segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Álbuns de Rap Nacional Que Marcaram Época!

Como eu sempre falo sobre música aqui, seria até um disparate não falar sobre o Hip Hop.
O Hip Hop aqui no Brasil estourou mesmo na década de 90, onde surgiram muitos grupos e bandas, mas com algumas diferenças do Rap americano: até determinada época, o Rap gringo fez muitas criticas sociais, mas com o passar do tempo, se tornou meio que um maneira para mostrar ostentação, dinheiro, carros, mulheres...
Aqui no Brasil, o Rap continuou como crítica social, porém, as pessoas marginalizam muito esse tipo de som. Os governantes até pediram prisão de integrantes de certos grupos, incluindo a proibição de shows e boicote de suas músicas.
E uma coisa interessante: por mais que muitas pessoas queiram negar, o Punk Rock nacional e o Rap estão muito interligados, pois surgiram da periferia, e como uma maneira de protesto.

Agora, segue apenas alguns dos discos que fizeram sucesso nos anos 90, e hoje são considerados clássicos. Eu tenho a honra de dizer que, mesmo sendo roqueiro, adoro Rap nacional, e tive a oportunidade de ver esses grupos ao vivo.




Artista: MV Bill
Álbum: Traficando Informação
Ano: 1999

Diziam nessa época, que o rap era paulista e o funk era carioca. Foi no meio desse impasse que surgiu MV Bill, um rapper carioca. Esse foi seu primeiro disco, com músicas que contam a realidade do bairro em que mora, a Cidade de Deus.
Em 2000, o rapper lançou o videoclipe de "Soldado do Morro", onde retrata o trabalho dos traficantes no bairro. Foi acusado de apologia ao crime por usar um fuzil em todo o videoclipe e recebeu represálias negativas de algumas personalidades da música. Em contraponto, Caetano Veloso, Djavan e Gilberto Gil se posicionaram a favor de Bill. O videoclipe foi premiado no Prêmio Hutúz - o maior do gênero na América Latina - como "Melhor Videoclipe do Ano" e no tradicional Video Music Brasil 2001, da MTV, como "Melhor Videoclipe de Rap".
Destaque para as faixas "Soldado do Morro", "Traficando Informação", "A Noite" e "Marquinhos Cabeção".




Grupo: Racionais MC's
Álbum: Sobrevivendo no Inferno
Ano: 1997


No final de 1997, os Racionais MC's lançaram "Sobrevivendo no Inferno", quarto disco de estúdio. O álbum alcançou a marca de 1.500.000 de cópias vendidas, apesar de ter sido lançado por uma gravadora independente.
Uma novidade neste álbum é a presença de textos bíblicos, como nas canções "Genesis" e "Capítulo 4, Versículo 3" (ambas de Mano Brown). Mas a força do álbum advém mais uma vez do impacto das letras que discutem temas ligados a desigualdades sociais, miséria e racismo. Os grandes sucessos foram "Diário de um Detento" (baseado no diário do preso Jocenir, ex-detento da Presídio do Carandiru), "Fórmula Mágica da Paz" e "Mágico de Oz" (de Edy Rock). O grupo ainda fez uma homenagem ao cantor Jorge Ben-Jor, ao regravar "Jorge de Capadócia". Os arranjos musicais são simples, com uma bateria básica e alguma melodia nos teclados.
O LP foi eleito em uma lista da versão brasilieira da revista Rolling Stone como o décimo quarto melhor disco brasileiro de todos os tempos.





Grupo: Consciência Humana
Álbum: Enxergue seus Próprios Erros
Ano: 1993


Consciência Humana foi formado na cidade de São Paulo, mais especificamente em São Mateus no ano de 1990. É conhecido por suas letras contundentes e de grande conteúdo.
Este foi o seu primeiro álbum, e fez um grande sucesso.
Destaque para "Rajada", "Tá na Hora" e "Sangue B".




Grupo: Sistema Negro
Álbum: A Jogada Final
Ano: 1997

Sistema Negro é um grupo brasileiro de rap formado em Campinas, interior paulista. Começou suas atividades em 1994 com Kid Nice, Doctor X, Eazy Down e Master Jay nas pickups.
O disco em questão fez um enorme sucesso, e os destaques deste disco são as faixas "Livro da Vida", que na época era tocada nos seus shows, "Não Seja o Próximo a Morrer", e "Verão na V.R." que fala sobre o dia-a-dia na Vila Rica, periferia de Campinas.



