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terça-feira, 23 de abril de 2019

Lobão e a Nostalgia dos Anos 80

Salve galera!

Lobão - você ama ou odeia. Não existe uma definição melhor sobre essa figura.
Não quero abordar aqui o posicionamento político dele, mas sim sua postura quanto ao Rock. Mais precisamente, os anos 80, onde, como o próprio Lobão se define: "Sou um dos sócios fundadores dessa joça!".



E não poderia estar mais correto.
O período dos anos 80 foi o período talvez mais prolífico do Rock nacional, com bandas lendárias, cravando o estilo nas rádios e memória da galera. Tudo o que veio depois, por mais que queiram negar, teve influência direta do que aconteceu na década de 80.

Lobão foi, durante esse período, um hit-maker: suas músicas tocavam constantemente nas rádios, e estão aí até hoje, canções clássicas como "Me Chama", "Decadence Avec Elegance (minha favorita)", entre outras.

Porém, Lobão caiu no chamado "limbo radiofônico", onde suas músicas não tocam nas rádios, por serem, acreditem se quiser, "pesadas demais". O que não impediu o músico de continuar compondo material de excelente qualidade.

No entanto, Lobão resolveu revisitar o período da década de 80, nos trazendo o livro "Guia Politicamente Incorreto dos Anos 80 pelo Rock", da editora LeYa.

Uma verdadeira viagem no tempo, uma leitura nostálgica, engraçada, triste, e principalmente, ácida. Lobão sacaneia demais o Chico Buarque. Um panorama de como excelentes canções foram criadas num período curto, e que ficou marcado como "o lapso onde a MPB perdeu suas forças, e o Rock desabrochou independente de Chico, Gil e Caetano".

Formação de bandas icônicas, músicas de protesto, clássicos e mais clássicos, em um país considerado como o pior som (no sentido de produção) do mundo. Está tudo lá, nesse livro. E Lobão conseguiu, de maneira exemplar, separar sua história pessoal do período musical da época, que é uma tarefa complexa (vide a biografia do músico), onde ele e outros roqueiros SÃO os anos 80.

E pra fechar com chave de ouro, o músico trouxe como forma de complementar essa nostalgia, um álbum regravando clássicos desse período, inclusive músicas suas, "Antologia Politicamente Incorreta dos Anos 80 pelo Rock".
Canções de Marina Lima, Capital Inicial, Ultraje a Rigor, Ira!, entre outros.
Com uma roupagem nova e produção de primeira, traz um panorama do que foi a década de 80, musicalmente falando, pra quem não viveu esse período. E pra quem esteve lá, sentir a nostalgia bater firme.

Segue detalhes do livro e tracklist do álbum:

Guia Politicamente Incorreto dos Anos 80 pelo Rock


Editora: LeYa
Ano: 2017
Páginas: 496

Antologia Politicamente Incorreta dos Anos 80 pelo Rock 


CD 1

1. ORRA MEU
2. PLANETA ÁGUAR
3. VÍTIMA DO AMOR
4. NOSSO LOUCO AMOR
5. CERTAS COISAS
6. EU NÃO MATEI JOANNA D´ARC
7. GERAÇÃO COCA - COLA
8. PRIMEIROS ERROS (CHOVE)
9. LEVE DESESPERO
10. LOURAS GELADAS
11. NÓS VAMOS INVADIR SUA PRAIA
12. NÚCLEO BASE
13. ATÉ QUANDO ESPERAR

CD 2

1. DIAS DE LUTA
2. TODA FORMA DE PODER
3. PÂNICO EM SP
4. EU SEI
5. VIDA BANDIDA
6. VIRGEM
7. ESFINGE DE ESTILHAÇOS
8. QUASE UM SEGUNDO
9. SOMOS QUEM PODEMOS SER
10. O TEMPO NÃO PÁRA
11. LANTERNA DOS AFOGADOS
12. AZUL E AMARELO

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Korn - The Serenity of Suffering

Fala galera!

O Korn, com mais de 20 anos de carreira bem consolidada, e teve seus momentos.
Seus primeiros discos, fazendo o alicerce de sua carreira, a saída de um guitarrista (Brian “Head” Welch), o retorno do mesmo alguns anos depois, o flerte com o Dubstep...

Em alguns desses momentos, algumas pessoas acharam que o Korn não teria de volta aqueles tempos áureos, mais precisamente na época dos discos "Life Is Peachy (1996)", "Follow the Leader (1998)" e "Issues (1999)", devido a inventividade e inovação para o período.


Pois bem, em 21 de outubro de 2016, a banda lança "The Serenity of Suffering".
Devo dizer que fiquei extremamente satisfeito com o disco.
A audição do trabalho é prazerosa. E o som é poderoso. E claro, nos remete à época de seus discos acima citados.

A banda não usou nada de influências de outros estilos. É o bom e velho Nu Metal, mas com aquele ar de inovação, que nos lembra, claro o período de 1996 - 1999. Com riffs pesadíssimos, o vocal de Jonathan Davis ora melódico, ora gutural, deixa tudo mais sinistro.

