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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

David Bowie - Blackstar (★)

Fala galera!

Falar do Sr. Bowie é sempre complexo.
Não apenas por ser fã do trabalho dele. Mas pela complexidade de seus trabalhos.

Conhecido como o "Camaleão do Rock", não apenas por suas mudanças visuais, mas pela grande quantidade de influências que suas músicas carregam. É difícil conseguir rotular suas músicas.

David Bowie veio a falecer de uma maneira abrupta para o público: sua morte foi declarada em 10 de janeiro de 2016, e apenas familiares sabiam de sua doença, a qual enfrentava a 18 meses.

O disco em questão, "Blackstar (ou ★)", foi lançado em 08 de janeiro de 2016, dois dias antes de sua morte, e no dia de seu 69º aniversário.
Vemos aqui, logo na primeira audição, que é um disco de despedida. Despedida dos fãs e do mundo.

Capa de "Blackstar (★)"

É um som denso, com poucas influências de Rock, propriamente dito. Mas muitas de Jazz, e até Rap.
Letras bem escritas, e complexas, como todo o trabalho de Bowie, citando desde a Bíblia (faixa "Lazarus") e até o filme clássico "Laranja Mecânica (faixa "Girl Loves Me")".

A faixa título, "★", é a mais longa, com quase 10 minutos. Seguida por "'Tis a Pity She Was a Whore (muito visceral, por acaso)", com fortes influências de Jazz. Conta a história de uma mulher que tem um caso incestuoso com o irmão, para depois ser assassinada por ele. Com versos como "Ela segurou meu pau" e "uma pena que era uma prostituta". Uma faixa com uma sonoridade deliciosa, apesar do tom sombrio da letra.


A música "Girl Loves Me", parte da letra é cantada no dialeto Nadsat, a mistura de russo e inglês usada pelos personagens de "Laranja Mecânica".

Mas na minha opinião, as faixas mais claras quanto ao "adeus", são "Lazarus" e "I Can’t Give Everything Away".

"Lazarus", a terceira faixa, Bowie se compara a Lázaro, personagem da Bíblia que morreu e foi ressuscitado por Jesus.
Cantando versos como "olhe aqui em cima, estou no céu", e no final "eu serei livre como aquele pássaro azul", já denota o que ele realmente queria dizer. O clipe mostra Bowie deitado em uma cama de hospital (clipe AQUI).
E "I Can’t Give Everything Away", última faixa do álbum, com certeza é o ponto final. Em tudo.
Letra com trechos "desenho de caveira nos pés", "corações enegrecido e notícias com flores", "Dizer não e significar sim / Isso é tudo que eu quis dizer".


O álbum "Blackstar (★)" nos traz um David Bowie em excelente forma, e diferente de outros artistas, mostra que estava a todo vapor, com ótimas composições e músicas inspiradíssimas, não como alguém no fim de carreira. Uma perda, sem sombra de dúvidas, irreparável.

Segue tracklist:

"Blackstar"
"'Tis a Pity She Was a Whore"
"Lazarus"    
"Sue (Or in a Season of Crime)"
"Girl Loves Me"     
"Dollar Days"   
"I Can’t Give Everything Away"


O legado de Bowie será eterno, como um dos principais gênios da música.
Álbum altamente recomendado! E claro, se quiserem baixar as músicas, fiquem à vontade. Mas o CD original tem um acabamento lindo, edição em digipack, e com detalhes vistos apenas na luz. Coisa de colecionador mesmo!

sábado, 26 de novembro de 2011

Álbuns que você deveria ouvir...

Como disse anteriormente, só posso opinar por álbuns que tenho ou que escutei.
Vai aí mais alguns ótimos sons pra galera!




Artista: Gene Simmons
Álbum: Asshole
Ano: 2004
OBS: saiu em catálogo nacional, mas acho que hoje em dia só importando.

Gene Simmons, mais conhecido como o "Demônio" da banda Kiss, lançou seu 2º álbum solo em 2004. O disco pende entre um Hard Rock leve até um som mais alternativo. No álbum constam letras escritas com Bob Dylan, Frank Zappa e até um cover da banda de metal industrial, a faixa "Firestarter". Um excelente disco, mostra um lado de Gene Simmons que poucas pessoas conhecem! As faixas "Asshole" e "Sweet & Dirty Love" também são destaque.



