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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Street Fighter II - Versões Piratas Parte II

Com este post encerro o assunto sobre as versão piratas sobre Street Fighter II.
Não é nem por causa que sou fã da série, mas nos anos 90, quando SF surgiu, foi tão explorado por hackers, que surgiram tantas versões estranhas, engraçadas... e a Capcom gostou de algumas ideias.

Depois de um tempo, esses hackers sumiram da área, e voltaram um tempo depois, já na época do PS 2, com versões de "Guitar Hero Aviões do Forró" (que merda!) e "GTA St. Andreas Cidade de Deus" (blasfêmia!).


Rainbow Edition


Essa é a versão mais conhecida pela galera (já comentei pouco sobre ela aqui).
Comparada a outras versões, esta é a mais rápida, golpes podem ser feitos no ar e pode-se trocar de personagem a qualquer momento, basta apertar start.

É giratória ou rasteira?
Os golpes mudaram, como o Shoryuken que pega horizontalmente uma grande parte da tela, a giratória da Chun Li é rasteira, e fora as magias, que com soco fraco vão reto, com soco médio ficam subindo e descendo o com soco forte busca o oponente, abaixado ou pulando.


Red Wave


Outro hack meio raro, que mudou coisas do "Black Belt" e do "Koryu".
Pode-se desferir qualquer golpe no ar, mas nada de encher a tela de Hadoukens ou Sonic Boom's (Sagat é a única excessão).

O Sagat é o único que pode apelar a vontade!
A dificuldade é absurda demais, parece que o CPU joga pra destruir mesmo.
E para marcar o nome na tela de score, somente acima de 2 milhões (pqp!!!).
Os socos fortes pegam o oponente a quase meia tela de distância, e a giratória do Ryu ou Ken varrem a tela toda!!


Koryu


"SF II' - Koryu" foi lançado apenas em Taiwan, e tem umas doideiras a mais.
Ryu e Ken desferem Shoryukens com uma barreira de Hadouknes, o Tiger Uppercut conta com dois yoga Flames nas pernas, fora que qualquer personagem pode agarrar o outro sem estar próximo, e não existe mais o 'carregar' os golpes (tipo o do Bison), é só colocar trás e frente e soco.

Pode parecer bobeira, mas achei a nova roupa do Ryu bacanosa!
O cenário do Honda conta com a música de seu final, Ryu ganhou outra cor de roupa, e as nuvens dos cenários passam extremamente rápido.
E essa versão hack é muito, muito rara!!


Black Belt


Essa versão foi distribuída aqui pelo Brasil, assim como o "Rainbow Edition", mas em menor escala.
Algumas coisas mudam entre esta versão e o "Rainbow Edition".
Os golpes podem ser feitos no ar, aos montes, mas as magias feitas com soco fraco se arrastam pela tela, enquanto os projéteis com soco forte parecem um tiro!

O Vega sobe em qualquer lugar...
Zangief está muito veloz, e vários de seus golpes tem Hadoukens, assim como a bolinha do Vega. E toda vez que você atinge o CPU, ele muda o personagem. O pior é o Blanka: a bolinha dele não tem direção certa, fora o Vega, que sobe em qualquer cenário!!


YYC


Essa é o hack mais vagabundo que tem.
Quiseram utilizar as zueiras das versões acima, porém ela trava quando se muda de personagem, às vezes as magias não saem, fora que com o Dhalsim a tela trava até o tempo acabar, e não muda mais de tela!

Pra que avacalhar mais onde já está muito avacalhado?

Joguei apenas duas dessas versões, hoje em dia encontra-se roms na internet fácil, fácil.
Fora quesão versões cultuadas pelos fãs... vai entender...

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Street Fighter II - A Lenda de Sheng Long


Vamos começar do início de tudo...


No ano de 1991, fomos agraciados pela Capcom com o game Street Fighter II.
Jogabilidade formidável, gráficos excelentes, som animal... e devoradora de fichas da galera em peso.
Todo mundo sabia alguma coisa sobre o game: manhas para matar o M. Bison fácil, Shoryuken na bolinha do Blanka tirava um monte de energia do bicho verde, e por aí vai.
E como não poderia faltar, um final "diferente": caso terminasse o game sem perder nenhum round, após o final do personagem, aparecia um final alterado, que aparece os personagens desferindo golpes nas caixas de madeira, e aparecendo fotos dos programadores do jogo.

