segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Álbuns de Rap Nacional Que Marcaram Época!

Como eu sempre falo sobre música aqui, seria até um disparate não falar sobre o Hip Hop.
O Hip Hop aqui no Brasil estourou mesmo na década de 90, onde surgiram muitos grupos e bandas, mas com algumas diferenças do Rap americano: até determinada época, o Rap gringo fez muitas criticas sociais, mas com o passar do tempo, se tornou meio que um maneira para mostrar ostentação, dinheiro, carros, mulheres...
Aqui no Brasil, o Rap continuou como crítica social, porém, as pessoas marginalizam muito esse tipo de som. Os governantes até pediram prisão de integrantes de certos grupos, incluindo a proibição de shows e boicote de suas músicas.
E uma coisa interessante: por mais que muitas pessoas queiram negar, o Punk Rock nacional e o Rap estão muito interligados, pois surgiram da periferia, e como uma maneira de protesto.

Agora, segue apenas alguns dos discos que fizeram sucesso nos anos 90, e hoje são considerados clássicos. Eu tenho a honra de dizer que, mesmo sendo roqueiro, adoro Rap nacional, e tive a oportunidade de ver esses grupos ao vivo.




Artista: MV Bill
Álbum: Traficando Informação
Ano: 1999

Diziam nessa época, que o rap era paulista e o funk era carioca. Foi no meio desse impasse que surgiu MV Bill, um rapper carioca. Esse foi seu primeiro disco, com músicas que contam a realidade do bairro em que mora, a Cidade de Deus.
Em 2000, o rapper lançou o videoclipe de "Soldado do Morro", onde retrata o trabalho dos traficantes no bairro. Foi acusado de apologia ao crime por usar um fuzil em todo o videoclipe e recebeu represálias negativas de algumas personalidades da música. Em contraponto, Caetano Veloso, Djavan e Gilberto Gil se posicionaram a favor de Bill. O videoclipe foi premiado no Prêmio Hutúz - o maior do gênero na América Latina - como "Melhor Videoclipe do Ano" e no tradicional Video Music Brasil 2001, da MTV, como "Melhor Videoclipe de Rap".
Destaque para as faixas "Soldado do Morro", "Traficando Informação", "A Noite" e "Marquinhos Cabeção".




Grupo: Racionais MC's
Álbum: Sobrevivendo no Inferno
Ano: 1997


No final de 1997, os Racionais MC's lançaram "Sobrevivendo no Inferno", quarto disco de estúdio. O álbum alcançou a marca de 1.500.000 de cópias vendidas, apesar de ter sido lançado por uma gravadora independente.
Uma novidade neste álbum é a presença de textos bíblicos, como nas canções "Genesis" e "Capítulo 4, Versículo 3" (ambas de Mano Brown). Mas a força do álbum advém mais uma vez do impacto das letras que discutem temas ligados a desigualdades sociais, miséria e racismo. Os grandes sucessos foram "Diário de um Detento" (baseado no diário do preso Jocenir, ex-detento da Presídio do Carandiru), "Fórmula Mágica da Paz" e "Mágico de Oz" (de Edy Rock). O grupo ainda fez uma homenagem ao cantor Jorge Ben-Jor, ao regravar "Jorge de Capadócia". Os arranjos musicais são simples, com uma bateria básica e alguma melodia nos teclados.
O LP foi eleito em uma lista da versão brasilieira da revista Rolling Stone como o décimo quarto melhor disco brasileiro de todos os tempos.





Grupo: Consciência Humana
Álbum: Enxergue seus Próprios Erros
Ano: 1993


Consciência Humana foi formado na cidade de São Paulo, mais especificamente em São Mateus no ano de 1990. É conhecido por suas letras contundentes e de grande conteúdo.
Este foi o seu primeiro álbum, e fez um grande sucesso.
Destaque para "Rajada", "Tá na Hora" e "Sangue B".




Grupo: Sistema Negro
Álbum: A Jogada Final
Ano: 1997

Sistema Negro é um grupo brasileiro de rap formado em Campinas, interior paulista. Começou suas atividades em 1994 com Kid Nice, Doctor X, Eazy Down e Master Jay nas pickups.
O disco em questão fez um enorme sucesso, e os destaques deste disco são as faixas "Livro da Vida", que na época era tocada nos seus shows, "Não Seja o Próximo a Morrer", e "Verão na V.R." que fala sobre o dia-a-dia na Vila Rica, periferia de Campinas.



