segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Lou Reed & Metallica - "Lulu"

Todos que curtem Rock conhecem ou já ouviram falar de Lou Reed, integrante da lendária banda Velvet Underground. E todos conhecem o Metallica, que acredito que seja a banda mais bem-vista e mais pesada da atualidade. Essas duas entidades do Rock lançaram um álbum em parceria, em outubro pra ser mais preciso, chamado "Lulu".


"Lulu" não é um álbum do Lou Reed.
Também não é um álbum do Metallica.
Aí vocês perguntam: 'mas então o que é?'.

O álbum é um conjunto de canções inspiradas em 'Earth Spirit' e 'Pandora´s Box', do expressionista alemão Frank Wededkind do início do século XX. Duas peças, publicadas originalmente em 1904, giram entre os pontos de vista da personagem "Lulu" (sexualidade e cinismo), e as pessoas que se apaixonam desesperadamente por ela. Então ela conhece Jack O Estripador.

É isso mesmo: o álbum está em um contexto totalmente diferente do que estamos acostumados a ouvir nos dias de hoje, onde as bandas de Rock nada criam, copiam tudo e mudam um riff ou uma virada de bateria a mais.

O disco (aliás, discos, porque o álbum é duplo) é cheio de amargura, angústia, conflitos, o desespero... e é bastante pesado, tanto nas letras quanto no instrumental.
Como eu disse antes, não é um disco do Reed ou do Metallica, é uma coisa diferente. Porém, esse disco levou o Rock a um outro nível, já que foi inspirado em peças teatrais.

Vi muitas pessoas fazendo criticas negativas para o disco.
Mas acredito que são discos como esses que fazem uma mudança positiva no cenário musical. Porque não explorar o Rock em uma nova perspectiva? Tenho certeza que daqui algum tempo, esse álbum se tornará um clássico, tanto pelo tema abordado, como pelo instrumental pesado e pela genialidade de inovar em um conceito.
Recomendo! Ouça e deixe-se levar pelos caminhos obscuros de "Lulu".
E antes que eu me esqueça: o manequim de cera da capa é um manequim datado de aproximadamente 1900, bem como outros itens do interior do encarte. Rock' n' Roll também é cultura, galera!!


Disco 1

1- Brandenburg Gate
2- The View
3- Pumping Blood
4- Mistress Dread
5- Iced Honey
6- Cheat On Me

Disco 2

7- Frustration
8- Little Dog
9- Dragon
10- Junior Dad

Dá uma olhada na música "Iced Honey" ao vivo pra ter uma noção!!



domingo, 20 de novembro de 2011

Ganksta NIP - Interview with a Killa

Ganksta NIP (cujo verdadeiro nome é Rowdy Williams) é um rapper de South Park, Houston, Texas.
Aqui no Brasil ele é desconhecido, pouquíssimas pessoas já ouviram falar dele. E quem o conhece, só inventa histórias. Dizem que NIP tem um pacto com o Diabo, ainda mais por causa de uma foto que ele está com um revólver em uma das mãos, e na outra um livro, que dizem ser a Biblia do Diabo. Inclusive que ele dedicou um álbum inteiro como sinal desse pacto, que por sinal o pacto foi feito com sacrifícios humanos e que os corpos foram queimados, e tudo foi demonstrado na capa de um de seus álbuns.

Capa do disco sobre o pacto.
Demonstração do pacto na arte do álbum.





















A "Bíblia do Diabo" na mão de NIP, na foto do mesmo álbum.

Na verdade, NIP faz parte da 'Nation of Islam', e o livro em suas mãos é o Corão. E detalhe: esse estilo dele é bem a cara das músicas que ele canta. Agora que tudo foi esclarecido, vamos a resenha do álbum mais macabro que NIP já fez.


