domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Lendário Paul Rodgers


O que seria necessário para um vocalista de Rock adquirir o status de "lendário"?
Talvez por morrer jovem?
Ou por conseguir destacar um determinado estilo, até então apagado e despercebido por muitos?


Então, como explicar Paul Rodgers?
Ele continua vivo (entenda-se por vivo fazendo turnês com suas bandas, pulando e tocando o terror...), não houve necessidade de destacar um estilo de Rock, pois por onde ele passou ou está ele realmente faz a diferença.
Então como ele conseguiu esse status de "lendário"?

Paul rodgers nasceu na Inglaterra, em 1949.
No final dos anos 60, mais precisamente em 1968, formou a mítica banda Free, com sucessos como "Wishing Well" e "All Right Now".
Depois do fim do Free, em 1973, Paul formou outra banda, a Bad Company, junto com alguns remanescentes da banda Free. Lançaram seu 1º álbum, com o nome de Bad Company, em 1974, pelo selo Swan Song (cujo dono do selo era o Led Zeppelin, que ficaram boquiabertos com o talento de Paul.).

Capa de Heartbreaker, de 1973.

Com sucessos como "Can't Get Enough", "Feel Like Makin' Love" e "Bad Company", a banda foi considerada uma das bandas mais importantes e influentes dos anos 70. No início dos anos 80, Paul deixou a banda, que mais tarde se reuniria para gravar um álbum ao vivo, com os clássicos do Free e é claro, do Bad Company: The Merchants of Cool, em 2002.

Capa de Bad Company, de 1974.


Entre esse período sem banda, Paul gravou discos solo, todos de excelente vendagem e agrado do público, entre eles, o excelente A Tribute to Muddy Waters, de 1993. À partir de 2002, depois do álbum ao vivo com o Bad Company, Paul não parou mais.

Tribute to Muddy Waters, de 1993.

Em 2005, foi convidado para uma turnê junto com os membros do Queen, que inclusive foi gravado em CD duplo e DVD, intitulado Queen + Paul Rodgers: Return of the Champions. Aqui no Brasil, muitas pessoas torceram o nariz, mesmo sem ver ou ouvir. O disco reune os clássicos do Queen e da carreira de Paul também. Aclamado pela crítica e pelo público, teve uma vendagem muito satisfatória.

Capa de Return of the Champions, de 2005.

Em 2007, gravou o álbum solo ao vivo Live in Glasgow, excelente por sinal, no qual canta sucessos do Free, Bad Company e de sua carreira solo. De fato, uma apresentação memorável.

Capa de Live in Glasgow, de 2007.

Novamente junto com o Queen, lançou um disco de música inéditas, Queen + Paul Rodgers: The Cosmos Rocks. A música "C-lebrity" foi muito bem recebida pelo público, e novamente cairam em outra turnê.

Capa de The Cosmos Rocks, de 2008.





Momentos da Turnê com o Queen: como eu disse antes, tocando o terror!

Agora os fatos curiosos: muita gente reclamou que Paul Rodgers não estaria à altura de Freddie Mercury, mas os próprios integrantes do Queen disseram que convidaram Paul para esse revival da banda pois Freddie se inspirou demais em Paul. E vamos ser sinceros: se Paul não estivesse à altura, ele não seria convidado, certo?

E ele também foi convidado para fazer parte do Deep Purple, quando Ian Gillian deixou a banda, e também foi procurado pelos The Doors quando Jim Morrison morreu.

E agora sabemos porque Paul Rodgers tem o status de "lendário", não só pelo tempo de estrada, mas pela qualidade sonora oferecida pra nós, amantes da música boa!!!


Valeu, Paul Rodgers!!

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