O Korn voltou com força total, lançando um disco que consolida sua carreira como uma das melhores bandas no estilo. Os fãs das antigas vão matar a saudade das tijoladas, e os novos fãs vão se encantar, como nos encantamos a 20 anos atrás.


Ah, detalhe, já que todos adoram referências: o bicho de pelúcia, na mão da criança, é o bichinho da capa do disco "Issues". Particularmente, eu gosto das artes conceituais das capas da banda, muito.

Todas as faixas são matadoras, mas eu destaco aqui "Insane", "A Different World (com participação de Corey Taylor)", "Rotting in Vain (confiram o clipe AQUI)", "Take Me" e "Die Yet Another Night".

Segue traklist:

"Insane"
"Rotting in Vain"
"Black Is the Soul"
"The Hating"
"A Different World" (featuring Corey Taylor)
"Take Me"
"Everything Falls Apart"
"Die Yet Another Night"
"When You're Not There"
"Next in Line"
"Please Come for Me"


Faça um favor pra você e vá escutar! No volume altíssimo!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

David Bowie - Blackstar (★)

Fala galera!

Falar do Sr. Bowie é sempre complexo.
Não apenas por ser fã do trabalho dele. Mas pela complexidade de seus trabalhos.

Conhecido como o "Camaleão do Rock", não apenas por suas mudanças visuais, mas pela grande quantidade de influências que suas músicas carregam. É difícil conseguir rotular suas músicas.

David Bowie veio a falecer de uma maneira abrupta para o público: sua morte foi declarada em 10 de janeiro de 2016, e apenas familiares sabiam de sua doença, a qual enfrentava a 18 meses.

O disco em questão, "Blackstar (ou ★)", foi lançado em 08 de janeiro de 2016, dois dias antes de sua morte, e no dia de seu 69º aniversário.
Vemos aqui, logo na primeira audição, que é um disco de despedida. Despedida dos fãs e do mundo.

Capa de "Blackstar (★)"

É um som denso, com poucas influências de Rock, propriamente dito. Mas muitas de Jazz, e até Rap.
Letras bem escritas, e complexas, como todo o trabalho de Bowie, citando desde a Bíblia (faixa "Lazarus") e até o filme clássico "Laranja Mecânica (faixa "Girl Loves Me")".

A faixa título, "★", é a mais longa, com quase 10 minutos. Seguida por "'Tis a Pity She Was a Whore (muito visceral, por acaso)", com fortes influências de Jazz. Conta a história de uma mulher que tem um caso incestuoso com o irmão, para depois ser assassinada por ele. Com versos como "Ela segurou meu pau" e "uma pena que era uma prostituta". Uma faixa com uma sonoridade deliciosa, apesar do tom sombrio da letra.


A música "Girl Loves Me", parte da letra é cantada no dialeto Nadsat, a mistura de russo e inglês usada pelos personagens de "Laranja Mecânica".

Mas na minha opinião, as faixas mais claras quanto ao "adeus", são "Lazarus" e "I Can’t Give Everything Away".

"Lazarus", a terceira faixa, Bowie se compara a Lázaro, personagem da Bíblia que morreu e foi ressuscitado por Jesus.
Cantando versos como "olhe aqui em cima, estou no céu", e no final "eu serei livre como aquele pássaro azul", já denota o que ele realmente queria dizer. O clipe mostra Bowie deitado em uma cama de hospital (clipe AQUI).
E "I Can’t Give Everything Away", última faixa do álbum, com certeza é o ponto final. Em tudo.
Letra com trechos "desenho de caveira nos pés", "corações enegrecido e notícias com flores", "Dizer não e significar sim / Isso é tudo que eu quis dizer".


O álbum "Blackstar (★)" nos traz um David Bowie em excelente forma, e diferente de outros artistas, mostra que estava a todo vapor, com ótimas composições e músicas inspiradíssimas, não como alguém no fim de carreira. Uma perda, sem sombra de dúvidas, irreparável.

Segue tracklist:

"Blackstar"
"'Tis a Pity She Was a Whore"
"Lazarus"    
"Sue (Or in a Season of Crime)"
"Girl Loves Me"     
"Dollar Days"   
"I Can’t Give Everything Away"


O legado de Bowie será eterno, como um dos principais gênios da música.
Álbum altamente recomendado! E claro, se quiserem baixar as músicas, fiquem à vontade. Mas o CD original tem um acabamento lindo, edição em digipack, e com detalhes vistos apenas na luz. Coisa de colecionador mesmo!

domingo, 19 de abril de 2015

Sound City - Real to Reel

Fala galera!

Conhecemos apenas o final do processo total no que se refere à música.
A parte simples é colocar o CD ou vinil no aparelho e deixar rolar. mas o que acontece até chegar esse ponto?

Dave Grohl.

O polivalente Dave Grohl, da banda Foo Fighters, gravou um belo documentário chamado "Sound City - Real to Reel", e conta a história do estúdio Sound City, na Califórnia.


