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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Eduardo - A Guerra não Declarada na Visão de um Favelado

Fala galera!

Eu queria ter falado sobre este livro antes, pois acredito que todos deveriam le-lô.

Edurado, que ficou famoso no grupo de Rap Facção Central, surpreendeu todos os fãs do grupo quando falou de sua saída do Facção. O grupo conhecido por suas letras contundentes (ótimas, por sinal), além de acusações injustas sobre apologia ao crime (muito injustas, por sinal), sempre mostrou estar um passo à frente.

Agora, Eduardo parte para uma área pouco explorada, porém necessária para todos, a literatura. Sendo um rapper, todos pensaram que o assunto seria Rap, e que Eduardo seria o personagem principal sobre o assunto.

Porém, não é nada disso.
O livro, chamado "A Guerra não Declarada na Visão de um Favelado", mostra as mesmas ideias que Eduardo mostrava nas letras de suas músicas: ideias conjuntas para se chegar além.


Em suas 616 páginas, Eduardo explana sobre como os menos favorecidos, ou "favelados", como todos tratam quem vive nas periferias das cidades, vários tópicos que os estudiosos nunca curtem muito debater ou levar a luz: a desigualdade social pode ser resolvida? O próprio povo se acomodou com o pouco que tem?
Os mais ricos (uma minoria no nosso país) tem culpa por tudo o que acontece? A polícia é mesmo necessária em nossas cidades?

Eduardo mostra grande desenvoltura em suas palavras, pois todos nós sabemos que o Brasil é conhecido como o país da alegria, do carnaval e do futebol. Mas mostrar a verdade nua e crua, a periferia de nossas cidades, abandonadas e o povo carente, faminto e lutando para conquistar algo, acredito que somente ele poderia fazer.

Uma das grandes passagens do livro é quando Eduardo diz para os estrangeiros trocarem o protetor solar, e borrifar Luminol (produto usado por legistas para encontrar vestígios de sangue em cenas de crime ou cadáveres) pelas ruas do nosso "país alegre". Só assim veriam o grande genocídio em que vivemos, pois faltaria Luminol para tantas mortes.


Eduardo pinta um quadro desolador de nosso país, é verdade.
Mas não existe retrato mais autêntico, realista e verdadeiro. 
Todos deveriam ler esse livro, ainda mais nessa época de carnaval, onde todos acham que é tudo lindo e nada de ruim existe.

Para adquirir o livro e o primeiro CD solo do cara, acesse o link AQUI

Parabéns novamente, Eduardo!
E logo posto por aqui sobre o primeiro CD dele!

domingo, 15 de fevereiro de 2015

House of Pain

Fala galera!

No início da década de 90, quando o Hip Hop passou a ser conhecido pelo mundo, era tido como uma trilha sonora exclusivamente das áreas mais pobres, e cantado apenas por negros.

Aí surgiu o "rapper" branco Vanilla Ice, com seu hit "Ice Ice Baby (seu único hit, diga-se de passagem)". Então concluímos que  Eminem não foi o primeiro rapper branco a fazer sucesso na América.

Em 1992, surgiu o grupo House of Pain (acho um nome muito, muito foda!), contando com Everlast (Erik Francis Schrody), DJ Lethal (Leor Dimant) e Danny Boy (Daniel O’Connor).


Um grupo de Hip Hop formado apenas por brancos?
E de origem irlandesa? Até parece que faria sucesso né?
Pois é... e fez um sucesso do cacete!

Tido com um dos grupos mais influentes de Hip Hop de sua época, seu primeiro álbum, "House of Pain", fez um sucesso monstruoso com seu estilo Hard Core Hip Hop, com sucessos como "Jump Around", "Top o' the Morning to Ya", "Shamrocks and Shenanigans", "Guess Who's Back" e "One for the Road".

