terça-feira, 4 de dezembro de 2012

My Chemical Romance - The Black Parade


Pessoal, tenho que ser sincero: sempre curti bandas que pegam determinada ideia ou história, e baseiam um álbum todo nessa ideia ou história.
Tipo o genial David Bowie, na época do clássico "The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders from Mars", lançado em 1972. Nos próximos posts vou falar deste clássico atemporal.
Ou então como o disco mal compreendido do Lou Reed e Metallica, "Lulu" (já falei dele aqui).


No caso do disco deste post, é uma banda famosa, porém mal interpretada.
O My Chemical Romance, banda de New Jersey, formada em 2001, é geralmente rotulada como uma banda "Emocore", o que é erradíssimo. A influência é clara que contém elementos de Rock Alternativo, Post-Hardcore e Punk. E como o vocalista Gerard Way já afirmou, eles se inspiram em filmes, geralmente de terror, para compor seus discos, e disse odiar o estilo "Emocore".

Já lançaram 4 discos: "I Brought You My Bullets, You Brought Me Your Love", de 2002, "Three Cheers for Sweet Revenge", de 2004, "The Black Parade", de 2006 e "Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys", de 2010.
Todos eles são baseados em determinadas histórias, mas no caso deste post, é sobre o álbum de 2006, "The Black Parade", que vou falar.

Variáveis da capa: a capa clara foi lançada aqui no Brasil.

Em entrevistas, Gerard Way contou que se inspiraram nos seguintes álbuns como influências: "A Night at the Opera" de Queen, "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" de The Beatles, "The Wall" de Pink Floyd e "Mellon Collie and the Infinite Sadness" de The Smashing Pumpkins. Claramente, álbuns clássicos, altamente trabalhados, e no caso do disco do The Smashing Pumpkins, sombrio.

A banda My Chemical Romance.

O disco conta a história de um paciente que está morrendo de câncer no hospital.
O paciente começa a se lembrar de todas as coisas em sua vida, desde quando era criança, quando seu pai o levou para ver um desfile. Então ele começa a se recordar das coisas que fez, a conversar com as pessoas próximas à ele, até ter visões de morte, com a chegada da 'parada negra'.

A idéia da 'Parada Negra' é muito bem
bolada: o topo do post tem a imagem da parada completa,
que é a arte do encarte do disco.

O disco conta os dramas e medos do paciente, de sua doença, de suas crenças e do medo de ir para o inferno. É realmente uma história tortuosa, porém muito bem elaborada, que prende quem está ouvindo. Segue a tracklist do disco:

1 - The End
2 - Dead!
3 - This is How I Disappear
4 - The Sharpest Lives
5 - Welcome to the Black Parade
6 - I Don't Love You
7 - House of Wolves
8 - Cancer
9 - Mama
10 - Sleep
11 - Teenagers
12 - Disenchanted
13 - Famous Last Words
14 - Blood" (faixa escondida)

Indico quem quiser adquirir o álbum, que ouçam e acompanhem com as letras, para um melhor entendimento. E é estranho, porém vou falar disso: o disco foi gravado no estúdio Canfield-Moreno Estate, em Silver Lake, Los Angeles. Também conhecido como Paramour Mansion, é conhecida como uma mansão extremamente mal-assombrada.

A Paramour Mansion, imponente... e assombrada.

Não tenho muita certeza, mas os próprios membros da banda contam quem aconteciam muitas coisas obscuras dentro da mansão durante a gravação do disco, como o vocalista Gerard Way acordar a noite e sentir que tinha alguém (ou alguma coisa) apertando sua garganta, e daí nasceu a música "Sleep".

A banda em frente à mansão: pesadelos e fatos inexplicáveis.

O irmão de Gerard, Mike Way, entrou em depressão, e os membros da banda decidiram retirá-lo da mansão. Fora as torneiras que se abriam sozinhas, nos banheiros, e uma pintura de um anjo que havia acima da lareira. E a parte inferior da pintura estava escondida, e os membros da banda moveram o quadro para ver a pintura inteira, revelando que havia um demônio na arte, abaixo do anjo. Claro que o ambiente da mansão se deixou transparecer na sonoridade do disco, conscientemente ou não.