Este estúdio foi a casa de vários artistas e vários discos de sucesso, e dentre as bandas que passaram por lá e fizeram história: Rick Springfield, Neil Young, Fleetwood Mac, Grateful Dead, Tom Petty and The Heartbreakers, Dio, Blind Melon, Kyuss, Masters of Reality, Rage Against the Machine, Nirvana, Red Hot Chili Peppers, Johnny Cash, System of a Down, Slipknot, Queens of the Stone Age, Nine Inch Nails, Metallica...

Taylor Hawkins, Dave Grohl e Alain Johannes.

Sound City era um estúdio analógico, e pra quem não sabe, estúdios analógicos funcionam assim: todos entram juntos no estúdio e gravam todos os instrumentos juntos, e às vezes, os vocais também. Tudo é gravado em tapes (isso mesmo, rolos de fita!) e se tiver algum erro, a fita é cortada e emendada. Complicado né?
E o que levou uma série de bandas famosas, em plena era digital, a gravar em um lugar tão antiquado?

Stevie Nicks.

Corey Taylor.

É aí que entra o documentário de Grohl!
É mostrado a história do estúdio, dos funcionários, engenheiros de som, produtores, de vários artistas, com entrevistas muito bacanas.
Alguns dizem que Sound City era badalado pela sonoridade do estúdio, outros pelo ambiente, e vários pela mesa de som customizada Neve 8078, pedida por encomenda.

Mesa Neve 8078.

Trent Reznor, do Nine Inch Nails, diz que estúdios assim mostram quem são músicos de verdade.

Trent Reznor.

Pensando nisso, Dave Grohl gravou um trilha sonora para o documentário, e isso foi mostrado no decorrer do filme.
Imagine uma trilha sonora que cada faixa é formada por uma superbanda!
Acho que essa é a melhor definição. 
Saca só os músicos de cada faixa, dentre eles, Paul McCartney com os membros do Nirvana, e a épica faixa "Mantra", com Dave Grohl, Josh Homme e Trent Reznor. 



Grohl surpreendeu com esse filme: mostra que o Rock tem muita história pra contar. A trilha sonora é magnífica, e claro que é altamente indicado!
Escutar as várias influências em cada faixa é um experiência única!!


sábado, 18 de abril de 2015

Marilyn Manson - The Pale Emperor

Fala galera!

Marilyn Manson está de volta!
Depois de seu ótimo disco "Born Villain", de 2012, Manson gravou uma participação no seriado Californication. E durante essa participação, conheceu o músico Tyler Bates (famoso por criar músicas incidentais), e os dois começaram a ter ideias sobre realizar um trabalho juntos, e Tyler chamou Manson para seu estúdio particular.


Para se ter uma noção dessa química, Manson disse:

"Tyler se sentou na minha frente com sua guitarra e seu amplificador. Nós não iriamos falar sobre como as canções iriam ser. 
Eu disse: "Apenas toque, me dê o microfone, vai."
É claro que gostaríamos de elaborar isso mais tarde, mas a maior parte, os takes da guitarra e o vocal são o original, primeiro take. 
Se eu fodi alguma coisa ou se ele fodeu alguma coisa, a gente começou desde o início e fizemos isso juntos. "

Para muitos críticos, este é um dos melhores trabalhos do cantor. Não tem aquele peso do Rock Industrial, marca registrada da banda, mas sim um excelente disco de Hard Rock / Rock Alternativo / Blues Rock.

Durante o processo de criação, Manson participou da última temporada do seriado Sons of Anarchy. E pra quem acompanhou, a trilha sonora dessa série é basicamente Blues Rock.
E durante as gravações, a mãe de Manson veio a falecer após oito anos lutando contra o Mal de Alzheimer.


Isso deu o combustível que ele precisava para compor a atmosfera do disco.
"The Pale Emperor" realmente parece uma trilha sonora, muito bem composta, e as letras obscuras, coisa que Manson domina, estão no nível de seus discos da Trilogia Triptych (sua época de ouro). 
O álbum lida com temas que vão desde a mortalidade, a guerra, a violência, a escravidão e religião, bem como contendo referências à mitologia grega e do folclore alemão, especificamente a história de Fausto e Mefistófeles.
A faixa "The Mephistopheles of Los Angeles", foi a faixa-título original e, de acordo com Manson, "o coração do álbum".

Capa de "The Pale Emperor".

O Imperador Pálido foi Constantino, que conforme Manson disse:

"...o imperador romano Constantino, a quem eles se referem como o imperador pálido pois ele foi contra tudo em todos os sentidos. Ele votaria em desordem. Ele foi o primeiro a negar a existência de Deus no império romano, o que foi um grande negócio."

Destaque para as faixas "Deep Six (Hard Rock total)", "Third Day of a Seven Day Binge", "Warship My Wreck (doentia)", "Birds of Hell Awaiting" e "Cupid Carries a Gun", que mostram que o Anticristo Superstar está vivo.