Artista: Iggy Pop
Álbum: A Million in Prizes - The Anthology (Duplo)
Ano: 2005
Obs: durante o ano de 2005, ficou em catálogo. Acredito que ainda consiga se encontrar nacional, mas é bem difícil.

O que falar de Iggy Pop, o avô do Punk?
Na verdade, Iggy é anterior ao Punk Rock. Neste disco duplo, que é uma verdadeira varrida na história de Iggy, desde o início de sua carreira, com os Stooges, até o ano de 2005, constam as faixas de mais importância: desde "I Wanna Be Your Dog", a lendária "Search and Destroy", "China Girl", "Candy" (que tocava, toca e sempre vai tocar paca nas rádios) até "Mask" e "Skull Ring", que são as mais recentes, estão aqui. Pra quem não conhece, esse é um bom disco pra se começar... mas pra quem curte, é um prato cheio!!



Artista: 2Pac
Álbum: All Eyez on Me (Duplo)
Ano: 1996
Obs: alguns anos atrás foi reimpresso, em catálogo nacional. Mas hoje em dia, só importando mesmo.

Considerado o divisor de águas no Hip Hop americano (ou mundial), All Eyez on Me foi o 1º disco duplo de rap a ser lançado. Vendeu cerca de 5 milhões de cópias em 1996, e olha que foi lançado na metade do ano. Diferentemente do disco anterior (o ótimo "Me Against the World", de 1995), 2Pac está menos confessional. Críticas fortes ao governo, à mídia, à polícia, e principalmente, à seus inimigos.
Destaque para as faixas "Ambitionz Az a Ridah", "California Love (Remix)" E também para "Ain't Mad at Cha" (cujo clipe foi questão de muito debate). Esse é o marco na carreira do rapper.



Artista: Ice T
Álbum: OG - Original Gangster
Ano: 1991
Obs: esse só importado mesmo!

Devido ao grande sucesso de Ice T, muitos acreditam que ele foi quem criou o estilo Gangsta Rap. Ainda mais depois deste álbum, OG foi um disco muito criticado pela mídia, devido a seu forte conteúdo, mas muito bem recebido pelo público, por ser, na época, um disco extremamente bem trabalhado. Destaque para "OG Original Gangster", "New Jack Hustler" e "The Tower".



Banda: Body Count
Álbum: Body Count
Ano: 1992
Obs: só importando mesmo!

Ice T também tem uma banda de Rock!
Body Count é um projeto paralelo do rapper, junto com outros amigos que curtiam tocar instrumentos, mas não tinham lugar pra tocar. A banda tem fortes influências em Heavy Metal e Punk Rock. Trata de prblemas políticos e sociais. Destaque: " Body Count's in the House", "The Winner Loses" e "There Goes the Neighborhood". Porrada total!

domingo, 23 de outubro de 2011

Álbuns que você deveria ouvir...

Galera, esses álbuns são meio desconhecidos por aqui no Brasil, porém são extremamente bons (pra não falar ótimos...), já que a maioria das pessoas que curtem rock são meio avessas a ouvir algumas bandas/grupos que nunca ouviram falar.
Aconselho esses álbuns:


Banda: Down
Álbum: Over The Under
Ano: 2007
Obs: saiu em catálogo nacional, mas acredito que já esteja fora de catálogo.

Phil Anselmo, ex vocalista do Pantera, fundou essa banda antes da dissolução de sua antiga banda.
Após o fim do Pantera, ele se empenhou mais no Down, mas quem espera um som parecido com o Pantera, esqueça. Down é um Southern Rock bastante cadenciado, com peso e melodia, e conta com Phil mais controladinho, e se ele já cantava bem paca quando usava drogas e bebia que nem um louco, imagina nesse álbum, o 1º que ele gravou limpo. Destaque para as faixas "Three Suns and One Star", "On March The Saints" e "Never Try".