Enfim, é um ótimo disco, é denso, muito bem trabalhado e acredito ser o melhor trabalho do My Chemical Romance. Ouçam o álbum e se deixem levar pela 'Parada Negra'!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Os Piores Sites da Internet


É incrível o que as pessoas fazem na internet...
Imagina cada bobeira que encontramos por aí...
Eu sei que tem muita coisa, muito mais sites, mas vou postar os 5 piores que encontrei, é um pior que o outro, e alguns não tem serventia pra nada (nenhum deles, na verdade)...



Parece que o rapaz quer encontrar uma namorada...
E ainda avisa: "se você quiser ser minha namorada, não me chute após eu gostar de você..."
Falar o quê??




É simplesmente uma webcam filmando uma parede em tempo real...




É meio conhecido este site, mas achei bacana que tiveram coragem e mantiveram o nome!




Fã da Xuxa, tem um "programa" no site.
É pra acabar mesmo...




Esse é famoso! 

Tá achando que é mentira? Cliquem nos nomes dos sites e vejam vocês mesmos!!

JCVD - Van Damme Surpreende!!


Galera, vou começar este post assim...
Sou fã de filmes mais antigos, principalmente os de porrada.
Tipo aqueles filmes, que um cara sozinho entrava na briga, quebrava mais de 100 na porrada, ou entrava numa guerra com um revólver e com duas balas acabava com a porcaria toda.



Um dos atores que sempre gostei foi o Jean-Claude Van Damme (cujo nome verdadeiro é Jean-Claude Camille François Van Varenberg). Muita gente dizia 'pô, ele não luta, só fez balé...', mas não é bem isso, já que ele realmente luta Kickboxing, Karatê Shotokan, Muay Thai, e Taekwondo.
Junto com a "velha guarda" dos filmes de ação (que estão no filme "Os Mercenários") fez a infância e adolescência de muita gente feliz.

Claro, o tempo passa pra todo mundo. E passou pra todos esses atores, e Van Damme não foi excessão. Após vários filmes de sucesso, caiu no limbo do que chamam de Filmes B, com baixo orçamento e roteiro não tão bom.
E claro que a fama traz seus problemas. Van Damme se envolveu com bebidas, drogas e mulheres.

Capa nacional do filme.

E nesse filme em questão, lançado em 2008, "JCVD" é um filme que mistura ficção e realidade. Dirigido por Mabrouk El Mechri, o filme teve de ser escrito duas vezes, já que retratava Van Damme de uma forma mais satírica, e quase metade do filme foi improvisado. Pensando assim, imaginava-se um outro Filme B, certo?

É aí que muita gente se engana.
Van Damme interpreta ele mesmo, voltando para sua terra natal, a Bélgica, para encontrar a tão preciosa paz que estava precisando. Já logo no começo, na gravação de um outro filme, ele revela que já não tem o mesmo pique para encenar cenas tão longas de ação.
No decorrer da hitória, são retratadas cenas de seus problemas pessoais, como perder a guarda da filha e os filmes fracos que é chamado para atuar.

Uma das cenas do filme.

E quando chega na Bélgica, é mostrado um Van Damme que precisa de dinheiro para pagar advogados, e quando está na agência do correio, ocorre um assalto. E o pior é que a polícia pensa que ele é o assaltante. É uma situação engraçada, já que ele é procurado pela polícia e exaltado pela população que cerca a agência em questão.

E em uma dessas cenas, ocorre algo inuzitado: um monólogo, em tom de desabafo.
Somente Van Damme e a câmera, conversando. Uma verdadeira confissão, falando sobre o início da carreira, a fama alcançada à duras penas e seus problemas com drogas, que diga-se de passagem, foi a parte mais tocante, já que ele diz: "ninguém imaginava que o Grande Dragão Branco, o Tigre Enjaulado, era viciado em cocaína...".