Segue tracklist:

1. "Killing Strangers"
2. "Deep Six"
3. "Third Day of a Seven Day Binge"
4. "The Mephistopheles of Los Angeles"
5. "Warship My Wreck"
6. "Slave Only Dreams to Be King"
7. "The Devil Beneath My Feet"
8. "Birds of Hell Awaiting"
9. "Cupid Carries a Gun"
10. "Odds of Even"


Essa mudança na sonoridade deu um gás novo para Manson. É um álbum bem trabalhado, não que os outros não fossem, mas esse nível de trabalho, para esse tipo de sonoridade, requer uma atenção especial.

Manson conseguiu o que queria: após muitos terem perdido a fé em sua capacidade, mostrou que estavam errados, trazendo um álbum digno de nota.

Indicadíssimo! Tocar alto não é suficiente!!


Slash - World on Fire

Fala galera!

Em 2014, o imbatível guitarrista Slash lançou seu terceiro álbum solo, chamado "World on Fire". Após lançar dois álbuns de estúdio (a saber, "Slash", de 2010, e "Apocalyptic Love", de 2012) e um álbum ao vivo ("Made in Stoke", de 2011), ficou uma dúvida em relação a qualidade do novo disco.


Seus trabalhos anteriores ficaram excelentes, mas conseguiria Slash manter esse patamar? A resposta é... SIM!!

Novamente, Slash está com Myles Kennedy nos vocais, e The Conspirators (Todd Kerns no baixo e Brent Fitz na bateria). Digo com convicção que este é o trabalho mais pesado do guitarrista.


Ao longo de dezessete faixas, Slash mostra porque é um dos melhores guitarristas de todos os tempos: belas melodias e solos absurdos, mostrando que está em plena forma.
Myles trazendo o melhor que sua voz pode fazer, mostrando a química entre os dois, e não podemos ignorar o fato de Todd e Brent deixarem sua marca.

Faixas como "World on Fire (uma tijolada)""Shadow Life""30 Years to Life (pesadíssima)""Stone Blind (grudenta)""Withered Delilah (Hard Rock em sua forma pura)""The Unholy (épica!)", mostram toda a potência da banda como um todo.

Segue tracklist:

1. "World on Fire"
2. "Shadow Life"
3. "Automatic Overdrive"
4. "Wicked Stone"
5. "30 Years to Life"
6. "Bent to Fly"
7. "Stone Blind"
8. "Too Far Gone"
9. "Beneath the Savage Sun"
10. "Withered Delilah"
11. "Battleground"
12. "Dirty Girl"
13. "Iris of the Storm"
14. "Avalon"
15. "The Dissident"
16. "Safari Inn"
17. "The Unholy"

Ou seja, "World on Fire" é uma verdadeira aula de Hard Rock. Pesado, bem trabalhado e limpo. Slash já não pode ser mais conhecido como o "ex-guitarrista do Guns n' Roses". Ele já tem sua identidade, e mostra que sua criatividade está a mil por hora.

Não desmerecendo Axl Rose (sou fã dele)... mas acho que ele vai suar muito pra lançar algum trabalho desse nível...

Altamente indicado! Escute alto pra cacete!!


sábado, 15 de novembro de 2014

Slipknot - .5: The Gray Chapter

Fala galera!

A banda Slipknot passou por um período conturbado nos últimos anos. Seu quarto álbum de estúdio, "All Hope is Gone", de 2008, mostrou a banda mais madura em termos de sonoridade.


Mas em 2010, morreu o baixista Paul Gray. Claro que afetou de maneira irreversível todos os integrantes. E em meados de 2013, o baterista Joey Jordison declarou ter saído da banda.

As melhores máscaras são de Craham. Opinião minha!

O futuro era incerto para a banda, não digo que seria o fim do Slipknot, mas um novo álbum estaria distante. Então, quando tudo parecia perdido, o percussionista M. Shawn Craham declarou ainda em 2013:

"Está no ar. Todos podem sentir. 2014 será o ano do Slipknot."

Um novo disco de estúdio estava em fase de produção.
Nada havia sido revelado sobre quem ocuparia as vagas de Gray e Jordison, e nem o título tinha sido trazido ao público.
O vocalista da banda, Corey Taylor, disse em uma entrevista:

"“É bem pesado. Quero dizer, baseando-me apenas nas coisas que eu tenho feito demos... 
É tipo… na real, é como uma mistura de “Vol. 3 (The Subliminal Verses)” com “Iowa”. É bem sombrio, mas tem um lance esotérico muito bom, muita melodia boa sem tirar o peso. Vai ser do caralho.”

Corey Taylor e sua nova "cara".

Em 1º de agosto, foi lançado o primeiro single: "The Negative One", acompanhado pelo clipe da música. O som pesadíssimo e cru, soa mais como o "Iowa (2001)".


No mesmo mês de agosto, no dia 24, foi lançado o 2º single: "The Devil in I". Um som mais a pegada do "Vol. 3 (2004)", e dessa vez o clipe mostra os integrantes se detonando (literalmente) com as máscaras antigas para o surgimento das novas máscaras, incluindo os novos integrantes, que são Alessandro Venturella (baixo) e Jay Weinberg (bateria).


