estava falando sobre a minha cabeça.
"Esta é a ferida de entrada. Este é o ferimento de saída.". E quando ele fez isso, eu podia sentir os buracos. Eu disse: "Oh meu Deus. Eu podia sentir isso.". Era por isso que eu estava desmaiando no saguão do prédio. E foi aí que eu disse: "Oh merda. Eles me deram um tiro na minha cabeça.". Eles disseram: "Você não sabe a sorte que tem. Você foi baleado cinco vezes.".
Foi estranho. Eu não queria acreditar. Eu só conseguia me lembrar do primeiro tiro, então tudo ficou branco.

Vibe: Em algum momento você achou que ia morrer? 
Tupac: Não. Juro por Deus. Para não soar assustador ou nada, eu senti Deus cuidando de mim desde o primeiro momento em que os manos puxaram as armas. A única coisa que me magoou foi que Stretch e todos os outros deitaram no chão. As balas não doeram. Nada doeu até que eu estava em recuperação. Eu não podia andar, não podia levantar, e minha mão ficou fodida.
Eu estava olhando as notícias e estavam mentindo sobre mim.

Vibe: Conte-me sobre alguma cobertura que aborreceu você.
Tupac: A primeira coisa que me incomodou foi aquele cara que escreveu essa merda dizendo que eu pretendia fazer isso. Que eu tinha encenado, que foi um ato.
Quando li isso, eu comecei a chorar como um bebê, como uma bicha. 
Eu não podia acreditar. Isso me deixou em pedaços.
E, em seguida, os noticiários estavam dizendo que eu tinha uma arma e erva comigo. Em vez de dizer que eu era uma vítima, eles estavam fazendo como se eu tivesse feito isso.

Vibe: E sobre todas as piadas, dizendo que tinha perdido um de seus testículos?
Tupac: Isso não me incomoda, porque eu penso, merda, eu vou ser o último a rir. Porque eu tenho mais coragem que todos esses manos.
"Você pode ter bebês", meus médicos disseram.
Me disseram isso na primeira noite, depois que começaram a cirurgia exploratória: "Nada há de errado. A bala entrou e saiu.". É a mesma coisa com a minha cabeça. A bala entrou e saiu.

Vibe: Você já teve muita dor desde então?
Tupac: Sim, eu tenho dores de cabeça. Eu acordo gritando. Tenho tido pesadelos, pensando que ainda estão atirando em mim. Tudo o que vejo é manos puxando armas, e eu ouço o cara dizendo: "Atire filho da puta!".
Então eu acordo suado como o inferno. Droga, eu tenho muita dor de cabeça. O psiquiatra em Bellevue disse que é o estresse pós-traumático.

Vibe: Por que você deixou Bellevue Hospital?
Tupac: Deixei Bellevue na noite seguinte. Eles estavam me ajudando, mas eu me senti como um projeto de ciências. Eles continuaram chegando, olhando para o meu pau e, merda, e isso não era uma posição legal para ficar. E eu sabia que minha vida estava em perigo. O Fruto do Islã estava lá, mas eles não têm armas. Eu sabia que tipo de manos que eu estava lidando.

Tupac na saída do hospital.

Então eu deixei Bellevue e fui para o Metropolitan.
Eles me deram um telefone e disseram: "Você está seguro aqui. Ninguém sabe que você está aqui.". Mas o telefone tocava e alguém dizia: "Você ainda não está morto?". Eu sempre pensava: "Merda! Esses filhos da puta não tem nenhuma piedade.". Então eu saí do hospital, e minha família me levou para um local seguro, alguém que realmente se importava comigo em Nova York.

Parecia ou não que o músico estava com medo?
****

Tupac saiu dois dias depois do hospital, mesmo sem autorização dos médicos, pois ele temia por sua vida.
Em menos de 5 meses depois, já foi condenado à prisão. Mas ele já havia terminado de gravar as canções para seu novo disco, que é a próxima parte desse especial.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Soundgarden - 20 Anos de "Superunknown"

Fala galera!

Gosto muito de falar de Rock por aqui, inclusive os vários álbuns que escuto ou escutei, mas alguns realmente me marcaram muito.
Sempre alguns discos (ou disco) fazem parte da trilha sonora da nossa vida.

E é com grande prazer que venho postar sobre uma banda que sempre me marcou muito, o Soundgarden, e sobre o álbum "Superunknown", que escutei demais na minha adolescência, e esse sim, faz parte da trilha sonora da minha vida.

Da esquerda pra direita: Matt Cameron, Kym Thayil, Chris Cornell e Ben Shepherd.