Cena do monólgo: ninguém imaginaria Van Damme assim!

O que eu achei mais legal, é que mostra não o personagem Van Damme, mas sim o homem Van Varenberg, que é mais que socos e chutes, mais que filmes de ação, e que como todo homem, tem um ponto de ruptura.

Sua performance em "JCVD" foi a 2ª melhor performance do ano de 2008, perdendo apenas para Heath Ledger no papel do Coringa em The Dark Knight.

O filme "JCVD" pode não ter sido o filme de ação do ano, mas não existe retrato mais sincero, mais limpo e mais interessante que este sobre Van Damme. Recomendadíssimo!!


Rocco DeLuca & The Burden - I Trust You To Kill Me


Rocco DeLuca and The Burden é uma banda californiana formada aproximadamente em 2005. Aqui no Brasil, pouquíssimas pessoas conhecem essa banda, já que o álbum em questão não foi (e nem será) lançado aqui no nosso país, já que geralmente discos independentes ou desta vertente de Rock são pouco conhecidos (por aqui, lógico).

Rocco DeLuca.

O 1º disco da banda, chamado "I Trust You To Kill Me" (cara, é um belo título), lançado em 2006, com inflências de Indie Rock e Rock Alternativo, chamou a atenção do público. Com músicas variadas, desde baladas até sons mais vicerais, o estilo da banda é carismático demais. 

Capa do 1º disco da banda.

Contando com Rocco DeLuca nos vocais e dobro (é um violão com uma sonoridade mais aberta), Dave Beste no baixo, Ryan Carmen na bateria e Greg Velasques na percussão, despertou a curiosidade da gravadora independente Ironworks. E um dos donos da Ironworks é ninguém menos que Kiefer Sutherland (é, o Jack do seriado 24 horas).
Sutherland recebeu a ligação do sócio, que estava vendo a banda tocando num pequeno clube, dizendo que "conheceu um cara que tocava o dobro igual a um demônio". Kiefer ficou tão encantado com a banda, que além de gravar o álbum da banda, resolveu ser o agente para uma pequena turnê pela Europa.

A turnê foi gravada, dando origem ao documentário "I Trust You To Kill Me" (mesmo nome do disco), e mostra a banda e seu agente perdidos em pequenos pubs na Europa, passando por Inglaterra e Irlanda (aqui, na virada do ano).

Documentário da turnê européia.

O canal de música VH1 ajudou a divulgar tanto o disco como o documentário, sob a descrição de "os ecos de Neil Young, Robert Plant, Jeff Buckley e Pearl Jam misturados em uma coisa única...".

Músicas como "I Trust You To Kill Me" (que infelizmente não saiu no disco), as baladas "Gift" e "Colorful", a levada marcante de "Swing Low", e a violência de "Soul", tornam esse disco essencial para que curte Indie/ Alternativo. Confiram abaixo um dos clipes do disco, da música "Swing Low"!


Jimmy Page - Outrider


Aproveitando a febre do lançamento tão aguardado de "Celebration Day" do Led Zeppelin (falei dele aqui), vamos falar do 1º (e único, diga-se de passagem) disco solo do guitarrista Jimmy Page.
O álbum "Outrider", lançado em 19 de junho de 1988, conta com músicas fortemente calcadas no Blues, claro que com o toque genial de Page.

Uma das imagens internas do álbum.

Na realidade, era para ser dois discos, lançados com um intervalo de tempo.
Porém, a casa de Page foi assaltada, e entre os itens roubados, estavam as demo tapes do que seria o 2º disco.

Page levou a sério seu disco solo, sem firulas e sem enfeitar muito, partindo da inspiração do Blues ao Rock básico, claramente com influências do Led Zeppelin.
A crítica pegou um pouco no pé, devido o disco contar com 3 vocalistas: o amigo de longa data Robert Plant e os blueseiros John Miles e Chris Farlowe.
É também neste disco que tocaram e gravaram pela 1ª vez com Jason Bonham, filho do finado baterista do Led Zeppelin, John.