Banda: Chickenfoot
Álbum: Chickenfoot
Ano: 2009
Obs: esse álbum só importando ou em lojas especializadas, já que não saiu em catálogo nacional.

Todo mundo já imaginou uma banda só com feras, com seus músicos preferidos etc.
Mas o Chickenfoot é basicamente isso: juntou músicos de vanguarda, muito conhecidos e muito talentosos.
A banda conta com Sammy Hagar (ex Van Halen) nos vocais, Michael Anthony (ex Van Halen) no baixo, Chad Smith (Red Hot Chilli Peppers) na bateria e Joe Satriani (isso mesmo, O Joe Satriani) nas guitarras.
A qualidade das faixas é pra lá de excelente, vai desde Rock mais clássico até umas pegadas mais pesadas.
Destaque para "Oh Yeah", "Runnin'  Out" e "Get It Up".




Banda: Damageplan
Álbum: New Found Power
Ano:2004
Obs: apenas com importadoras ou lojas especializadas, isso contando com a sorte, já que esse álbum foi recolhido.

O Damageplan surgiu também depois da dissolução do Pantera, já que os irmãos Dimebag Darrell (guitarra) e Vinnie Paul (bateria), para não ficar parados, também formaram outra banda. Esta segue o mesmo estilo do Pantera, um som pesado, e o vocalista Pat Lachman não deixa por menos e solta a voz, ora gutural, ora melódica. Pena que Dimebag Darrell foi assassinado durante um show do Damageplan, por um "fã", em Alrosa Villa, Columbus, Ohio, em dezembro de 2004, curiosamente, no mesmo dia e mês que John Lennon foi assassinado por um "fã".
Destaque para as faixas "Breathing New Life", "Pride", "Fuck You" e "Save Me".



Banda: Spiritual Beggars
Álbum: Return to Zero
Ano: 2010
Obs: corram que ainda seja capaz de encontrar em catálogo nacional!

Spiritual Beggars é uma banda de Stoner Metal de Halmstad, Suécia. A banda foi formada por Michael Amott (guitarrista do Arch Enemy), e é um projeto paralelo em sua carreira.
É um excelente álbum, é muito bem trabalhado, do tipo que você coloca e deixa rolar, agradável.
Fora que Michael Amott toca guitarra pra cacete, o vocalista grego Apollo Papathanasio tem uma excelente voz, não perde o fio da meada por nada!
Destaque para "The Chaos of Rebirth", "Spirit of the Wind" e "Believe in Me".



Banda: Vanilla Ice
Álbum: Hard to Swallow
Ano: 1998
Obs: só importando mesmo, e ainda assim não é certeza que vão encontrar.


Todo mundo conhece Vanilla Ice e sua música "Ice Ice Baby", que tocou muito nas rádios nos anos 90.
Hard to Swallow é o terceiro álbum de Robert Van Winkle (é, esse é o nome do Vanilla), e à partir desse ponto, ele estava disposto a levar seu som para uma outra direção.
Convocou o produtor Ross Robinson (que já trabalhou com Korn, Slipknot),e este álbum seria uma fusão de Punk, New Metal e Hip Hop. Eu Particularmente curti o álbum, porque ficou bem pesado, e empolga mesmo ouvir. Destaque para "Fuck Me", "Too Cold" e "Prozac".




Banda: Rocco Deluca & The Burden
Álbum: I Trust You To Kill Me
Ano: 2007
Obs: também não tem em catálogo nacional, só importando mesmo.

Rocco Deluca é um artista que foi descoberto tarde (ou no momento certo, não sei...), com 28 anos de idade. Porém toca dobro (um violão com um som mais aberto) muitíssimo bem e tem uma voz bem marcante.
A Revista Rolling Stone americana definiu o som e a voz de Rocco como 'uma mistura de Robert Plant, Neil Young, Jeff Beck e Pearl Jam, que se tornou algo único'. É o álbum de estréia, muito bom mesmo.
Destaque para "Gift", "Colorful" e "Soul".



Eu recomendo esses álbuns, uma porque eu tenho os ditos, e outra que disseminar boa música é dever de todos os cidadãos de bom caráter!!