sábado, 2 de novembro de 2013

Lendas Urbanas - Guaratinguetá

Fala galera!
Quem nunca ouviu falar na "Loira do Banheiro"?
Quem nunca apertou a descarga, deu chutes na privada e falou palavrões?
Claro que em cada região muda-se o ritual.
Então prestem atenção, e façam o ritual novamente!

A loira do banheiro, que assombrou (e assombra) a molecada na escola, pode ser Maria Augusta, filha do visconde Franciscus D'A Oliveira Borges e da viscondessa Amélia Augusta Cazal.
Filha de Francisco de Assis de Oliveira Borges, Visconde de Guaratingetá e de sua segunda esposa, Amélia Augusta Cazal, Maria Augusta nasceu no ano de 1866 e teve uma infância rica, e estudava em casa mesmo.

Era uma jovem muito bonita, e naquela época, os casamentos eram "arranjados" levando-se em conta na realidade, os interesses dos pais.
Isso levou o Visconde de Guaratinguetá a unir no dia 1 de Abril de 1879 sua filha Maria Augusta com apenas quatorze anos de idade com um conselheiro do Império, Dr. Francisco Antônio Dutra Rodrigues, vinte e um anos mais velho que a bela jovem.

Maria "Loira do Banheiro" Augusta.

Como era previsível, surgiram divergências entre Maria Augusta e seu marido, o Dr. Dutra Rodrigues, devido também à sua pouca idade, fazendo com que os pensamentos e ideais dos casal fossem diferentes.
Devido à esses problemas, Maria Augusta deixa a companhia do marido em São Paulo e foge para a Europa, passando a residir em Paris.
Maria Augusta assume definitivamente a alta sociedade parisiense abrilhantando bailes com sua beleza, elegância e juventude.
Maria Augusta veio a falecer no dia 22 de Abril de 1891, com apenas 26 anos de idade, em Paris.
Para alguns, devido à pneumonia, e para outros a causa foi a Hidrofobia.

Diz a história, que um espelho se quebrou na casa de seus pais em Guaratinguetá no mesmo momento em que Maria Augusta morreu. Seu atestado de óbito desapareceu, levando consigo a verdade sobre a morte de Maria Augusta.

Quando o corpo da filha chegou a mansão da família, sua mãe o colocou em um dos quartos para visitação pública (o que era normal na época) e assim ficou por algumas semanas durante a construção da capela.
O corpo da menina, que estava em uma urna de vidro, não sofria com o tempo e ela sempre aparentava estar apenas dormindo.

A casa onde residiu a família e onde Maria Augusta nasceu tornou-se mais futuramente um colégio estadual.
Alguma pessoas afirmam terem visto o espírito de Maria Augusta andando por lá.
A lenda conta que Maria Augusta caminha até hoje pelos corredores do colégio.
Suas conhecidas aparições nos banheiros são por conta da sede que seu espírito sente por ter sido colocado algodão em suas narinas e boca.

A escola onde era a mansão da família.

Dizem que devido à esse acontecimento, ela passa pelos banheiros das escolas para abrir as torneiras e beber água, e que quando isso acontece é possível sentir seu perfume e ouvir seu vestido deslizar pelo chão, além de ser possível avistar sua silhueta pelas janelas.
Nenhum relato de atos de maldade cometida por ela foram comentados, apenas breves aparições pelos banheiros e corredores onde deixa no ar um leve perfume (o mesmo que usava em Paris).
Também há o relato de uma funcionária da Escola que a ouviu tocar piano.

Um grupo de espíritas kardecistas estudando o caso, afirmou que Maria Augusta não teve consciência da própria morte e vaga pela casa onde sempre viveu em busca dos parentes até os dias de hoje, onde é uma escola.

3 comentários:

  1. A famosa lenda da Loira do Banheiro.

    ResponderExcluir
  2. Quem diria que a famosa loira do banheiro seria tão importante!

    ResponderExcluir
  3. Eu não gostei muito dessa versão não. Tipo, ela morre do nada, sem uma causa clara, ou uma causa que possa dar a impressão que seja duvidosa sabe? Porque tipo, quando um fantasma fica preso assim, é porque sua morte foi brutal, cheia de ódio ou vingança, e a dela não foi. E normalmente, o espirito fica onde perece, e foi em paris, não na casa, e não vejo motivos para ela querer perambular pelo colegio, ainda mais tomando água das torneiras, ela era uma mulher de classe, não faria isso. Fora que ela usa perfurme da frança, que aponta o outro lado do mundo que não tem relação com a casa. Sei la, os detalhes e s ligações foram fracas.

    Deixei uma tag pra ti no blog!
    http://tarybelmont.blogspot.com.br/2013/11/tag-top-10-books.html

    ResponderExcluir