"Interview with a Killa" é o 4º álbum de NIP, lançado em 1998.
E porque eu falaria dele aqui?
Porque NIP talvez seja o único rapper a cantar um estilo chamado "Horror Core". Suas músicas são todas baseadas em histórias de terror!!
Este disco em particular, é o mais obscuro dele, é muito, muito sombrio. Você já fica encanado com o nome das músicas.
Geralmente gosto de falar de álbuns que eu tenho, ou já ouvi, pra dar uma opinião mais precisa. Mano, deste álbum não tem como destacar uma faixa, porque todas são ótimas, e o disco rola como uma novela, uma faixa complementa a outra. Abaixo está o setlist.
1- Intro
2- Psycho Club
3- Move Something
4- I Don't Know Why
5- Why the Psych. Can't Do It
6- Erotic
7- Murda Rush
8- Video Games
9- 2 Minutes to Kill
10- Psycho on the Loose
11- What Makes This Boy Tick
12- Psych Zone
13- Psycho Funk
14- Sic
15- 1st Nigga from South Park
16- Acid Heads
17- Texas Chain Saw
18- Outtro

Agora, o foda é ouvir isso à noite, com as luzes apagadas, sabendo o seguinte: a história acima, sobre o pacto e tal, NIP nunca negou, ele diz sim fazer parte da "Nation of Islam", mas quando perguntado do pacto ele desconversa.
Aí sim, fica pior!!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Dica de Mangá!

Eu estou acompanhando esses dois mangás abaixo (não só o mangá, mas os animes também) e indico pra quem quiser uma boa leitura!

Naruto Shippuuden



A história se passa dois anos e meio após a partida de Naruto Uzumaki para um treinamento com o Sannin Jiraiya para fora da Vila da Folha (Konoha).
Após seu retorno, Naruto e sua equipe, agora em nova formação, engajam em uma investigação atrás da organização de criminosos e ninjas renegados chamada Akatsuki, e de um possível resgate de Sasuke Uchiha, agora sob comando de Orochimaru. O principal empecilho de Naruto, e Konoha, neste momento: a Akatsuki, que procura capturar todos os Jinchuurikis (ninjas hospedeiros das feras de caudas).



Basilisk



A história se passa na era feudal, quando o Shogun, determinado a evitar uma guerra entre seus herdeiros, inicia uma disputa entre dois clãs ninjas rivais que lhe servem. Cada um defende um dos filhos do shogun Tokugawa e o clã vencedor definirá o herdeiro do Japão. Os clãs são Iga do vilarejo de Tsubagakure, e Kouga do vale de Manjidani.
Ambos os clãs possuem uma rivalidade a mais de 400 anos e algumas décadas antes o líder dos clãs ninjas da região decretou um tratado de paz entre os dois. Com a proposta o tratado foi quebrado e ambos os grupos aceitam guerrear entre si.
O combate começa no momento em que estava os futuros líderes dos clãs, Gennosuke de Kouga e Oboro de Iga preparam-se para se casar,  unindo os clãs, mesmo contra a vontade de membros dos dois lados. A duvida entre cumprir o dever para com o clã ou ignorar a guerra para viver o amor é o foco central da narrativa, regada a sangue e destruição.



Acreditem, vale mesmo a pena ler!!

Seu Madruga - Um Ícone do século 20

Pode parecer até bobeira, mas o Seu Madruga tem uma reputação bem "rockstar" aqui no Brasil.
Acho que todo mundo conhece essa pessoa, e pensando à grosso modo, sua fama deve perder só para Jesus Cristo e Che Guevara (e olha que tem muita gente que não conhece o Che...).



Ramón Valdez nasceu em 1923, no México.
Antes de trabalhar com Roberto Gómez Bolaños "Chespirito", atuou em vários filmes junto com seus irmãos Manuel Valdés "El loco" e Gérman Valdés "El Tin Tan". Logo se vê que a veia artística era de família.
Ramón foi um veterano no cinema, trabalhou em quase 50 filmes, nos quais destacam-se "Calabacitas tiernas" (1948), "El rey del barrio" (1949), "Soy Charro de Levita" (1949), "La marca del Zorrillo" (1950), "Fuerte, audaz y valiente" (1960) e "El capitán Mantarraya" (1969). Também trabalhou em novelas como "Lupita" (exibida no Brasil pelo SBT em 1985).
Conheceu Roberto Gómez Bolaños em um filme, onde eles trabalharam juntos.
Se fez mundialmente famoso trabalhando na série "El Chavo del Ocho" (nome original da série Chaves), onde interpretava o personagem Don Ramón (nome original do personagem Seu Madruga), com todo aquele seu carisma incomparável.