E finalmente no dia 17 de outubro, ".5: The Gray Chapter" foi lançado oficialmente. Aqui sim, a declaração de Taylor se encaixou perfeitamente, após uma audição total do trabalho.


A mistura dos álbuns mencionados são claras, mas na minha opinião, ainda está mais puxado para o "Iowa". O som pesado e cru, constante durante todas as músicas, estavam ausentes em seus trabalhos anteriores. Fora a capa, que na minha opinião, é linda!

No decorrer de suas 14 faixas, ouvimos peso, melodia, tons sombrios, berros, raiva, angústia, mais peso, e a qualidade sonora que se espera de um disco da banda.

É difícil destacar algumas faixas, mas "The Negative One", "The Devil in I", "Nomadic (uma bela música)", "Custer (doentia)" e "Be Prepared for Hell (viciante)" são um belo começo.

Segue tracklist:

"XIX"
"Sarcastrophe"
"AOV"
"The Devil in I"
"Killpop"
"Skeptic"
"Lech"
"Goodbye"
"Nomadic"
"The One That Kills the Least"
"Custer"
"Be Prepared for Hell"
"The Negative One"
"If Rain Is What You Want"


O Slipknot soube dar a volta por cima em situações complicadas, coisas que levaram o fim de muitas bandas, e trouxeram um de seus trabalhos mais maduros e pesados de sua carreira. Acredito que essa 'volta às origens' se foi necessária para que a banda se encontrasse durante seu caminho.

Altamente indicado e ouça no volume máximo essa parada!!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Trilhas Sonoras Que Merecem Destaque

Fala Galera!

Um bom cinéfilo que se preze com certeza não apenas curte a história do filme, mas todo o acompanhamento de uma boa trilha sonora. E com certeza, algumas marcam ainda mais o filme em questão.
E algumas pessoas nem curtem tanto o filme, e o que fica marcado é a trilha mesmo.
Claro que é uma boa maneira de chamar a atenção para o filme, criando uma trilha recheada de ótimas bandas e músicos. E aqui estão algumas (eu disse algumas, não todas) que merecem destaque.
E vale a pena lembrar que muitos músicos não lançam algumas músicas em seus álbuns próprios, disponibilizando apenas nas trilhas.

O Fim dos Dias


O filme onde Arnold Schwarzenegger enfrenta o Demônio. Eu achei um bom filme, mas a trilha sonora é digna de nota. Contando com Korn, Limp Bizkit, Eminem começando a fazer sucesso, um remix ótimo do Rob Zombie e uma música do Guns N' Roses que saiu apenas nesse álbum, que é uma paulada, e várias outras bandas conhecidas

1 - "Camel Song" - Korn
2 - "So Long" - Everlast
3 - "Slow" - Professional Murder Music
4 - "Crushed" - Limp Bizkit
5 - "Oh My God" - Guns N' Roses
6 - "Poison" - The Prodigy
7 - "Superbeast (Girl On a Motorcycle Mix)" - Rob Zombie
8 - "Bad Influence" - Eminem
9 - "Nobody's Real" - Powerman 5000
10 - "I Wish I Had" - Stroke
11 - "Sugar Kane" - Sonic Youth
12 - "Wrong Way" - Creed


Watchmen


Baseado na HQ de sucesso do genial Alan Moore, e ambientada em uma época diferente, a década de 80, a trilha sonora deveria nos levar àquela época. E conseguiu.
My Chemical Romance cantando um cover de Bob Dylan, o próprio Bob Dylan com um de seus clássicos, Simon & Garfunkel, Billie Holiday, e sem falar de Jimi Hendrix e Janis Joplin... uma bela trilha para acompanhar um filme tão complexo.

1 - "Desolation Row" - My Chemical Romance
2 - "Unforgettable" - Nat King Cole
3 - "The Times They Are a-Changin" - Bob Dylan
4 - "The Sound of Silence" - Simon & Garfunkel
5 - "Me and Bobby McGee" - Janis Joplin
6 - "I'm Your Boogie Man" - KC and the Sunshine Band
7 - "You're My Thrill" - Billie Holiday
8 - "Pruit Igoe" and "Prophecies" - Philip Glass
9 - "Hallelujah" - Leonard Cohen
10 - "All Along the Watchtower" - The Jimi Hendrix Experience
11 - "Ride of the Valkyries" - Budapest Symphony Orchestra
12. "Pirate Jenny" - Nina Simone


Gridlock'd


O penúltimo filme de Tupac Shakur, com algumas de suas últimas canções gravadas, e que não estão em nenhum de seus discos solo. Em uma época diferente no Hip Hop americano, onde a qualidade das músicas eram bem superiores e alguns músicos não usavam apenas batidas eletrônicas, e abusavam de instrumentos, beira quase um Rhythm and Blues. Com Snoop Dogg, Danny Boy, J. Flex e Nate Dogg, ainda conta com uma faixa onde Tupac canta sem batidas: apenas ao som de contra-baixo e piano.