Grupo: Pavilhão 9
Álbum: Procurados Vivos ou Mortos
Ano: 1994

Pavilhão 9 foi formado no bairro do Grajaú, em 1990. O nome foi retirado de um dos pavilhões (o mais famoso) do presídio do Carandiru.
Devido a polêmica de suas músicas, que criticam muito a polícia, policiais acabaram descobrindo o telefone da gravadora e passaram a ameaçar os integrantes da banda. Por questões de segurança, os integrantes do grupo passaram a apresentar-se escondendo o rosto por trás de gorros, máscaras de jogador de hóquei e pinturas. Este álbum tem como destaque as faixas "Luto", "Chacina" e "Apaga o Baseado".







Grupo: Face da Morte
Álbum: Quadrilha da Morte
Ano: 1998

Face da Morte é um grupo de rap e hip hop brasileiro criado em 1995, na cidade de Hortolândia, interior de São Paulo.
O grupo é formado por três integrantes: Aliado G (vocal), Mano ED (vocal) e Viola (DJ), onde o último é responsável por toda a parte musical dos shows, com mixagens, colagens e screcths ao vivo.
Em 1998 foi lançado o álbum "Quadrilha da Morte" onde se destacaram as faixas: "O Crime", "A Carta" e "A Vingança" que se manteve por 200 dias entre as 10 mais da 105,1 FM (Rádio de SP).
As músicas "Carruagem da Morte" e "Quatro Manos", que se revezaram por 60 dias em 1º lugar na parada do programa MISTER RAP (rede CBS). A vendagem ultrapassou a marca de 30.000 cópias (Totalmente Independente).




Artista: Xis
Álbum: Seja Como For
Ano: 2000

Xis é residente de Itaquera, em São Paulo. Em 2000, lançou seu primeiro CD: Seja Como For, inicialmente pela gravadora 4P (que significa "Poder Para o Povo Preto"), a qual Xis criou em parceria com KL Jay, do grupo Racionais MC's. Com o sucesso crescente da música "Us Mano e As Mina", recebeu da gravadora Trama um contrato de distribuição do disco. Além do contrato, a música rendeu a Xis o prêmio de "Melhor Videoclipe de Rap" no Video Music Brasil daquele ano.
Destaque para "Bem Pior", "Paranóia Delirante" e "Só por Você".




Grupo: Cirurgia Moral
Álbum: A Minha Parte Eu Faço
Ano: 1995

Cirurgia Moral é um grupo de rap com origem em Brasília, Distrito Federal, iniciou suas atividades em 1993.
Em 1995, o grupo contou com a participação de DJ Jamaika, ex-Câmbio Negro, para produzir o álbum intitulado "A Minha Parte eu Faço", que foi feito apenas por Rei e o DJ W. As músicas que obtiveram maior sucesso foram "A Minha Parte Eu Faço", "Gospel Gangsta" e "Falsa Malandragem", que ajudaram a venda a girar em torno das 12 mil cópias.





Artista: Vários
Álbum:Brazil 1: Escadinha - Fazendo Justiça com as Próprias Mãos
Ano: 2000

Brazil 1: Escadinha Fazendo Justiça com as Próprias Mãos é uma coletânea de rap lançada em 27 de junho de 2000. Leva o nome de Escadinha, ex-traficante conhecido no Rio de Janeiro que começou a escrever rap, e foi morto em 2004. Há de acrescentar-se que dez músicas foram compostas por ele.

Participam desse disco:
X do Câmbio Negro
MV Bill
Xis
GOG
Racionais MC's
Dina Di do Visão de Rua
Linha de Frente
Consciência Humana
Guerrilha Urbana
A-Man
Thaíde & DJ Hum



Eu sei que muita gente não curte, mas o Rap faz parte da história musical do país.
E fica aqui o registro que vale a pena ouvir e prestar atenção na mesnsagem!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Imagens Lokas!!