Ainda antes de participar do seriado Chaves, Ramón trabalhou em outras séries de Chespirito - sempre com atuações marcantes. Em "Los Supergenios de la Mesa Cuadrada", outra série criada por Chespirito, Ramón interpretou o personagem Don Juan Ramon Valdez.
Também teve participações marcantes no seriado Chapolin Colorado, onde interpretava, na maioria das vezes, os vilões da história. Alguns deles inesquecíveis, como é o caso dos personagens Tripa Seca, Racha Cuca e Pirata Alma Negra.
No ano de 1979, Ramón Valdez deixa o seriado Chaves para trabalhar com Carlos Villagrán, Quico, em um programa na Venezuela, que se chamou "Frederrico". O programas não teve grande êxito e, em 1981, ele volta a integrar o grupo de atores da série Chaves e, posteriormente, o programa “Chespirito”.


Em 9 de agosto de 1988, Ramón Gómez Valdez y Castillo veio a falecer, deixando aproximadamente dez filhos e milhões de fãs ao redor do mundo. A morte de Valdez se deve ao fumo em excesso, que ocasionou um câncer no pulmão, que se espalhou para o estômago, e veio a levar o inigualável Ramón Valdez a morte. Com certeza todos do elenco sentiram muito a perda do companheiro, mas talvez quem mais sofreu foi Angelines Fernández, a Dona Clotilde. No enterro, ela permaneceu cerca de duas horas de pé, junto ao caixão do saudoso Ramón. Os dois eram muito amigos. Em todo o velório, ela ficava andando de um lado para o outro e falando sozinha, como se estivesse conversando com Ramón.
Nos últimos anos de sua carreira, Valdez dedicou-se a viajar com seu circo por toda a República Mexicana.

Ramón era amigo de todos os atores do Chaves, e em uma entrevista, Carlos Villagrán, o Quico, disse:
"— Nós tínhamos uma amizade tão forte, uma cumplicidade que não se pode calcular. Éramos muito unidos, de tal forma que ninguém pode entender. Até hoje não parei para pensar na sua morte. Para mim seria o fim."

O ator Edgar Vivar (Seu Barriga), em todas as entrevistas que questionam ele sobre Ramón, ele não contém as lagrimas.
Contudo, possivelmente quem mais sofreu com a morte do ídolo Ramón Valdés foi sua inseparável amiga Angelines Fernández, a Dona Clotilde, que também já faleceu. Poucos sabem, mas Angelines e Ramón já se conheciam tempos antes dos programas de Chespirito, pois eram renomados atores do cinema mexicano dos anos 50 e 60. Aliás, foi Ramón quem apresentou a atriz a Chespirito. Ela estava interessada em integrar o elenco de Bolaños e foi falar com Ramón, perguntando se Chespirito não tinha algum papel para ela. Foi assim que ingressou nas séries de Chespirito e nunca mais saiu.


— A morte do Don Ramón foi uma tragédia para a minha família. Minha mãe nunca mais foi a mesma, entrou em depressão e morreu poucos anos depois – disse Paloma Fernández, filha única da atriz que ficou reconhecida mundialmente como a Bruxa do 71, em entrevista a uma revista venezuelana.
— Ela descuidou da saúde, passou a fumar ainda mais. Nunca aceitou a morte do Don Ramón. Eram muito ligados, se amavam muito – completa Paloma.

Mas o saudoso Seu Madruga sempre estará vivo em nossas memórias, pois apesar do Chaves ser um programa de humor, acredito que poucos artistas conseguem passar um carisma tão grande, ser tão genial.

E termino esse post com uma frase do personagem mais famoso de Don Ramón, e essa foi uma das frases mais bonitas ditas por ele:


Ex-detetive diz que Sean "Diddy" Combs mandou matar Tupac


O ex-detetive Greg Kading era o detetive que estava cuidando do caso do assassinato do rapper Tupac Shakur. E lançou um livro, chamado "Murder Rap", que trouxe revelações para muitas pessoas esperada, mas para outras um choque tremendo.

Em seu livro, que foi lançado em 4 de outubro, o ex-detetive de homicídios de Los Angeles, afirma que o departamento de polícia tem “diversas e extensas gravações e documentos contendo confissões de elementos chave por detrás do assassinato de Tupac Shakur”, incluindo o testemunho de dois informantes credíveis muito próximos da vitima.

