domingo, 25 de março de 2012

Super Bandas!

Como definir uma superbanda?

Existem muitas bandas com status de "super", devido ao reconhecimento do público, por criar um som muito bom, etc e talz...
Mas nesse caso em particular, como definir uma banda, que em sua formação tem músicos de outras bandas, muito phodas por sinal, que por qualquer motivo resolveram se juntar e criar algo muito superior?

É complicado, porém, existe.

Vamos começar com o Audioslave:


Formada por Chris Cornell (ex-atual-Soundgarden) e membros do Rage Against the Machine. O Soundgarden foi um dos percussores do movimento grunge de Seatlle, enquanto o RATM fazia um hardcore altamente politizado.
Resultado: um hard rock de primeira, com muitas influências setentistas.
Nos dias atuais, tanto Cornell voltou para o Soundgarden quanto o RATM retornou com o antigo vocalista.

Capa do 1º disco, "Audioslave".

Velvet Revelver:




Após Scott Weiland (ex-atual-Stone Temple Pilots) ser expulso da banda por causa do alto consumo de drogas e alcoól, e os ex-membros do Guns'n'Roses ficarem perdidos sem um vocalista, foi algo do tipo "juntar a fome com a vontade de comer".
O STP fazia um som alternativo, destaque para a década de 90, e o Guns foi o destaque do hard rock de sua época.
Resultado: um som que pende entre o hard rock e o alternativo, porém com uma qualidade sonora absurda, devido ao alto nível dos músicos.
Hoje em dia, Weiland voltou ao STP, e o Velvet procura um novo vocalista, o que nos leva a próxima superbanda...

Capa do 1º disco, "Contraband".

Alter Bridge


A banda Creed se dissolveu após o vocalista deixar a banda.
Porém, para não encerrar as atividades, se juntou aos músicos do Creed o excelente vocalista Myles Kennedy, conhecido por seu trabalho em sua antiga banda, The Mayfield Four, que fazia um som alternativo, que por acaso é muito bom.
Resultado: o Alter Bridge fez o que o Creed não conseguiu, que é ter uma identidade própria, com um Hard Rock bem cadenciado.
A banda ficou um tempo sumida, o Creed voltou com o antigo vocalista, mas não foi anunciado o fim do AB. E pra ajudar, rola mais um boato que Myles Kennedy assuma os vocais do Velvet Revolver.

Capa do 1º disco, "One Day Remains".

Várias dessas superbandas se juntam, dizem, por um motivo básico: eles já tem nome, então porque não se juntar e fazer mais nome?

Mas aí que entram os casos diferentes...

Chickenfoot:


Formada com músicos da "velha guarda", o vocalista Sammy Haggar (Van Halen), o baixista Mark Anthony (Van Halen), o baterista Chad Smith (Red Hot Chilli Peppers) e o guitarrista Joe Satriani (porra, o Joe nem precisa de apresentação...).
Diga-se de passagem, eles não precisam de mais nome, dinheiro... então se juntaram pelo prazer de fazer música!
O som é hard rock, setentista, alternativo, baladas... e muito técnico!

Capa do 1º disco "Chickenfoot".

Them Crooked Vultures:


Outra banda que se formou pelo prazer de fazer música.
Formada pelo vocalista e guitarrista Josh Homme (Queens of the Stone Age), Dave Grhol (Foo Fighters) que volta às origens e toca bateria, e John Paul Jones (Led Zeppelin), um dos melhores baixistas da história do rock.
O som é fortemente calcado nos anos 70, stoner rock, alternativo e blues.

Capa do 1º disco "Them Crooked Vultures".

Penso que essas uniões, sejam por dinheiro, fama ou pelo prazer de criar, o que me deixa muito contente é a possibilidade de poder acompanhar a evolução do estilo de música que tanto gosto, pois essas bandas nos mostra que o Rock'n'Roll está longe, muito longe, de morrer.

sábado, 10 de março de 2012

Clássico; Mötley Crüe - Dr. Feelgood!