Bruce Lee - O Verdadeiro Artista Marcial

Antes de mais nada, tenho que ressaltar que sou um grande fã de Bruce Lee, que o considero  um ícone do século 20. Todos conhecem Lee por seu físico absurdamente treinado e por suas atuações em filmes de artes marciais.
Mas o que muita gente não sabe é que Bruce Lee foi um grande pensador, e enquanto ensinava artes marciais, ele instruía seus alunos a serem livres pensadores também.





Nascido Lee Jun-fan, em 27 de novembro de 1940, nasceu em São Francisco mas cresceu em Hong Kong até sua adolescência. Voltou para os EUA com 18 anos para reivindicar sua cidadania americana e receber sua educação suoerior.

Desde cedo Bruce Lee treinava Tai Chi com seu pai e também aprendeu Wing Chun dos 13 aos 18 anos com o famoso mestre Yip Man, no qual foi apresentado ao estilo pelo seu amigo William Cheung em 1954. Anos mais tarde, o próprio William Cheung disse que Bruce Lee evoluiu muito rápido no Wing Chun, ultrapassando em pouco tempo a habilidade de muitos alunos mais antigos. Bruce tinha uma facilidade acima do comum para aprender e executar os movimentos ensinados pelo seu mestre. Como em muitas das escolas de artes marciais na época, os alunos eram ensinados por outros alunos mais graduados. Mas Yip Man começou a treinar Lee em particular após alguns alunos se recusarem a treiná-lo, pelo fato de que sua mãe não era totalmente chinesa (o avô materno de Bruce era alemão e sua avó Chinesa) e a maioria dos chineses naquele tempo recusavam-se a ensinar artes marciais aos ocidentais e aos mestiços. Com isso, Bruce se beneficiou em ter os ensinamentos do mestre Yip, em particular.

Bruce Lee e Chuck Norris



Após a guerra, Hong Kong era um lugar difícil de se crescer. Havia diversas gangues pelas ruas da cidade e Lee foi muitas vezes forçado a lutar contra elas. Mas Bruce gostava de desafios um contra um e por diversas vezes enfrentou membros dessas gangues. Mesmo com o pedido de seus pais para que ele se afastasse desse cotidiano, pouco adiantou. Devido aos desafios que Bruce venceu, as confusões vinham naturalmente até ele.

Aos 18 anos de idade, Bruce Lee foi para os Estados Unidos, com 100 dólares no bolso e 2 títulos de campeão de Boxe de 1957 e 1958 de Hong Kong. Depois de viver em São Francisco por vários meses, ele se mudou para Seattle no outono de 1959, para continuar seus estudos e trabalhou para Ruby Chow como garçom e lavador de pratos em seu restaurante.

Em março de 1961, matriculou-se na Universidade de Washington e estudou filosofia. Também estudou teatro e psicologia. Foi na Universidade de Washington que conheceu sua futura esposa, Linda Emery, com quem se casaria em agosto de 1964.
Bruce teve dois filhos com Linda, Brandon Lee e Shannon Lee.

Bruce e Linda

Bruce e Brandon

Lee começou a ensinar artes marciais nos Estados Unidos em 1959. Ele dava aulas de Jun Fan Kung Fu (literalmente Kung Fu de Bruce Lee). Foi basicamente as técnicas do Wing Chun, com algumas ideias de Lee. Ensinou diversos amigos que se reuniam em Seattle, começando pelo lutador de Judô Jesse Glover, que mais tarde se tornaria seu primeiro instrutor assistente. Lee abriu a sua primeira escola de artes marciais, com o nome de Lee Jun Fan Gung Fu Institute, em Seattle.

O Jeet Kune Do se originou em 1965 em uma luta controversa com Wong Jack Man, que era contra a ideia de Lee em ensinar artes marciais a não-orientais. Após cerca de três minutos de combate (alguns dizem 20 - 25 min), Wong Jack Man foi derrotado. Lee concluiu que a luta durou tempo demais e que não tinha demonstrado todo seu potencial usando as técnicas do Wing Chun. Considerou que as técnicas tradicionais de artes marciais eram muito rígidas e formalistas para serem usadas em situações de violência nas ruas. Lee decidiu desenvolver um sistema com ênfase na "praticidade, flexibilidade, rapidez e eficiência". Começou a usar métodos diferentes de treinamento, como treinamento de peso para a força, corrida de resistência, alongamento para a flexibilidade, e muitos outros que foi adaptando periodicamente.
Emblema do "Jeet Kune Do" marca registada da Bruce Lee Estate. Os caracteres chineses em volta significam "Usando de forma alguma como uma forma" e "Nenhuma limitação como limitação". As setas representam a interação constante entre yang e yin.