1 - "Wanted Dead or Alive" - 2Pac/Snoop Doggy Dogg
2 - "Sho Shot" - The Lady of Rage
3 - "It's Over Now" - Danny Boy
4 - "Don't Try To Play Me Homey" - Dat Nigga Daz
5 - "Never Had A Friend Like Me" - 2Pac
6 - "Why" - Nate Dogg
7 - "Out the Moon" (Boom, Boom, Boom) - Snoop Doggy Dogg/Soopafly/Tray Dee/2Pac
8 - "I Can't Get Enough" - Danny Boy
9 - "Tonight It's On" - B.G.O.T.I.
10 - "Off The Hook" - Snoop Doggy Dogg/Charlie Wilson/Val Young/James DeBarge
11 - "Lady Heroin" - J-Flexx
12 - "Will I Rize" - Storm/Val Young
13 - "Body And Soul" - O.F.T.B. feat. Jewell
14 - "Life Is a Traffic Jam" - 2Pac/Eight Mile Road
15 - "Deliberation" - Anonymous - Cody Chesnutt


Missão Impossível 2


Reza uma lenda que o próprio Tom Cruise escolhe a trilha sonora de seus filmes.
Esse não pode ser o melhor Missão Impossível, mas a trilha foi superior ao esperado.
Metallica com uma música só lançada aqui, Limp Bizkit, Rob Zombie, um remix de uma canção do Chris Cornell, Godsmack, um cover do Pink Floyd com Foo Fighters e Brian May do Queen. E na edição brasileira da trilha, Raimundos, em seus tempos áureos, cantando uma maderada em inglês.

1 - "Take a Look Around" - Limp Bizkit
2 - "I Disappear" - Metallica
3 - "Scum of the Earth" - Rob Zombie
4 - "They Came In" - Butthole Surfers
5 - "Rocket Science" - The Pimps
6 - "Have a Cigar" (Pink Floyd cover) - Foo Fighters and Brian May
7 - "Mission 2000" - Chris Cornell
8 - Godsmack – "Goin' Down"
9 - "What U Lookin' At?" - Uncle Kracker
10 - "Backwards" - Apartment 26 
11 - Diffuser – "Karma" - Diffuser
12 - "Alone" - Buckcherry
13 - "Immune" - Tinfed
14 - "My Kinda Scene" - Powderfinger
15 - "Carnival" - Tori Amos
16 - "Nyah" - Hans Zimmer
17 - Hans Zimmer – "Injection" - Hans Zimmer
18 - "Iko-Iko" - Zap Mama
19 - "Give my Bullet Back" - Raimundos


O Corvo


O criador do personagem, James O'Barr, se deixou influenciar tanto pela música para criar a história, que suas trilhas sonoras dos filmes foram (e ainda são) cultuadas. Nas palavras de James: "O Corvo foi mais influenciado pela música do que por outros quadrinhos.".
E o mais interessante, é que se você quisesse saber o que rolava no cenário do rock alternativo/underground da época, bastava escutar as bandas que estavam na trilha sonora dos filmes.
Desde os góticos do The Cure, até Nine Inch Nails, Filter, Bush, Rage Against the Machine, Pantera, Rollins Band, Stone Temple Pilots, PJ Harvey, Hole, Danzig, Korn, Deftones, Iggy Pop, Rob Zombie... são trilhas sonoras de colecionadores mesmo.

The Crow


1 - "Burn" - The Cure
2 - "Golgotha Tenement Blues" - Machines of Loving Grace
3 - "Big Empty" - Stone Temple Pilots
4 - "Dead Souls" (Joy Division cover) - Nine Inch Nails
5 - "Darkness (Of Greed)" - Rage Against the Machine
6 - "Color Me Once" - Violent Femmes
7 - "Ghostrider" (Suicide cover) - Rollins Band
8 - "Milktoast" (aka "Milquetoast") - Helmet
9 - "The Badge" - Pantera
10 - "Slip Slide Melting" - For Love Not Lisa
11 - "After the Flesh" - My Life with the Thrill Kill Kult
12 - "Snakedriver" - The Jesus and Mary Chain
13 - "Time Baby III" - Medicine
14 - "It Can't Rain All the Time" - Jane Siberry


The Crow - City of Angels


1 - "Gold Dust Woman" (Fleetwood Mac cover) - Hole
2 - "I'm Your Boogie Man" (KC and the Sunshine Band cover) - White Zombie
3 - "Jurassitol" - Filter
4 - "Naked Cousin" - PJ Harvey
5 - "In a Lonely Place" (Joy Division cover) - Bush
6 - "Tonite Is a Special Nite" (Kaos Mass Confusion Mix) - Tricky vs. Gravediggaz
7 - "Shelf Life" - Seven Mary Three
8 - "Knock Me Out" - Linda Perry featuring Grace Slick
9 - "Paper Dress" - Toadies
10 - "Spit" - NY Loose
11 - "Sean Olson" - Korn
12 - "Teething" - Deftones
13 - "I Wanna Be Your Dog" (live at Rock for Choice 1995) - Iggy Pop
14 - "Lil' Boots" - Pet
15 - "City of Angels" - Above the Law feat. Frost