Hoje o grupo não está mais atuando junto, tentaram voltar com o grupo, e no final se tornou o supergrupo La Coka Nostra, que Danny Boy fez suas correrias pra juntar o antigo grupo e mais alguns amigos.
Everlast tem uma sólida carreira solo, e DJ Lethal foi DJ da banda Limp Bizkit por vários anos.
Acho muito bacana a gente sempre buscar a origem e inspiração de músicos atuais. Aí está uma boa dica! E curtam o clipe de "Jump Around"!!


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Rap - Existe Diferença Entre o Nacional e o Americano?


Aê galera! Feliz 2013 pra todos nós!!
E vamos tocar mais um ano, porque já que o mundo não acabou (rs) só nos resta continuar em frente!
O 1º post do ano vai ser sobre um assunto polêmico, porém muita gente não fala nada sobre isso: o cenário do Rap, tanto nacional quanto gringo.


Pois bem, o Rap surgiu na década de 70, nos Estados unidos.
Até aí, é história da música. Mas existem diferenças gritantes entre o Rap daqui do Brasil e o Rap americano.
Rap (que significa "rhythm and poetry" - ritmo e poesia) a princípio, surgiu como uma válvula de escape. As músicas continham letras fortes, sobre o cotidiano dos bairros mais pobres e violentos, violência policial, drogas, enfim... material não faltava para novas músicas.

Aqui no Brasil, surgiu aproximadamente na década de 80, com os pioneiros Thaíde & DJ Hum, Pepeu, e claro, os Racionais MC's. A princípio, era um movimento bem underground, não era de conhecimento geral do público, e pra se conhecer era só com quem era envolvido no cenário da época (pelo menos, aqui na minha cidade).

Thaide e DJ Hum e Racionais MC's: pioneiros no Rap nacional.

Já nos Estados Unidos, a diferença é que o Rap é mais de tendência.
Uma época, era mostrar a realidade através das músicas. Até aí, era o Rap como deveria ser. Mas de uns anos pra cá, a única coisa que se mostra nas músicas é "tenho dinheiro", "trepo com a mulherada", "tenho carrão", e nos clipes é só Rolex, correntes de ouro e mulheres com pouca roupa.

O Rap nacional manteve-se engajado no movimento original.
O que acredito que é o correto, pois seria totalmente errado mostrar uma realidade que não condiz com nossa realidade. Outro exemplo, no Rock, seria o Punk nacional, pois nasceu nos bairros pobres, e servia como música de protesto. Por isso, fica aqui meu respeito pelos músicos e grupos que se mantêm fiéis aos seus ideais, entre eles o Sistema Negro (daqui da minha cidade), Consciência Humana, Facção Central, Face da Morte, RZO, Dexter, Realidade Cruel, Racionais MC's, MV Bill, Câmbio Negro, entre tantos outros, que não cedem às tendências americanas (acho que nem daria certo).

Ótimos álbuns de Rap da década de 90: altamente indicados!!

A maior demagogia deste país é dizer que o Rap é apologia ao crime, tráfico, enfim... cara, mostrar a realidade é errado? Todas as letras tem um moral, uma história a ser aprendida e entendida.
Se for apologia ao crime, então o Rap americano, que é consumido por milhares de pessoas que nem entendem o que o cantor diz, é apologia à putaria e à ostentação? Nisso, ninguém fala, certo?
Na época que eu curti e conheci esses grupos (alguns pessoalmente), não tinha riquinhos querendo fingir ser bandidos, escutando Rap alto nos carros dos pais, sem entender a real mensagem dessa galera, eram realmente as pessoas que entendiam o que eles queriam dizer, entre eles, eu.

Sou um roqueiro que curte Rap nacional. Bela combinação, hein?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Álbuns de Rap Nacional Que Marcaram Época!