Lee enfatizou o que chamou de "o estilo sem estilo". Este consistia em livrar-se da abordagem formalizada e Lee alegou que era uma mistura de estilos tradicionais. Lee sentiu que o sistema que no momento chama-se Jun Fan Gung Fu ainda era bastante restritivo e, finalmente, evoluiu para Jeet Kune Do ou o Caminho do punho interceptor.



Antes de fundar o Jeet Kune Do, os estilos do luta praticados por Bruce Lee foram:

    Wing Chun
    Choy Lay Fut
    Boxe
    Esgrima
    Judô
    Tang lang quan (do sul)
    Jiu Jitsu
    Hsing-I Chuan
    Taekwondo
    Wrestling

A convite de Ed Parker, Lee apareceu em 1964 no Long Beach International Karate Championships para apresentações de suas flexões sobre os dedos (usando o polegar e o dedo indicador). No mesmo evento em Long Beach, também apresentou o famoso "soco de uma polegada".

Seu voluntário para a demonstração do soco foi Bob Baker de Stockton, Califórnia. "Eu disse a Bruce que não faria esse tipo de demonstração de novo", lembrou. "Quando ele me deu um soco da última vez, eu tive que ficar em casa sem trabalhar, porque a dor no peito era insuportável."

O lendário "soco de uma polegada".


Foi em 1964 em um campeonato onde Lee conheceu o mestre de taekwondo, Jhoon Rhee. Os dois desenvolveram uma amizade - uma relação em que ambos se beneficiaram como artistas marciais. Jhoon Rhee ensinou seu chute lateral a Lee, e em retribuição Lee o ensinou o seu "soco não-telegráfico".

Lee também apareceu em 1967, no Long Beach International Karate Championships e realizou diversas apresentações, incluindo o famoso soco "imparável" contra o campeão mundial de karatê, Vic Moore. Lee disse que ia dar um soco em seu rosto, e tudo o que Moore tinha que fazer era tentar bloqueá-lo. Lee deu alguns passos para trás e perguntou se Moore estava pronto, Moore faz sinal positivo com a cabeça, Lee então deu um soco em linha reta diretamente para o rosto de Moore, e parou antes do impacto. Em oito tentativas, Moore não conseguiu bloquear qualquer dos socos.

Em 10 de Maio de 1973, Lee desmaiou no estúdio Golden Harvest, enquanto fazia o trabalho de dublagem para o filme Operação Dragão. Ele sofreu convulsões e dores de cabeça e foi imediatamente levado para um hospital de Hong Kong, onde os médicos diagnosticaram edema cerebral. Eles foram capazes de reduzir o inchaço com a administração de manitol. Esses mesmos sintomas que ocorreram em seu primeiro colapso depois foram repetidos no dia da sua morte.

Em 20 de julho de 1973, Lee foi a Hong Kong, para um jantar com o ex-James Bond George Lazenby, com quem pretendia fazer um filme. Segundo sua esposa, Linda Lee, Lee encontrou o produtor Raymond Chow às 2 da tarde em casa, para discutir a realização do filme Jogo da Morte. Eles trabalharam até as 4 da tarde e depois dirigiram juntos para a casa da colega Lee Betty Ting, uma atriz de Taiwan. Os três passaram o script em casa e, em seguida Chow se retirou.

Mais tarde, Lee se queixou de uma dor de cabeça, e Ting deu-lhe um analgésico, Equagesic, que incluía aspirina e um relaxante muscular. Cerca de 7:30 da noite, foi se deitar para dormir. Quando Lee não apareceu para jantar, Chow chegou ao apartamento, mas não viu Lee acordado. Um médico foi chamado, que passou dez minutos tentando reanimá-lo antes de enviá-lo de ambulância ao hospital. Lee foi dado como morto no momento em que chegou ao hospital.