Sou suspeito de falar do Mötley Crüe, mas vai uma sonzera deles ao vivo, gravado na turnê "Carnival of Sins", de 2005!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Metallica - Um Novo Recomeço...

O Metallica é, sem sombra de dúvidas, umas das maiores (senão a maior) banda de metal do mundo. Porém, de 1999 pra cá, vem deixado muitas dúvidas no ar: será que eles perderam o gás? Será que cansaram?


Em 1999, lançaram o álbum duplo S & M (diminutivo de Sinfônica e Metallica).
O álbum trazia um show ao vivo, junto som a Orquestra Sinfônica de São Francisco, considerada a orquestra mais poderosa do mundo.

Junto com o condutor Michael Kamen (responsável por inúmeras trilhas sonoras de filmes), juntou-se o poder do som do Metallica com o poder da orquestra.
Todos os clássicos do Metallica ficaram ainda mais pesados e mais sombrios, dando uma margem ainda maior ao poder do Heavy Metal.

Capa de S & M.

O álbum agradou muitos fãs, mas não os mais "classistas".
Depois de um hiato de aproximadamente 3 anos, começou a rolar um boato de que o Metallica tinha terminado. Então surgiu um filme, um documentário na verdade, sob o nome de Some Kind of Monster.
Lançado em 2004, mostra uma face da banda até então desconhecida: o baixista Jason Newsted que tocou com a a banda por 14 anos, abandonou o Metallica. As brigas entre James Hetfield e Lars Ulrich, o processo criativo afetado, e Hetfield se internando numa clínica de reabilitção contra o alcoolismo.

Capa do documentário Some Kind of Monster.

Um futuro incerto, de fato. Foi então contratado um terapeuta, especialista em casos de ajudar famosos, para ajudar os integrantes da banda a se entender, e entender a si mesmos.
Após um ano, Hetfield volta. Começam um novo processo de criar um álbum, e encontram um novo baixista: Robert Trujillo, que já tocou com Ozzy.

Surge então o álbum St. Anger. Não agradou os fãs, porém é um álbum muito profundo, que reflete o novo estado da banda. Músicas como "Frantic", "St. Anger" e "Some Kind of Monster" mostram esse novo começo. Sinceramente o disco me agradou bastante.

Capa de St. Anger.

Já em 2008, a banda voltou com um novo álbum: Death Magnetic.
Era uma volta às origens, um disco muito pesado, que remete a banda ao furioso início da carreira. Com destaque para as faixas "The Judas Kiss", a violenta "Cyanide" e o mini-épico "The Day That Never Comes".

Capa de Death Magnetic.

A banda voltou com força total. Novamente voltou ao título de maior banda de Heavy Metal do mundo.

Já postei um comentário sobre o álbum conjunto com Lou Reed, lançado em 2011, chamado Lulu. Muitas pessoas criticaram, porém não é um disco do Metallica, nem um disco do Lou Reed. É algo mais profundo, um álbum extremamente conceitual.

Capa de Lulu.

Agora vamos pensar: será que o Metallica aceiraria essa parceria, se não levasse fé nesse trabalho?
Mas uma coisa é clara: o Metallica ainda tem muita música pra fazer, muita estrada pra trilhar e muito peso pra nos presentear!!

O Lendário Paul Rodgers


O que seria necessário para um vocalista de Rock adquirir o status de "lendário"?
Talvez por morrer jovem?
Ou por conseguir destacar um determinado estilo, até então apagado e despercebido por muitos?


Então, como explicar Paul Rodgers?
Ele continua vivo (entenda-se por vivo fazendo turnês com suas bandas, pulando e tocando o terror...), não houve necessidade de destacar um estilo de Rock, pois por onde ele passou ou está ele realmente faz a diferença.
Então como ele conseguiu esse status de "lendário"?