The Crow - Salvation


1 - "The Best Things (Exclusive Radio Remix)" - Filter
2 - "Living Dead Girl (Naked Exorcism Mix)" - Rob Zombie
3 - "Bad Brother (Feat. Juliette Lewis)" - The Infidels
4 - "Warm Winter" - Kid Rock
5 - "It's All Over Now, Baby Blue (Bob Dylan cover)" - Hole
6 - "What You Want" - The Flys
7 - "Big God" - Monster Magnet
8 - "Painful" - Sin
9 - "Antihistamine (Forgotten By the World Mix)" - Tricky
10 - "Independent Slaves" - Days of the New
11 - "Everything Sucks (Again)" - Pitchshifter
12 - "Waking Up Beside You (Remix)" - Stabbing Westward
13 - "Now is the Time (The Crystal Method Millennium Mix)" - The Crystal Method
14 - "Burning Inside (Feat. Burton C. Bell of Fear Factory - Ministry cover) - Static-X
15 - "Rusted Wings" - New American Shame
16 - "Underbelly of the Beast (Remix of 'Belly of the Beast')" - Danzig


E aí, pessoal?
Alguma trilha sonora da escolha de vocês também merece destaque?
Comentem pra eu incluir ela(s) em outro post!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Spiritual Beggars - Stoner Rock da Suécia

Fala galera!

Demorei um pouco pra falar da banda Spiritual Beggars.
Conheci ela a alguns anos atrás, li a resenha de um de seus discos e resolvi comprá-lo. O álbum em questão é o "Return to Zero", de 2010.
Gostei tanto do som, que resolvi procurar os discos mais antigos.
São difíceis de encontrar, já que todos são importados, mas valeu a pena.
Tanto que a capa de um dos discos se tornou o logotipo aqui do blog!


O Spiritual Beggars é uma banda sueca de Stoner Rock, formada pelo guitarrista Michael Amott em 1994, que também é guitarrista da banda de Death Metal, também da Suécia, Arch Enemy.

Todo mundo pensa que o Spiritual Beggars (ou SB) era um projeto paralelo de Amott, mas na verdade, esse é o projeto primordial, já que antes de Amott distribuir paletadas no Arch Enemy, o SB já havia sido formado.

O diferencial do Stoner Rock é sua sonoridade setentista, que apesar de todo a modernidade do Rock nos dias atuais, o Stoner dá um destaque fortíssimo aos áureos anos 70, com belos solos, e influências de Heavy Metal, Rock Psicodélico e Acid Rock.

E o SB se destaca, junto com o Queens of the Stone Age, como as melhores bandas desse estilo, na minha opinião. Já lançaram 8 álbuns de estúdio e 2 ao vivo, e já tiveram três vocalistas diferentes, todos eles com muita técnica e excelentes, mas vou destacar três desses discos pra quem quiser conhecer melhor a banda.

Ad Astra - 2000


Esse disco conta com o vocalista Christian "Spice" Sjöstrand, e com sua voz característica rouca. Esse é o disco que traz uma ótima mistura de Stoner Rock e Blues. Dos discos que eu ouvi, apesar de pesado, é o mais sonoramente sinistro.
Destaque para as faixas "Blessed (pesadíssima), "Save Your Soul", "Escaping the Fools" e "Angel Of Betrayal", que o riff gruda igual a chiclete, e quando vocês menos perceberem já estão cantando.

Left Brain Ambassadors
Wonderful World
Sedated
Angel Of Betrayal
Blessed
Per Aspera Ad Astra
Save Your Soul 
Until The Morning
Escaping The Fools
On Dark Rivers
The Goddess
Mantra
Let The Magic Talk

Demons - 2005


Esse disco já conta com o vocalista Janne "JB" Christoffersson, que também é vocalista de outra banda, a Grand Magus. JB já tem um vocal mais limpo e melódico, porém a banda não se alterou musicalmente com a troca de vocalistas, e o vocalista encarou tranquilo o novo desafio.
É o disco mais pesado, com riffs de tremer o chão, e já pende mais pra um Hard Rock. Destaque para as faixas "Through the Halls", que te deixa hipnotizado, "Born to Die", "Sleeping with One Eye Open" e "One Man Army", que também fica na cabeça, mas pela qualidade.

Inner Strength (Intro)
Throwing Your Life Away
Salt in Your Wounds
One Man Army
Through the Halls
Treading Water
Dying Every Day
Born to Die
Born to Die (Reprise)
In My Blood
Elusive
Sleeping with One Eye Open
No One Heard

Return to Zero - 2010


Após a saída de JB, quem assume os vocais é o grego Apollo Papathanasio, que também é vocalista da banda Firewind. Diga-se de passagem que Apollo já detonava em sua outra banda, então espera-se que ele mande muito bem com o SB. E arrebenta mesmo!
Com uma sonoridade mais setentista, o disco mostra grande influência de bandas como Rainbow e Lynyrd Skynyrd. Destaque para as faixas "Lost in Yesterday", "We are Free" e "Believe in Me", que é uma maravilha de música.