Devido a seu status de mito, começaram a circular teorias de que ele havia sido envenenado pelas Tríades, enquanto outros acreditavam que um cabal secreto de mestres de artes marciais matou Lee por ter revelado muitos segredos aos não-orientais, Lee dizia que através da artes marciais a cultura oriental teria a chance de ser respeitada e reconhecida.
Houve ainda rumores de uma maldição hereditária sobre a família Lee, que afetou mais um membro em 1993, quando o seu filho, Brandon Lee, foi morto em um acidente estranho durante as filmagens do filme O Corvo.
A explicação oficial é que Bruce Lee teve uma reação adversa aos remédios que havia tomado para a sua dor de cabeça, o que causou um edema cerebral, matando o ator.

Destaque para seu filme "Enter the Dragon" (Operação Dragão, no Brasil).


Lee é um ex-monge Shaolin contatado por uma organização secreta para aceitar participar de um Torneio de Artes Marciais patrocinado pelo misterioso Han. Dentre os competidores estão lutadores do mundo todo, incluindo o playboy e jogador Roper e o afroamericano Willians, ativista dos movimentos negros anti-racistas. A missão de Lee é encontrar uma agente chinesa infiltrada e desbaratar a organização criminosa de Han. Este é um traficante internacional de heroína e ópio e mora em uma ilha fortemente guardada, onde vive como um rei em um grande palácio.


Uma das citações de Lee durante uma de suas aulas:

Um professor nunca é um doador da verdade; é um guia, um indicador da verdade que cada estudante deve encontrar por si mesmo. Um bom professor é apenas um catalisador.

Sem sombra de dúvida, Bruce Lee ensinava muito mais do que bater nas pessoas: ensinava a todos como se tornar seres humano melhores.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Everlast, House of Pain e La Coka Nostra

Seria muito difícil (ou impossível) falar separadamente de House of Pain, La Coka Nostra e Everlast, já que todos estão muito interligados. Espero que curtam!

Everlast, o "hip-hop-blues-rock' man.


Everlast (cujo nome verdadeiro é Erick Schrody), havia lançado um álbum em 1990, chamado "Forever Everlasting", com ajuda de Ice t, mas foi um fracasso.
Foi quando se juntou com DJ Lethal (que conhecemos no seu trabalho como DJ do Limp Bizkit) e um camarada de escola, Danny Boy Connors. Formou-se o House of Pain.
Formado em 1992, foi o grupo pioneiro por dois motivos: por ser só formado por brancos, algo meio fora do padrão da época, e por ser um dos primeiros a fazer um Hip-Hop mais pesado, tanto nas batidas ou pelas letras, já que eram brancos (acreditem, isso na época era o cúmulo) e serem descendentes de irlandeses, que os americanos odeiam.
O 1º disco, chamado de "House of Pain", foi um sucesso, com os hits "Jump Around", "Top o' the Morning to Ya" e "Shamrocks and Shenanigans".

Capa do 1º disco do House of Pain.

Após lançarem três discos, Everlast se separou do grupo para continuar como artista solo.
Agora mais experiente, juntou com o Hip-Hop uma séria influência de Blues e Rock para as gravações de seu recomeço.
Destaque para os discos "Whitey Ford Sings the Blues", de 1998 (que no final das gravações, Everlast sofreu um ataque cardíaco), com destaque para as faixas "Ends" e "What It's Like".

Capa de "Whitey Ford Sing the Blues".

O álbum "Eat at Whitey's", de 2000, teve participação do mestre da guitarra Carlos Santana, e Everlast calcou ainda mais o violão e as guitarras em seus trabalhos. Destaque neste álbum para as faixas "Black Jesus", "Black Coffee" e "Babylon Feeling" com Santana.

Capa de "Eat at Whitey's".

"White Trash Beautiful", de 2004, está mais para um Blues com pegadas de guitarra.
É um disco mais compenetrado, comportado. Porém, de excelente audição.
Destaque "White Trash Beautiful", "Sleepin' Alone" e "Sad Girl".

Capa de "White Trash Beautiful".