Capa do álbum "Outrider", de 1988.

E o álbum conta com três instrumentais, mostrando toda a qualidade de Page como guitarrista, e que não se perdeu após o fim de sua antiga banda.

Pra quem curte o Led Zeppelin, é um prato cheio. E pra quem gostaria de conhecer o trabalho de Page pós-Zeppelin, essa é uma ótima oportunidade! Pra encontrar o disco original, só importando mesmo, já que nem foi lançado aqui.

Segue a tracklist:

1 - Wasting My Time
2 - Wanna Make Love
3 - Writes of Winter
4 - The Only One
5 - Liquid Mercury (Instrumental)
6 - Hummingbird
7 - Emerald Eyes (Instrumental)
8 - Prison Blues
9 - Blues Anthem (If I Cannot Have Your Love...)

sábado, 1 de dezembro de 2012

God of War - O Livro

A franquia God of War é sucesso absoluto nos consoles.
Produzido pela Sony, se tornou um certo divisor de águas nos games de aventura.
E chegou às livrarias, no dia 23 de Novembro de 2012, o livro baseado no 1º game da série.

Conta com maior riqueza de detalhes alguns fatos do game, como o que levou Atena desejar que Kratos derrube o deus da guerra, Ares. Desde batalhas contra a Hidra, os pesadelos com relação ao passado do espartano, tudo isso está lá.

Escrito por Matthew Stover e Robert Vardeman, contando com 384 páginas, é uma leitura extremamente agradável, ainda mais pra quem é fã da série.
Pra quem não é, conta várias coisas com relação à mitologia grega, tornando o livro igualmente interessante.



Uma boa pedida para se ler no fim de semana, e recomendo que seja lido antes do fim do mundo!!

domingo, 18 de novembro de 2012

Game Retrô - Dead Dance - SNES


Depois do lançamento de Street Fighter, ocorreu um BOOM de games de luta, desde os arcades até os consoles caseiros. Acredito que o Super Nintendo foi um dos mais agraciados com fighting games, um bem toscos, outros mais interessantes.


Exemplo disso é o game "Dead Dance" que foi lançado no Japão em 1993, e depois, nos Estados Unidos (optei por falar da versão japonesa, pois foi lançada 1º, não teve censura e não teve alterações).

Capa japonesa e capa americana: até o nome
do game os americanos trocaram...

A história do game: após a guerra que encerrou todas as guerras, no ano de 2151, pra se conquistar respeito tinha que ser na base da porrada. Um cara chamado Jado (Jade nos EUA), que possui uma armadura roxa poderosa, se denominou o 'Rei dos Reis', e controla tudo com mão de ferro do alto de sua torre.

Nem vou falar que o game é difícil paca...

Com mais alguns aliados, dominam tudo no que sobrou da Terra.
É aí que chegam quatro guerreiros, dos quatro últimos grandes estados que sobraram, pra resolver essa situação no tapa, e dar fim ao império maligno do Jado.
Ou seja, você começa jogando pra fora da torre, contra os outros personagens jogáveis, e depois começa a subir a torre, contra os chefes.

Os personagens são:


Os chefes são:


A história era meio batida, mas o game conta com algumas coisas interessantes:

- Existem três modos de jogo: Story, versus computador e versus 2º jogador.



- Você começa com seus golpes especiais normais, mas evolui naturalmente, exemplo de Syoh, que no começo sua magia é minúscula, e da metade pro final, parece um dragão de energia.

- Quando os lutadores começam a apanhar muito, aparece o sangue na cara deles, do tipo que foi malhado muito. Essa foi uma sacada legal, porque dá impressão que se for seu personagem que tá com sangue na fachada, imagina-se que a vitória foi difícil.

Mesmo ganhando, contra esse sempre
tem sangue na cara!!

Os 4 personagens tem finais prórpios, mas só no modo normal ou hard.
É meio antiquado nos dias de hoje, mas vale a pena dar uma conferida, pois é mais um game das origens dos fighting games que estão por aí hoje.