Grupo: Pavilhão 9
Álbum: Procurados Vivos ou Mortos
Ano: 1994

Pavilhão 9 foi formado no bairro do Grajaú, em 1990. O nome foi retirado de um dos pavilhões (o mais famoso) do presídio do Carandiru.
Devido a polêmica de suas músicas, que criticam muito a polícia, policiais acabaram descobrindo o telefone da gravadora e passaram a ameaçar os integrantes da banda. Por questões de segurança, os integrantes do grupo passaram a apresentar-se escondendo o rosto por trás de gorros, máscaras de jogador de hóquei e pinturas. Este álbum tem como destaque as faixas "Luto", "Chacina" e "Apaga o Baseado".







Grupo: Face da Morte
Álbum: Quadrilha da Morte
Ano: 1998

Face da Morte é um grupo de rap e hip hop brasileiro criado em 1995, na cidade de Hortolândia, interior de São Paulo.
O grupo é formado por três integrantes: Aliado G (vocal), Mano ED (vocal) e Viola (DJ), onde o último é responsável por toda a parte musical dos shows, com mixagens, colagens e screcths ao vivo.
Em 1998 foi lançado o álbum "Quadrilha da Morte" onde se destacaram as faixas: "O Crime", "A Carta" e "A Vingança" que se manteve por 200 dias entre as 10 mais da 105,1 FM (Rádio de SP).
As músicas "Carruagem da Morte" e "Quatro Manos", que se revezaram por 60 dias em 1º lugar na parada do programa MISTER RAP (rede CBS). A vendagem ultrapassou a marca de 30.000 cópias (Totalmente Independente).




Artista: Xis
Álbum: Seja Como For
Ano: 2000

Xis é residente de Itaquera, em São Paulo. Em 2000, lançou seu primeiro CD: Seja Como For, inicialmente pela gravadora 4P (que significa "Poder Para o Povo Preto"), a qual Xis criou em parceria com KL Jay, do grupo Racionais MC's. Com o sucesso crescente da música "Us Mano e As Mina", recebeu da gravadora Trama um contrato de distribuição do disco. Além do contrato, a música rendeu a Xis o prêmio de "Melhor Videoclipe de Rap" no Video Music Brasil daquele ano.
Destaque para "Bem Pior", "Paranóia Delirante" e "Só por Você".




Grupo: Cirurgia Moral
Álbum: A Minha Parte Eu Faço
Ano: 1995

Cirurgia Moral é um grupo de rap com origem em Brasília, Distrito Federal, iniciou suas atividades em 1993.
Em 1995, o grupo contou com a participação de DJ Jamaika, ex-Câmbio Negro, para produzir o álbum intitulado "A Minha Parte eu Faço", que foi feito apenas por Rei e o DJ W. As músicas que obtiveram maior sucesso foram "A Minha Parte Eu Faço", "Gospel Gangsta" e "Falsa Malandragem", que ajudaram a venda a girar em torno das 12 mil cópias.





Artista: Vários
Álbum:Brazil 1: Escadinha - Fazendo Justiça com as Próprias Mãos
Ano: 2000

Brazil 1: Escadinha Fazendo Justiça com as Próprias Mãos é uma coletânea de rap lançada em 27 de junho de 2000. Leva o nome de Escadinha, ex-traficante conhecido no Rio de Janeiro que começou a escrever rap, e foi morto em 2004. Há de acrescentar-se que dez músicas foram compostas por ele.

Participam desse disco:
X do Câmbio Negro
MV Bill
Xis
GOG
Racionais MC's
Dina Di do Visão de Rua
Linha de Frente
Consciência Humana
Guerrilha Urbana
A-Man
Thaíde & DJ Hum



Eu sei que muita gente não curte, mas o Rap faz parte da história musical do país.
E fica aqui o registro que vale a pena ouvir e prestar atenção na mesnsagem!

2 comentários:

  1. gostei do que eu li muito maneiro mano beijo para voceis thau

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