Return to Zero (Intro)
Lost in Yesterday
Star Born
The Chaos of Rebirth
We are Free
Spirit of the Wind
Coming Home
Concrete Horizon
A New Dawn Rising
Believe in Me
Dead Weight
The Road Less Travelled
Time to Live (Uriah Heep cover)

Então a formação atual da banda é: Michael Amott (guitarra), Apollo Papathanasio (vocal), Sharlee D'Angelo (baixo), Per Wiberg (teclados) e Ludwig Witt (bateria).


Agora estou na busca do primeiro disco da banda, e assim que ouvir eu posto aqui sobre ele. E como é dever de todo bom cidadão informar e compartilhar sobre música boa, fica aqui mais uma contribuição minha!

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Soundgarden - 20 Anos de "Superunknown"

Fala galera!

Gosto muito de falar de Rock por aqui, inclusive os vários álbuns que escuto ou escutei, mas alguns realmente me marcaram muito.
Sempre alguns discos (ou disco) fazem parte da trilha sonora da nossa vida.

E é com grande prazer que venho postar sobre uma banda que sempre me marcou muito, o Soundgarden, e sobre o álbum "Superunknown", que escutei demais na minha adolescência, e esse sim, faz parte da trilha sonora da minha vida.

Da esquerda pra direita: Matt Cameron, Kym Thayil, Chris Cornell e Ben Shepherd.

A banda formada por Chris Cornell (vocal, guitarra), Kim Thayil (guitarra), Matt Cameron (baterista) e Ben Shepherd (baixo) lançaram este álbum em 1994, e trouxeram até então a inspiração de seus três discos anteriores, e criaram o que é considerado sua obra-prima.

No meio do turbilhão do Grunge, o disco é considerado um dos melhores da época, pra não falar de todos os tempos. É nesse disco que a voz de Chris Cornell se tornou a potência conhecida de hoje. E pra quem não sabe, não foi o Nirvana que "inventou" o Grunge. O Soundgarden foi a banda pioneira.

A voz de Chris Cornell se tornou mais conhecida em 1994.

Sucesso comercial e de crítica, foi o álbum que os levou ao sucesso. Com as canções "Black Hole Sun", "The Day I Tried to Live", "Fell on Black Days", "Spoonman" e a faixa-título "Superunknown", que trazem letras obscuras, misteriosas, sendo que muitas músicas estão relacionados com abusos, suicídios e depressão.

Capa original de "Superunknown".

A arte de capa do álbum (conhecida como "Screaming Elf") é uma fotografia distorcida dos membros da banda, tirada por Kevin Westenberg, sobre uma imagem de uma floresta queimando de cabeça para baixo em preto-e-branco. Quanto ao trabalho de arte, Cornell disse:
"Superunknown se relaciona com nascimento de certa forma...Nascendo ou até mesmo morrendo. A coisa mais difícil era encontrar a imagem visual certa para pôr em um título como esse. A primeira coisa que pensamos foi em uma floresta em cinza ou preto. 
Eu gostava daquelas histórias quando criança, onde florestas eram cheias de coisas malignas e assustadoras, ao invés de serem jardins felizes que você podia acampar".

E depois de 20 anos, a banda relançou esse álbum!
"Superunknown" - Deluxe Edition é um disco duplo, com capa especial e encarte com 28 páginas, toda a arte retrabalhada e com fotos inéditas.
As músicas do disco 1 foram remasterizadas, e o disco 2 traz demos, ensaios, versões acústicas, remixes e faixas inéditas da época em que o disco foi gravado.

Capa retrabalhada de "Superunknown" Deluxe Edition.

E uma curiosidade: Um palhaço de um programa de televisão, que era chamado "Superklown", inspirou o nome do álbum. Além de ser um ítem de colecionador, é sem sombra de dúvida um pedaço importante da história do Rock, e é a oportunidade de ouvir o Soundgarden no auge de sua forma.

Segue traklist dos discos:


Disco 1 - Remastered Album

01. Let Me Drown
02. My Wave
03. Fell on Black Days
04. Mailman
05. Superunknown
06. Head Down
07. Black Hole Sun
08. Spoonman
09. Limo Wreck
10. The Day I Tried to Live
11. Kickstand
12. Fresh Tendrils
13. 4th of July
14. Half
15. Like Suicide
16. She Likes Surprises

Disco 2 - Demos, Rehearsals, B-Sides, Remixes

01. Let Me Drown (Demo)
02. Black Hole Sun (Demo)
03. Half (Demo)
04. Head Down (Rehearsal)
05. Limo Wreck (Rehearsal)
06. The Day I Tried to Live (Rehearsal)
07. Like Suicide (Acoustic)
08. Black Days III (Fell on Black Days Demo - Early Version)
09. Birth Ritual (Original Demo Version)
10. Exit Stonehenge
11. Kyle Petty, Son of Richard
12. Jerry Garcia’s Finger
13. Spoonman (Alternate Steve Fisk Remix)
14. The Day I Tried To Live (Scott Litt Mix)
15. 4th of July (Instrumental)
16. Superunknown (Instrumental)