Como eu sempre falo sobre música aqui, seria até um disparate não falar sobre o Hip Hop.
O Hip Hop aqui no Brasil estourou mesmo na década de 90, onde surgiram muitos grupos e bandas, mas com algumas diferenças do Rap americano: até determinada época, o Rap gringo fez muitas criticas sociais, mas com o passar do tempo, se tornou meio que um maneira para mostrar ostentação, dinheiro, carros, mulheres...
Aqui no Brasil, o Rap continuou como crítica social, porém, as pessoas marginalizam muito esse tipo de som. Os governantes até pediram prisão de integrantes de certos grupos, incluindo a proibição de shows e boicote de suas músicas.
E uma coisa interessante: por mais que muitas pessoas queiram negar, o Punk Rock nacional e o Rap estão muito interligados, pois surgiram da periferia, e como uma maneira de protesto.

Agora, segue apenas alguns dos discos que fizeram sucesso nos anos 90, e hoje são considerados clássicos. Eu tenho a honra de dizer que, mesmo sendo roqueiro, adoro Rap nacional, e tive a oportunidade de ver esses grupos ao vivo.




Artista: MV Bill
Álbum: Traficando Informação
Ano: 1999

Diziam nessa época, que o rap era paulista e o funk era carioca. Foi no meio desse impasse que surgiu MV Bill, um rapper carioca. Esse foi seu primeiro disco, com músicas que contam a realidade do bairro em que mora, a Cidade de Deus.
Em 2000, o rapper lançou o videoclipe de "Soldado do Morro", onde retrata o trabalho dos traficantes no bairro. Foi acusado de apologia ao crime por usar um fuzil em todo o videoclipe e recebeu represálias negativas de algumas personalidades da música. Em contraponto, Caetano Veloso, Djavan e Gilberto Gil se posicionaram a favor de Bill. O videoclipe foi premiado no Prêmio Hutúz - o maior do gênero na América Latina - como "Melhor Videoclipe do Ano" e no tradicional Video Music Brasil 2001, da MTV, como "Melhor Videoclipe de Rap".
Destaque para as faixas "Soldado do Morro", "Traficando Informação", "A Noite" e "Marquinhos Cabeção".




Grupo: Racionais MC's
Álbum: Sobrevivendo no Inferno
Ano: 1997


No final de 1997, os Racionais MC's lançaram "Sobrevivendo no Inferno", quarto disco de estúdio. O álbum alcançou a marca de 1.500.000 de cópias vendidas, apesar de ter sido lançado por uma gravadora independente.
Uma novidade neste álbum é a presença de textos bíblicos, como nas canções "Genesis" e "Capítulo 4, Versículo 3" (ambas de Mano Brown). Mas a força do álbum advém mais uma vez do impacto das letras que discutem temas ligados a desigualdades sociais, miséria e racismo. Os grandes sucessos foram "Diário de um Detento" (baseado no diário do preso Jocenir, ex-detento da Presídio do Carandiru), "Fórmula Mágica da Paz" e "Mágico de Oz" (de Edy Rock). O grupo ainda fez uma homenagem ao cantor Jorge Ben-Jor, ao regravar "Jorge de Capadócia". Os arranjos musicais são simples, com uma bateria básica e alguma melodia nos teclados.
O LP foi eleito em uma lista da versão brasilieira da revista Rolling Stone como o décimo quarto melhor disco brasileiro de todos os tempos.





Grupo: Consciência Humana
Álbum: Enxergue seus Próprios Erros
Ano: 1993


Consciência Humana foi formado na cidade de São Paulo, mais especificamente em São Mateus no ano de 1990. É conhecido por suas letras contundentes e de grande conteúdo.
Este foi o seu primeiro álbum, e fez um grande sucesso.
Destaque para "Rajada", "Tá na Hora" e "Sangue B".




Grupo: Sistema Negro
Álbum: A Jogada Final
Ano: 1997

Sistema Negro é um grupo brasileiro de rap formado em Campinas, interior paulista. Começou suas atividades em 1994 com Kid Nice, Doctor X, Eazy Down e Master Jay nas pickups.
O disco em questão fez um enorme sucesso, e os destaques deste disco são as faixas "Livro da Vida", que na época era tocada nos seus shows, "Não Seja o Próximo a Morrer", e "Verão na V.R." que fala sobre o dia-a-dia na Vila Rica, periferia de Campinas.



