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terça-feira, 13 de maio de 2014

Lendas Urbanas - Capela

Fala galera!
Mais uma lenda urbana regional, e essa é bem pertinho de onde moro!

Imagem mais antiga da igreja.

O terreno, bem antes de surgirem os bairros operários, foi usado no século 19 para o sepultamento de um escravo açoitado até a morte.
O rapaz pagou com a vida por ter se rebelado contra o seu senhor. 
Ninguém sabe o nome do negro ou do fazendeiro.
Mas conta a lenda, geração após geração, que Para reformar o tumulo do escravo, foi cortada parte de uma goiabeira que existia no local e que os lavradores ao podarem a árvore para abrir a cova, imediatamente, o toco da planta “começou a chorar”.
E não era resina, não – dizem eles – eram lágrimas mesmo. 
Aplicadas em tumores e ferimentos provocavam curas instantâneas. 
Depois de um mês as lágrimas secaram. 
E foi de tristeza. Tudo porque uma mulher 
ambiciosa, que vendia quitutes resolveu vender as lágrimas milagrosas. A goiabeira de tristeza não chorou mais....
O fato tornou o terreno ponto de romaria. 
Ao lado da sepultura, foi construída a primeira capela da região, batizada de Santa Cruz do Fundão.

Testemunhas contam que até hoje, o espírito de um homem negro é visto nos fundos da igrejinha, onde está a sepultura. Por vezes, durante as romarias, era visto andando dentro da igreja, e outras vezes, sentado e rezando nos bancos.

Foto mais recente da igreja.
Sepultura e a goiabeira, no fundo da igreja. Imagem recente.




















Hoje, a igreja está abandonada.

domingo, 27 de abril de 2014

Lendas Urbanas - O Cortejo Fúnebre

Fala galera!

Dando continuidade nas lendas urbanas regionais, essa conheci a pouco tempo, na cidade de Pereiras.
Como já falei anteriormente, Pereiras é uma cidade pequena, com cerca de 6 mil habitantes, e em sua maior parte, uma região rural.

Algumas pessoas da área rural me contaram sobre uma lenda muito interessante. Segue:

"Certa vez aqui na varanda de casa, vi passando pelas ruas de terra uma porção de gente, caminhando em direção ao centro da cidade. De longe, não consegui reparar muito bem, mas quase passando em frente à minha cerca, reparei que era um cortejo fúnebre.
Seis pessoas levando o caixão, e cerca de 30 pessoas acompanhando. Algumas chorando. Porém se escutava apenas os passos na ruazinha de terra e pedrinhas.

Pensei comigo "Mas está muito longe do centro (são aproximadamente nove quilômetros do ponto da casa onde mora o senhor que me contou)."
Não sei porque, mas senti vontade de acompanhá-los um pouco. Minha esposa não concordou, mas a ignorei.
Fiquei alguns passos distante, e ninguém se falava, ou falava comigo. Apenas caminhavam.

Caminhei por uma parte do caminho, parecia que não caminhei 10 minutos seguindo o cortejo. Como não conhecia ninguém naquele meio de gente, e ninguém estava disposto a falar, resolvi voltar.
Caminhei cerca de 45 minutos de volta até chegar em casa.

Passado uns dois dias, fui conversar com um vizinho do sítio próximo ao meu.
Perguntei quem havia morrido na região. Ele me respondeu que ninguém havia morrido.
"Como não?" respondi. "Vi o cortejo descendo nossa rua, e até segui eles até certo ponto...".
Ele me respondeu assustado, que não nem ele, nem sua esposa, nem seus filhos viram nada passando pela rua.".


O mesmo caso aconteceu com mais dois moradores dessa área rural da cidade. E como antes, ninguém mais viu nada, a não ser os narradores. As histórias são idênticas, mudam apenas algumas ruas de terra pelo caminho, mas o destino é, aparentemente, o centro da cidade, onde se encontra o cemitério.

Dizem que quem acompanha esse cortejo fúnebre até o final não encontra mais o caminho de volta pra casa.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Lendas Urbanas: Caroneiro Fantasma

Fala galera!

Algum tempo atrás comecei uma série aqui no blog sobre Lendas Urbanas Regionais.
Algumas são bem particulares de cada região, outras são contadas em vários locais e de várias maneiras.