O início da lenda: quem é Sheng Long?

Mas uma coisa que nunca foi bem explicada é que, após derrotar os adversários, nas famosas fotos com as frases de cada lutador, Ryu diz: "You must defeat Sheng Long to stand a chance (você precisa derrotar Sheng Long para ter uma chance)".

Derrotar quem?? Quem seria Sheng Long??

Parecia que estava tudo acabado... até que a revista americana EGM (Eletronic Games Monthly), renomada no mundo dos games, revelou uma bomba: no game Street Fighter II - The World Warrior, havia mais um lutador secreto... o mestre de Ryu e Ken, Sheng Long!
A página tinha os screenshots do personagem jogando Bison longe e desferindo um Shoryuken de fogo (diga-se de passagem, a Capcom adorou a ideia!).

Página da EGM: choque nos gamers!

Me lembro até hoje, que a notícia caiu como uma bomba pra quem jogava SF II.
Nunca vi ninguém lutar contra Sheng Long, mas sempre tinha uma pessoa que chegava e dizia: "um primo do vizinho do meu amigo lutou contra Sheng Long, e eu vi".

Um velhinho desferindo Shoryuken de fogo? Vish...

Porém, era uma tarefa árdua, somente para o melhor dos melhores:
Você poderia jogar apenas com Ryu, passar por todos os personagens ganhando de perfect (isso mesmo, sem levar nenhuma porrada), e pra completar com maestria, empatar 10 vezes (isso, 10 vezes) com M. Bison, sem levar e sem dar nenhum soquinho sequer.

Após o martírio, Sheng Long aparece, derrota Bison com um golpe só, e te chama pro quebra. Alguns diziam que era só isso, ganhou dele, aparecia o final normal. Outros que após derrotar Sheng Long, ele se tornaria um personagem jogável.

Imagine a quantidade de gente que queria enfrentar Sheng Long!
Fichas e mais fichas, histórias e mais histórias, tipo o cara que empatou 8 lutas, na nona perdeu e teve que ganhar na décima pra não perder o final...

Nem o famoso SF de rodoviária escapou disso: com uma versão diferente, chamada de "Street Fighter II' - Sheng Long Edition", apertando start para trocar de lutador, aparecia um personagem de cabelos brancos e roupa cinza... claro que não era o Sheng Long, mas a imaginação da galera voava longe...

Só o logo diferente já endoidava o povo...

... imagina então ver o personagem a direita da foto!

Claro que em Super SF II X - Grand Master Challenge, surgiu Akuma (Gouki), irmão de Sheng Long. Mas como a Capcom não liberou de primeira a informação da adição de Akuma logo de cara, o final de M. Bison continha uma frase que novamente alertou a galera: Bison cita que nem o "Ancient One (o antigo)" foi capaz de detê-lo. Quem era o antigo? Pra todo mundo era Sheng Long!!

"Ancient One"? Só podia ser o Sheng Long!
Ah, Capcom... nutrindo nossas fantasias...

Mas a história caiu em esquecimento (não de todo) e as pessoas desistiram de encontrar o Mestre dos mestres.
Alguns anos depois, saiu a continuação da série SF II: Street Fighter III - New Generation. Um belo game, graficos e sons melhorados... até que a mesma Eletronic Games Monthly chocou novamente a galera com mais uma página em sua conceituada revista: sob o título "Da Boss Is Back (O chefe voltou)", mostra novamente Sheng Long como personagem secreto do game.

Nova face do mestre: Dando as caras em SF III.

EGM mostrando o Sheng Long no novo game da série.

Com mais screenshots, desde a foto de Sheng Long, até trocando Hadoukens com Ryu, novamente enlouqueceu a molecada (não só a molecada) para enfrentar o derradeiro mestre.
Porém, agora era bem mais fácil enfrentar Sheng Long: era necessário dar final 6 vezes com Ryu.

Dois momentos marcantes: a face do mestre e
o especial selecionado na tela de versus...

... e largando dois Hadoukens no Ryu!
Momentos de medo!!