Paul rodgers nasceu na Inglaterra, em 1949.
No final dos anos 60, mais precisamente em 1968, formou a mítica banda Free, com sucessos como "Wishing Well" e "All Right Now".
Depois do fim do Free, em 1973, Paul formou outra banda, a Bad Company, junto com alguns remanescentes da banda Free. Lançaram seu 1º álbum, com o nome de Bad Company, em 1974, pelo selo Swan Song (cujo dono do selo era o Led Zeppelin, que ficaram boquiabertos com o talento de Paul.).

Capa de Heartbreaker, de 1973.

Com sucessos como "Can't Get Enough", "Feel Like Makin' Love" e "Bad Company", a banda foi considerada uma das bandas mais importantes e influentes dos anos 70. No início dos anos 80, Paul deixou a banda, que mais tarde se reuniria para gravar um álbum ao vivo, com os clássicos do Free e é claro, do Bad Company: The Merchants of Cool, em 2002.

Capa de Bad Company, de 1974.


Entre esse período sem banda, Paul gravou discos solo, todos de excelente vendagem e agrado do público, entre eles, o excelente A Tribute to Muddy Waters, de 1993. À partir de 2002, depois do álbum ao vivo com o Bad Company, Paul não parou mais.

Tribute to Muddy Waters, de 1993.

Em 2005, foi convidado para uma turnê junto com os membros do Queen, que inclusive foi gravado em CD duplo e DVD, intitulado Queen + Paul Rodgers: Return of the Champions. Aqui no Brasil, muitas pessoas torceram o nariz, mesmo sem ver ou ouvir. O disco reune os clássicos do Queen e da carreira de Paul também. Aclamado pela crítica e pelo público, teve uma vendagem muito satisfatória.

Capa de Return of the Champions, de 2005.

Em 2007, gravou o álbum solo ao vivo Live in Glasgow, excelente por sinal, no qual canta sucessos do Free, Bad Company e de sua carreira solo. De fato, uma apresentação memorável.

Capa de Live in Glasgow, de 2007.

Novamente junto com o Queen, lançou um disco de música inéditas, Queen + Paul Rodgers: The Cosmos Rocks. A música "C-lebrity" foi muito bem recebida pelo público, e novamente cairam em outra turnê.

Capa de The Cosmos Rocks, de 2008.





Momentos da Turnê com o Queen: como eu disse antes, tocando o terror!

Agora os fatos curiosos: muita gente reclamou que Paul Rodgers não estaria à altura de Freddie Mercury, mas os próprios integrantes do Queen disseram que convidaram Paul para esse revival da banda pois Freddie se inspirou demais em Paul. E vamos ser sinceros: se Paul não estivesse à altura, ele não seria convidado, certo?

E ele também foi convidado para fazer parte do Deep Purple, quando Ian Gillian deixou a banda, e também foi procurado pelos The Doors quando Jim Morrison morreu.

E agora sabemos porque Paul Rodgers tem o status de "lendário", não só pelo tempo de estrada, mas pela qualidade sonora oferecida pra nós, amantes da música boa!!!


Valeu, Paul Rodgers!!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Cover de Nick Drake - Place to Be

Bem, eu sou meio contra alguns covers que a gente vê pela net, algumas coisas bizarras e tal...
Mas esse é diferente! E tenho 3 motivos pra postar esse vídeo:

1- O cara que faz o cover se chama Danilo (Dany Boy), e é um grande camarada meu, e pra ajudar, o cara aprendeu tocar violão sozinho!
2- O cover está muito bem feito, bem tocado e bem cantado, e vale a pena ser divulgado!
3- Nick Drake é classicão!!


Assistam, vale a pena!
Se desejarem assistir mais vídeos do Dany Boy, o canal dele no Youtube é esse:
http://www.youtube.com/user/starfusion83?feature=watch

Thanx 4 the inspiration, Dany Boy!!