Essa lenda do famoso "Caroneiro Fantasma" é uma lenda bem antiga, e praticamente todo o Brasil tenha um caso assim. É batido, pode parecer bobeira, eu sei disso. E também existe uma história dessas lá na cidade de Sintra, Portugal. Mas não deixa de ser interessante alguns fatos. A lenda mais conhecida (ou mais contada, ou mais famosa, não sei...) é essa a seguir:

"Um caminhoneiro sentou-se no balcão da lanchonete e fez seu pedido. Enquanto estava comendo, uma mulher bonita e até bem vestida sentou-se do seu lado e puxou conversa. Conversa vai e vem deu a hora de ir embora ele se despediu e saiu da lanchonete. Quando ligou o caminhão ali estava à mulher. Ele abaixou o vidro para ver o que queria e ela pediu uma carona, disse que morava na cidade vizinha e não queria andar até lá, que apesar de perto, já eram duas da manhã. Sem hesitar ele aceitou. 
A cidade era realmente perto, dez minutos depois de sair do posto chegaram ao trevo. Apontando uma esquina ali no trevo, pediu pra parar e desceu do caminhão. Ronaldo se assustou quando viu que ali era o muro de um cemitério. “Como você tem coragem de ficar aqui? Vamos embora eu te levo em casa, não importa que seja longe.” – disse ele com medo de deixar ela ali. “Eu já estou em casa” – disse a mulher andando em direção ao muro do cemitério e desapareceu. Contando essa história e conversando com outros caminhoneiros, descobriu que o fantasma era de uma prostituta que residia na cidade onde ele a deixou. Ela teria sido estuprada e morta por um caminhoneiro que a pegou naquele posto. Dizem que seu fantasma fica assombrando caminhoneiros como forma de vingança. Hoje, o caminhoneiro em questão sempre desvia do trecho onde encontrou a mulher com medo de vê-la novamente."

É uma história clássica!
Ela deve ter, pelo menos, uns 50 anos!
Conversei com muitas (muitas!) pessoas, das mais variadas idades e das mais variadas cidades aqui da região sobre essa lenda. A história já foi tão diluída, tão alterada, que eu não sei dizer qual é a original, ou se realmente é verdade.

Partes que foram alteradas:
- Nem sempre é um caminhão. Existem versões sobre carona de carro e até de moto.
- Certas vezes, a mulher pede carona na estrada, não em postos, paradas, etc.
- Em algumas versões, ela está acompanhada de uma criança, e quando o motorista percebe, está sozinho no automóvel, e fica ouvindo choro de criança por um bom tempo;
- A caroneira mata o motorista, motivada por vingança. Essa vingança pode ser um estupro (como no conto acima), traição do marido (noivo, namorado) que era motorista e por isso ela se matou, atirando-se debaixo de um caminhão (carro, ônibus);

Um senhorzinho me contou este: "um rapaz conhece uma linda moça em uma festa. Conversam, se entendem, e a moça quer ir embora. O rapaz oferece carona pra moça, ela aceita, e num momento de conversa, no decorrer do caminho, coloca a mão sobre a mão dela, e percebe que ela está fria. Rapidamente o cara puxa do banco de trás uma blusa, e coloca sobre o colo da moça.
Chegaram ao seu destino, a moça agradece e desce para entrar em sua casa.
No dia seguinte, o rapaz tinha como pretexto buscar a blusa com a garota. Bate na porta, uma senhora atende e ele logo diz: 'Bom dia, a fulana (o nome nunca é o mesmo!) está?'.
A senhora chora, xinga o rapaz, e diz 'como você tem coragem de brincar com uma coisa dessas? Minha filha morreu tem mais de 5 anos em um acidente de carro com uma amiga!'.
O rapaz não entende, e repara que dentro da casa, próximo à porta, tem uma foto da garota em questão. Ele diz que ele deu carona para aquela menina! Então a senhora o chama para ir ao cemitério, onde a filha está enterrada. Chegando lá, a surpresa: sua blusa está em cima do túmulo."

Me contaram também que "um casal foi viajar em lua de mel, e durante a noite, a esposa viu, ao longe, um rapaz vestido de calça jeans e camiseta. O marido nada tinha visto. O congestionamento estava intenso, então a esposa disse 'finja que não está vendo'. E o marido retruca 'vendo o quê?'
'O rapaz caroneiro vindo em nossa direção!' E o marido nada via. Então a esposa silencia e sussurra com as mãos no rosto 'ele está aqui... no banco de trás...'. O trânsito fluía melhor, e a esposa apenas vendo o rapaz pelo retrovisor, quando ela grita para parar o carro. Ela diz que o caroneiro berrou e pediu para descer imediatamente.
O marido não acreditava no que estava acontecendo, e viu a esposa com o rosto colado no vidro, acenando 'tchau' para ninguém.
A esposa pediu para o marido parar no acostamento, tirar a bagagem do porta-malas, e coloca-las no banco de trás do carro. Conta-se que se você nega a carona, o fantasma te persegue por toda a vida. Mas o fantasma não pode pegar carona se não houver acentos livres para ele sentar."