A banda formada por Chris Cornell (vocal, guitarra), Kim Thayil (guitarra), Matt Cameron (baterista) e Ben Shepherd (baixo) lançaram este álbum em 1994, e trouxeram até então a inspiração de seus três discos anteriores, e criaram o que é considerado sua obra-prima.

No meio do turbilhão do Grunge, o disco é considerado um dos melhores da época, pra não falar de todos os tempos. É nesse disco que a voz de Chris Cornell se tornou a potência conhecida de hoje. E pra quem não sabe, não foi o Nirvana que "inventou" o Grunge. O Soundgarden foi a banda pioneira.

A voz de Chris Cornell se tornou mais conhecida em 1994.

Sucesso comercial e de crítica, foi o álbum que os levou ao sucesso. Com as canções "Black Hole Sun", "The Day I Tried to Live", "Fell on Black Days", "Spoonman" e a faixa-título "Superunknown", que trazem letras obscuras, misteriosas, sendo que muitas músicas estão relacionados com abusos, suicídios e depressão.

Capa original de "Superunknown".

A arte de capa do álbum (conhecida como "Screaming Elf") é uma fotografia distorcida dos membros da banda, tirada por Kevin Westenberg, sobre uma imagem de uma floresta queimando de cabeça para baixo em preto-e-branco. Quanto ao trabalho de arte, Cornell disse:
"Superunknown se relaciona com nascimento de certa forma...Nascendo ou até mesmo morrendo. A coisa mais difícil era encontrar a imagem visual certa para pôr em um título como esse. A primeira coisa que pensamos foi em uma floresta em cinza ou preto. 
Eu gostava daquelas histórias quando criança, onde florestas eram cheias de coisas malignas e assustadoras, ao invés de serem jardins felizes que você podia acampar".

E depois de 20 anos, a banda relançou esse álbum!
"Superunknown" - Deluxe Edition é um disco duplo, com capa especial e encarte com 28 páginas, toda a arte retrabalhada e com fotos inéditas.
As músicas do disco 1 foram remasterizadas, e o disco 2 traz demos, ensaios, versões acústicas, remixes e faixas inéditas da época em que o disco foi gravado.

Capa retrabalhada de "Superunknown" Deluxe Edition.

E uma curiosidade: Um palhaço de um programa de televisão, que era chamado "Superklown", inspirou o nome do álbum. Além de ser um ítem de colecionador, é sem sombra de dúvida um pedaço importante da história do Rock, e é a oportunidade de ouvir o Soundgarden no auge de sua forma.

Segue traklist dos discos:


Disco 1 - Remastered Album

01. Let Me Drown
02. My Wave
03. Fell on Black Days
04. Mailman
05. Superunknown
06. Head Down
07. Black Hole Sun
08. Spoonman
09. Limo Wreck
10. The Day I Tried to Live
11. Kickstand
12. Fresh Tendrils
13. 4th of July
14. Half
15. Like Suicide
16. She Likes Surprises

Disco 2 - Demos, Rehearsals, B-Sides, Remixes

01. Let Me Drown (Demo)
02. Black Hole Sun (Demo)
03. Half (Demo)
04. Head Down (Rehearsal)
05. Limo Wreck (Rehearsal)
06. The Day I Tried to Live (Rehearsal)
07. Like Suicide (Acoustic)
08. Black Days III (Fell on Black Days Demo - Early Version)
09. Birth Ritual (Original Demo Version)
10. Exit Stonehenge
11. Kyle Petty, Son of Richard
12. Jerry Garcia’s Finger
13. Spoonman (Alternate Steve Fisk Remix)
14. The Day I Tried To Live (Scott Litt Mix)
15. 4th of July (Instrumental)
16. Superunknown (Instrumental)

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Casos Sinistros da Música - Tupac Shakur

Fala galera!

Voltei com mais um dos "Casos Sinistros da Música".
Quando comecei a postar esses casos, não achei que os visitantes iriam gostar tanto. E isso me incentivou a pesquisar mais sobre algumas histórias sinistras que eu já conhecia, colher a maior quantidade de detalhes e mostrar pra vocês.
E dentre esses casos, o que intriga muito as pessoas, é o do rapper Tupac Shakur.



Claro que outros músicos possuem casos estranhos, como Elvis Presley que não morreu, assim como Michael Jackson, e assim como Tupac também.
Tupac viveu não como um rapper, mas sim como um Rockstar.
Mas o grande diferencial é que mesmo após os quase 18 anos de sua morte, Tupac é responsável por uma quantidade sem número de teorias sobre sua possível "morte (ou como forjou sua morte)".