Grupo: Pavilhão 9
Álbum: Procurados Vivos ou Mortos
Ano: 1994

Pavilhão 9 foi formado no bairro do Grajaú, em 1990. O nome foi retirado de um dos pavilhões (o mais famoso) do presídio do Carandiru.
Devido a polêmica de suas músicas, que criticam muito a polícia, policiais acabaram descobrindo o telefone da gravadora e passaram a ameaçar os integrantes da banda. Por questões de segurança, os integrantes do grupo passaram a apresentar-se escondendo o rosto por trás de gorros, máscaras de jogador de hóquei e pinturas. Este álbum tem como destaque as faixas "Luto", "Chacina" e "Apaga o Baseado".







Grupo: Face da Morte
Álbum: Quadrilha da Morte
Ano: 1998

Face da Morte é um grupo de rap e hip hop brasileiro criado em 1995, na cidade de Hortolândia, interior de São Paulo.
O grupo é formado por três integrantes: Aliado G (vocal), Mano ED (vocal) e Viola (DJ), onde o último é responsável por toda a parte musical dos shows, com mixagens, colagens e screcths ao vivo.
Em 1998 foi lançado o álbum "Quadrilha da Morte" onde se destacaram as faixas: "O Crime", "A Carta" e "A Vingança" que se manteve por 200 dias entre as 10 mais da 105,1 FM (Rádio de SP).
As músicas "Carruagem da Morte" e "Quatro Manos", que se revezaram por 60 dias em 1º lugar na parada do programa MISTER RAP (rede CBS). A vendagem ultrapassou a marca de 30.000 cópias (Totalmente Independente).




Artista: Xis
Álbum: Seja Como For
Ano: 2000

Xis é residente de Itaquera, em São Paulo. Em 2000, lançou seu primeiro CD: Seja Como For, inicialmente pela gravadora 4P (que significa "Poder Para o Povo Preto"), a qual Xis criou em parceria com KL Jay, do grupo Racionais MC's. Com o sucesso crescente da música "Us Mano e As Mina", recebeu da gravadora Trama um contrato de distribuição do disco. Além do contrato, a música rendeu a Xis o prêmio de "Melhor Videoclipe de Rap" no Video Music Brasil daquele ano.
Destaque para "Bem Pior", "Paranóia Delirante" e "Só por Você".




Grupo: Cirurgia Moral
Álbum: A Minha Parte Eu Faço
Ano: 1995

Cirurgia Moral é um grupo de rap com origem em Brasília, Distrito Federal, iniciou suas atividades em 1993.
Em 1995, o grupo contou com a participação de DJ Jamaika, ex-Câmbio Negro, para produzir o álbum intitulado "A Minha Parte eu Faço", que foi feito apenas por Rei e o DJ W. As músicas que obtiveram maior sucesso foram "A Minha Parte Eu Faço", "Gospel Gangsta" e "Falsa Malandragem", que ajudaram a venda a girar em torno das 12 mil cópias.





Artista: Vários
Álbum:Brazil 1: Escadinha - Fazendo Justiça com as Próprias Mãos
Ano: 2000

Brazil 1: Escadinha Fazendo Justiça com as Próprias Mãos é uma coletânea de rap lançada em 27 de junho de 2000. Leva o nome de Escadinha, ex-traficante conhecido no Rio de Janeiro que começou a escrever rap, e foi morto em 2004. Há de acrescentar-se que dez músicas foram compostas por ele.

Participam desse disco:
X do Câmbio Negro
MV Bill
Xis
GOG
Racionais MC's
Dina Di do Visão de Rua
Linha de Frente
Consciência Humana
Guerrilha Urbana
A-Man
Thaíde & DJ Hum



Eu sei que muita gente não curte, mas o Rap faz parte da história musical do país.
E fica aqui o registro que vale a pena ouvir e prestar atenção na mesnsagem!