O conto da "Caroneira de Sintra" ficou famoso de alguns anos pra cá. Três rapazes dão carona para uma moça muito bonita. Estão todos rindo no carro, quando a moça para de rir e olha para a estrada. Perguntam pra ela porque ela ficou tão séria. Ela responde 'é por causa dessa parte da estrada. Dessa curva...'.
'O que tem a curva?' pergunta um dos rapazes.
'Foi aqui que eu morri'.
Conta-se que dos três rapazes, dois morreram e um não se recorda do que realmente aconteceu.

Acho que todas as cidades tem uma história dessas. Conversei com várias pessoas, e alguns relatos são parecidos. É uma história antiga, isso é fato. Se é verdade? Não sei responder.

sábado, 2 de novembro de 2013

Lendas Urbanas - Guaratinguetá

Fala galera!
Quem nunca ouviu falar na "Loira do Banheiro"?
Quem nunca apertou a descarga, deu chutes na privada e falou palavrões?
Claro que em cada região muda-se o ritual.
Então prestem atenção, e façam o ritual novamente!

A loira do banheiro, que assombrou (e assombra) a molecada na escola, pode ser Maria Augusta, filha do visconde Franciscus D'A Oliveira Borges e da viscondessa Amélia Augusta Cazal.
Filha de Francisco de Assis de Oliveira Borges, Visconde de Guaratingetá e de sua segunda esposa, Amélia Augusta Cazal, Maria Augusta nasceu no ano de 1866 e teve uma infância rica, e estudava em casa mesmo.

Era uma jovem muito bonita, e naquela época, os casamentos eram "arranjados" levando-se em conta na realidade, os interesses dos pais.
Isso levou o Visconde de Guaratinguetá a unir no dia 1 de Abril de 1879 sua filha Maria Augusta com apenas quatorze anos de idade com um conselheiro do Império, Dr. Francisco Antônio Dutra Rodrigues, vinte e um anos mais velho que a bela jovem.

Maria "Loira do Banheiro" Augusta.

Como era previsível, surgiram divergências entre Maria Augusta e seu marido, o Dr. Dutra Rodrigues, devido também à sua pouca idade, fazendo com que os pensamentos e ideais dos casal fossem diferentes.
Devido à esses problemas, Maria Augusta deixa a companhia do marido em São Paulo e foge para a Europa, passando a residir em Paris.
Maria Augusta assume definitivamente a alta sociedade parisiense abrilhantando bailes com sua beleza, elegância e juventude.
Maria Augusta veio a falecer no dia 22 de Abril de 1891, com apenas 26 anos de idade, em Paris.
Para alguns, devido à pneumonia, e para outros a causa foi a Hidrofobia.

Diz a história, que um espelho se quebrou na casa de seus pais em Guaratinguetá no mesmo momento em que Maria Augusta morreu. Seu atestado de óbito desapareceu, levando consigo a verdade sobre a morte de Maria Augusta.

Quando o corpo da filha chegou a mansão da família, sua mãe o colocou em um dos quartos para visitação pública (o que era normal na época) e assim ficou por algumas semanas durante a construção da capela.
O corpo da menina, que estava em uma urna de vidro, não sofria com o tempo e ela sempre aparentava estar apenas dormindo.

A casa onde residiu a família e onde Maria Augusta nasceu tornou-se mais futuramente um colégio estadual.
Alguma pessoas afirmam terem visto o espírito de Maria Augusta andando por lá.
A lenda conta que Maria Augusta caminha até hoje pelos corredores do colégio.
Suas conhecidas aparições nos banheiros são por conta da sede que seu espírito sente por ter sido colocado algodão em suas narinas e boca.

A escola onde era a mansão da família.

Dizem que devido à esse acontecimento, ela passa pelos banheiros das escolas para abrir as torneiras e beber água, e que quando isso acontece é possível sentir seu perfume e ouvir seu vestido deslizar pelo chão, além de ser possível avistar sua silhueta pelas janelas.
Nenhum relato de atos de maldade cometida por ela foram comentados, apenas breves aparições pelos banheiros e corredores onde deixa no ar um leve perfume (o mesmo que usava em Paris).
Também há o relato de uma funcionária da Escola que a ouviu tocar piano.