Apenas para lembrar: Tupac foi atingido por 5 tiros no dia 7 de setembro de 1996, mas morreu no hospital em 13 de setembro do mesmo ano.
Então surgiram várias teorias de conspiração, que vão desde o dono de sua gravadora ter envolvimento no assassinato, os Illuminatis encomendarem a morte do músico e uma teoria envolvendo o número "7", que por sinal é a mais utilizada, que nos mostra uma grande quantidade de coincidências do uso ou aparecimento desse número nas músicas, frases e vídeos de Tupac.

Dentre tantas teorias, parece que ninguém ouviu o que o rapper dizia.

Mas deixando essas teorias de lado, existe um fato obscuro, por detrás de tudo o que foi apresentado, e que nunca vem à tona: seria possível uma pessoa prever eventos futuros em sua vida?

E Tupac realmente previu vários fatos ocorridos em sua vida, em sua músicas. Algumas dessas previsões, ocorreram algum tempo antes. Outras, mais próximas.Vamos aos exemplos.

Em 1991, Tupac lançou seu primeiro álbum, "2Pacalypse Now".
Nesse álbum, que iniciou sua carreira, a música chamada "Trapped", fala sobre a armação dos policiais faziam para prender qualquer pessoa.

Capa do disco de 1991.

Em 1992, Tupac foi preso em Oakland. Os policiais disseram que ele ofendeu os policiais, mas as testemunhas disseram que ele apenas atravessou a rua e os policiais chegaram batendo, e armaram uma grande farsa para tentar prender o músico.
"Escrevi uma música no meu disco sobre o que meus amigos me contavam sobre a polícia. Nunca havia sido preso. Escrevi a música, fui espancado pela polícia."

Em 1993, Tupac lançou seu segundo disco, "Strictly 4 My N.I.G.G.A.Z.", cantou em várias músicas sobre a liberdade de expressão e como o governo tentava calar quem dizia a verdade.
Entre 1993 e 1994, seus discos passaram por uma severa condenação de apologia à violência e quase foram proibidos.

Capa do disco de 1993.

Até aqui, não parece muito grave, certo?
Agora vem as partes mais chocantes.

O seu quarto disco lançado em 1995, "Me Against the World", foi lançado pouco antes de uma fase turbulenta em sua vida. 
A música "If I Die 2Nite (Se Eu Morrer Essa Noite)" fala do perigo de vida que ele corre. Na música "Outlaw (Fora da Lei)" ele diz que uns caras mascarados vieram atirar nele.

Capa do disco de 1995.

Poucos dias antes da mixagem do disco, Tupac foi baleado 5 vezes em Nova Iorque, por homens mascarados no saguão de um prédio.
Na canção "It Ain't Easy (Não é Fácil)" ele canta sobre estar na cadeia. No início de 1995, uma semana antes do lançamento do disco, foi preso por uma acusação armada pela polícia.

Então, à partir desse ponto, ele mesmo começou a ficar paranóico.
Assim que saiu da cadeia (onde ficou cerca de 10 meses), ele entrou em um estúdio e gravava três músicas por dia. Completou um disco duplo em cerca de 15 dias. Ele mesmo dizia: "Não tenho muito tempo. Então preciso deixar as coisas arrumadas.".

Então, poucos dias antes de sua morte, em 1996, é lançado o disco "All Eyez on Me", com a música "I Ain't Mad At Cha (Não Estou Bravo com Você)". E para surpresa de todos, o vídeo mostra Tupac saindo de um local público com um amigo, e sendo alvejado algumas vezes, e acaba morrendo. E isso foi algo extremamente similar ao que ocorreu em sua vida real, poucos meses depois, onde ele foi baleado na saída da luta de Mike Tyson, onde estava com um amigo.

O homem mascarado se aproximando;
Tupac e um amigo saindo do local;
Tupac sendo baleado. Tudo muito parecido com a realidade.

Apenas uma reportagem falou sobre isso, mas a revista em questão foi retirada das bancas em menos de dois dias após ser lançada.

"Será que o rapper Tupac Shakur previu sua própria
morte em seu último vídeo?". A reportagem que sumiu das bancas.

Tantas pessoas se preocuparam com a possível morte forjada de Tupac, com várias teorias sobre sua morte.
Mas até agora, nunca apontaram que ele sabia que iria morrer cedo e de forma violenta.
Será que foi apenas coincidência? Ou será que ele realmente previu alguns passos decisivos em sua vida?
E o mais intrigante: sua morte foi profetizada, por ele mesmo, e ele deixou isso registrado.