De acordo com o "LA Weekly", Kading foi cortado do caso quando estava perto de desvendá-lo. Um informante contou para Kading que recebeu 1 milhão de dólares para matar Tupac e Suge Knight, e que Sean "Diddy" Combs encomendou o assassinato de Tupac em setembro de 1996.

Felizmente, o antigo detetive de homicídios conseguiu copiar todos os relatórios e confissões gravadas antes de sair do departamento. Numa desta confissões, a que o "LA Weekly" teve acesso, pode ouvir-se o testemunho de Duane "Keffe D" Keith Davis, um membro da gangue Crips, contando que lhe foi oferecido um milhão de dólares para matar Tupac e o diretor executivo da Death Row, Suge Knight.

Combs respondeu as alegações por email, afirmando, "Essa história é pura ficção e completamente ridícula.".

Agora vamos aguardar o desenrolar dessa história, que veio à tona novamente depois de 15 anos da morte de Tupac.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A Verdade Por Trás da Desocupação do Prédio da USP!




Tá vendo??
Bwa-ahahahahahahahhahaaaaaaaaaaaa!!!

Depois do SWU de ontem, quem acha que o Guns' n' Roses é a melhor banda pra encerrar um evento??

O título do post já diz tudo...
Quem assistiu o SWU de ontem pode muito bem concordar comigo!
Mas vamos por partes...

A banda Down do vocalista Phil Anselmo (ex-Pantera) trouxe o peso que todos queriam ontem, dia do Rock 'n' Roll. A banda parecia estar muito feliz de tocar no Brasil, e Phil foi muito carismático com o público, abraçando e carregando o show todo a bandeira do Brasil.  Repertório pesado, e bem acompanhado pela galera.

Phil Anselmo

Já o Stone Temple Pilots subiu ao palco à noite.
Desfilaram um belo setlist, desde "Between the Lines", de seu álbum mais recente, até "Plush", um hino nos anos 90. A banda parece estar no auge da forma, e o vocalista Scott Weiland, esbanjando energia como frontman, agradeceu o público: "vocês esperaram na chuva pra ouvir a gente. Muito obrigado.". Nem eles esperavam que o público cantaria junto. Um belo show.

Scott Weiland e Dean DeLeo se empolgaram.

No auge da forma, Weiland cantou os hits da banda sem perder o fio da meada.

Uma das atrações mais aguardadas era a banda Alice In Chains.
Como estaria o novo Line-up da banda com seu novo vocalista?
Muitos criticaram o vocalista William DuVall e a banda como "um cover de luxo", porém a banda se mostrou muito efetiva no que veio mostrar: tocou suas músicas novas, e clássicos da banda. O guitarrista Jerry Cantrell está tocando como nunca, a banda está numa sintonia incrível, e o vocalista William, além de ser muito carismático, cantou muitíssimo bem, tem uma ótima voz. Como ele disse, "a banda tem o seu passado, o que é ótimo, mas a banda segue pro futuro, não fica presa no passado.". De fato, o vocalista levou a banda pra um outro nível. Destaque para as músicas "Man In the Box" e "Would?". Ótimo show.

Jerry tocou pra cacete ontem!

Mesmo debaixo de chuva, William contagiou o público com sua atuação.

Mas o destaque, sem sombra de dúvida, foi o Faith No More.
A atração mais aguardada da noite (pra não dizer do festival), subiu ao palco e mostrou pra que veio.
O palco todo branco, todos os músicos de branco, e um Mike Patton com o capeta no corpo.
O vocalista é extremamente carismático com o público, interação nota 10, despencou porradas e hits história da banda. Show perfeito, inclusive com participação da galera, na música "King for a Day", com um coro de 70 mil pessoas gritando 'Porra! Caralho!', a pedido de Patton. 
"Epic", "The Gentle Art of Making Enemies", e mutios outros sucessos foram tocados. Show épico mesmo.

Mike Patton mandou muito bem...

... cantou muito bem...

... e fechou com chave de ouro o festival.

Isso nos leva a pensar: o Faith No More sim, foi uma banda pra fechar festival de música, com chuva e tudo mais. Já o Guns, depois do fiasco de Axl, deveria estar pensando em se aposentar enquanto é tempo.