Um grupo de espíritas kardecistas estudando o caso, afirmou que Maria Augusta não teve consciência da própria morte e vaga pela casa onde sempre viveu em busca dos parentes até os dias de hoje, onde é uma escola.

Lendas Urbanas - Pereiras

Fala galera!
Mais uma lenda, de uma cidade mais ao interior de São Paulo!

A cidade de Pereiras, interior do estado de São Paulo, tem por volta de 6000 habitantes, e pelo menos metade dessa povo vive na zona rural.
O povo do sítio conta que, em uma determinada parte do Ribeirão das Conchas (um bairro na parte rural da cidade), um guarda morreu de forma misteriosa, muitos anos atrás.
Relatam que somente à noite, quem passa de carro pela área, passa um perigo enorme, por dois motivos:
1- é quase certo que o seu carro vai "quebrar", talvez devido às estradas de terra e pelo caminho meio complicado, cheio de pedras.
2- outro motivo é que aparece, do nada, um guarda para te ajudar a concertar o carro!

Alguns contam que o guarda te ajuda a concertar o carro, mas te pede uma carona.
Outros dizem que ele entra na cara dura no carro, ainda mais se o motorista estiver sozinho, e diz coisas que ninguém consegue entender.
Teve relatos que alguns moradores da área até abandonaram o carro nas ruas sem iluminação, nessa rua de terra escura, em meio as chácaras, com o guarda dentro, e voltaram só no outro dia pela manhã.


Lendas Urbanas - Campinas

Fala galera!

Claro que não poderia começar de outra maneira, pela minha cidade!
Campinas é uma das maiores cidades do país, e sempre fui curioso de saber se havia algum tipo de Lenda, ainda mais aqui, que quase não possui áreas mais remotas a pelo menos, 30 ou 40 anos.

Aqui houveram muitas fazendas, entre 1700 e final de 1950.
E claro, essas fazendas haviam escravos. E a partir daí começam as lendas.

Fazenda Sete Quedas

Foto antiga da Fazenda Sete Quedas.

A Fazenda Sete Quedas pertenceu ao Visconde de Indaiatuba, na segunda metade do século 19.
Dizem os mais antigos que a fazenda tinha esse nome Sete Quedas porque um de seus donos a perdeu na sétima queda de um jogo de pôquer (talvez para o pai do Visconde).
Dizem que o perdedor sempre disse que caso morresse, voltaria àquela fazenda, que era sua maior paixão.
Após perder sua propriedade, sua esposa o deixou, levou seus filhos, e o perdedor se matou.
Quem morou no local após o ocorrido diz que se houve claramente alguém se lamuriando pelos corredores do local, objetos da mesa se movendo. 
Atualmente, a fazenda Sete Quedas não existe mais. A área pertence a instituição Fazenda Bradesco.


Fazenda Baronesa

A Fazenda Baronesa pertenceu a Baronesa Geraldo de Rezende.
Foi uma das maiores fazendas escravagistas da região.
Com as pessoas que conversei, dizem que havia uma grande árvore dentro desta fazenda, e que muitos escravos foram mortos amarrados e apanhando nessa árvore.
Quem morou nas imediações desta fazenda, no que começou a se tornar o bairro Jardim Baronesa, após a abolição da escravatura, conta que ao redor desta árvore em questão, por vezes haviam pessoas dançando; em outros momentos, pessoas chorando ajoelhadas nos pés da árvore.
Outros ainda contam que havia algo (um tesouro, dinheiro ou cadáveres, depende de quem conta) enterrado nos pés da árvore.

A medida que o bairro cresceu, a fazenda foi sendo loteada, e acabou-se com a história da área. Será?
Algumas pessoas contam que se mudaram do bairro, pois não aguentavam em suas casas barulhos de correntes se arrastando, portas batendo, pessoas chorando, e coisas se quebrando dentro da residência.

Atualmente, é um bairro muito conhecido e grande.

Lendas Urbanas - Introdução

Fala galera!

Faz um tempo que queria fazer uma série de posts sobre Lendas Urbanas regionais.
Claro que é muito difícil encontrar histórias em cidades grandes, mas se encontrar com pessoas mais velhas, que viveram em uma outra época, as coisas são diferentes.

Encontrei vários relatos, sobre vários pontos de algumas cidades.
Em determinados momentos, a fantasia e a crendice popular se encontram. Mas é aí que as coisas ficam mais obscuras.

Histórias a muito perdidas, pontos de cidades que nunca imaginaram ter esses tipos de lendas. Fico feliz ter descoberto e de compartilhar com vocês!

Agradecimentos à galera da página CREEPYPASTAS do Facebook!