Beleza, com certeza, essa foi uma das maiores (senão a maior) lenda urbana sobre games. 
Ocorreu um problema na tradução dos dizeres de Ryu em SF II. Ao invés de "sheng long", era para ser "dragon punch", coisa que foi corrigida nos outros games.
Quem sabe jogar SF sabe que, dar perfect em todos os rounds é bem dizer impossível. E quanto a empatar 10 vezes com o Bison, todos sabem que no máximo, o game no arcade permite apenas 4 rounds. E a matéria na EGM não passou de uma pegadinha de 1º de abril, coisa que ninguém se deu ao trabalho de entender...

E como não poderia deixar de acontecer, aproveitando o barulho que teve a 1ª matéria, lançaram uma nova matéria junto com SF III.

Em SF IV, Gouken (ou Sheng Long?)
secreto, porém selecionável... de verdade!!
Mas depois de 15 anos, a Capcom nos trouxe alegria ao lançar Street Fighter 4, liberando Gouken (ou Sheng Long?) para nós, meros mortais, podermos dar umas boas porradas.

Com certeza, a lenda de Sheng Long se juntou a tantas outras lendas de games, que falarei também aqui no blog, talvez como a mais famosa de todas, e sempre será lembrada por quem é da 'velha escola'.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Street Fighter - Versões Piratas


Cheiro de nostalgia no ar...

Quando a Capcom lançou "Street Fighter II' (Champion Edition ou Dash)" não imaginou o que os piratas de plantão fariam com o game naquela época...

Street Fighter II - Rainbow Edition (arcades - 1993)



Surgiu em alguns lugares, desde locadoras até bares e rodoviárias, o chamado "Street Figher II - Rainbow Edition (também conhecido por Black Belt Edition)".
Aqui na terra do Blanka ficou conhecido mesmo por "Street Fighter de rodoviária".

O game é a mesma versão do Champion Edition, porém com algumas coisas hilárias:

1- você pode trocar de personagem a qualquer momento da luta, basta apertar Start e tentar encontrar o que você queria;

O M. Bison está na luta... mas cadê o Sagat?
Pepinos engraçados...


2- alguns personagens podem encher a tela de magias, como Hadoukens ou Sonic Boons, por exemplo, e outros podem ter essas magias incorporadas aos seus golpes normais;

Claro que a Capcom se aproveitou da ideia e utilizou mais tarde...


3- a velocidade era fodis: muito rápido e muito apelativo, se comparado as versões oficiais da Capcom;

4- diversão garantida, apesar da tosquice, ainda mais com o Zanquief, que soltava Yoga Flame dos pés enquanto aplicava o golpe Double Lariat (aquela girada com as mãos) e podia dar pilão em qualquer posição da tela!!

Quer dar final logo? Joga com o Zangief!


Devorou fichas da galera, e pra ajudar, os finais eram intactos, iguais do original, só com os chefes que os finais zuavam a tela...

Street Fighter II (NES - 1992)



O finado, porém querido Nintendinho ganhou sua versão não-oficial de Street Fighter.

A produtora pirata Yoko Soft trouxe alegria para a galera do NES, que mesmo sabendo que o game não era oficial, se esbaldou na brincadeira.

Hoje muita gente diz "que coisa tosca", mas pra época, era só alegria pra molecada, que fazia bolhas nos dedos.

Apresentação estática, e seleção de personagens fraca:
E daí? 


Claro que tudo era bem limitado, já que só havia quatro personagens no jogo (Ryu, Chun Li, Guile e Zangief) e um chefão (M. Bison, que se chamava Viga).

Ryu, Guile, Chun Li, Zangief e "Viga"... vamos dar um desconto, né?



Os finais eram identicos para todos os personagens, iguais ao do Ryu no game original.

A jogabilidade era lenta, os golpes eram muito difíceis pra sair... mas quem se importava??




Finais idênticos para todos, só as frases se alteravam...


Eu sei, gráficos sofríveis... mas o "Viga" era parada dura!


Claro que houveram muito mais Street Fighters piratas, só para o NES foram uns 4, mais uns 2 para o SNES, e outros tantos perdidos por aí, mas acho que esses dois em particular foram os que mais chamaram a atenção.

Street Fighter III, Street Fighter II Pró, Super Fighter III e Street Fighter Zero 2 '97: judiaram demais do NES,
mas fez a alegria da galera!!


Tudo isso só serviu pra uma coisa: aumentar ainda mais a fama da franquia nos games, que diga-se de passagem, há 20 anos no topo dos games de luta, não é fácil.