La Coka Nostra é formado pelos membros originais do House of Pain (Everlast, Danny Boy e DJ Lethal), junto com Ill Bill (ex-Non Phixion) e Slaine (membro do Special Teamz). O 1º disco dos caras saiu em 2009, e se chama "A Brand You Can Trust".
O disco é muito pesado, o som pode ser chamado, fácil, de Hardcore Hip-Hop, pois vão desde as batidas de rap, com o peso de guitarras. O disco chega até ser obscuro.
As letras são muito agressivas, e algumas faixas são mais lentas, porém não menos pesadas. Everlast trouxe grande influência de sua carreira solo, de sons de guitarra até umas pegadas mais líricas.
O disco tem muitas referências às drogas e guerras, os caras ilustram imagens sombrias, crônicas políticas e sociais dignas daqueles que curtem teorias de conspiração. É um excelente trampo dos caras.
Destaque para "Bloody Sunday", "The Stain" e "Cousin of Death".

Capa do disco do La Coka Nostra.

Everlast ao vivo com o La Coka Nostra.

Eu indico qualquer um desses discos acima citados. São muito bons, vale realmente a pena, pois eu disse anteriormente, música boa é pra ser disseminada!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Vídeo Sinistro

Olha só galera...
Essa história e muito recente, é do fim do mês de novembro!
É meio obscura, mas acompanhem...

"25/11/11 23:38 PM

Meu nome é Nick Glade. Eu sou um adolescente normal, eu moro em uma casa normal. Eu não tenho um monte de amigos, eu realmente não tenho nenhum.
Eu costumo passar todos os meus dias no computador. Eu tenho um Facebook e Twitter, como qualquer outra pessoa. Eu também tenho uma conta no YouTube, e é aí que toda essa confusão começou. Eu nunca dei minha senha pra ninguém, e eu nunca vou dar.

Eu continuo recebendo essas mensagens na minha conta dizendo: "Você se esqueceu." Eu tenho descartado essas mensagens como spam. Mas por dentro eu realmente me sinto desconfortável com essas mensagens.

Bem, um dia eu acessei o YouTube para assistir alguns vídeos, porque eu estava simplesmente entediado. Meu computador de repente se reiniciou. Eu pensei que era um vírus. Mas quando voltou para o desktop normalmente, parecia que nada estava errado. Então fui ao YouTube novamente e assisti a vídeos por cerca de uma hora ou mais.

Voltei para a tela inicial do YouTube e eu tinha uma mensagem, na esperança de que não era aquele spammer. Eu simplesmente dei uma olhada na minha mensagem ... e foi um comentário em um vídeo, ele disse "WTF" em ... um vídeo! 
Eu não tinha nenhum vídeo, porque eu só abri essa conta no YouTube poucas horas antes. O vídeo que "alguém" respondeu foi "Scar.avi".

"Eu fui hackeado", correu pela minha mente. Eu tentei imediatamente apagar o vídeo. Mas antes que eu deletasse, eu queria ver o que o tal vídeo de resposta se tratava. Uma faísca de curiosidade passou por minha mente. Eu tinha que vê-lo.

Eu rolei a tela para baixo para verificar o vídeo, e eu cliquei no play.
O que eu estou prestes a descrever como o vídeo é perturbador para mim ou para você.

Foi mais perturbador no início. Um homem ou uma mulher deformada foi pateticamente correndo em direção à câmera. O som no vídeo era totalmente estranho, era apenas zumbidos e estalos.
Fiquei chocado e meu coração batia ferozmente. O que acabei de ver?
Eu queria parar de ver o vídeo, mas eu não podia. Depois, vi cobertores. Cobertores com bonequinhos de desenho animado sobre ele. 
Ele finalmente chegou a uma fita VHS jogada na cama. A última cena que eu vi, era uma criança, infelizmente, deitado no chão. Eu sei que esta história parece incrivelmente falsa. Mas estou realmente com medo.

Eu deletei o vídeo, mas antes postei-o novamente.

Eu não sei como explicar.
Estou agora estou determinado a gravar qualquer coisa incomum agora. Tchau








                                                                         Dois momentos do vídeo "Scar.avi".


27/11/11 05:57 PM

Eu tenho uma fita. Aquela que eu tinha visto no vídeo. 
Achei bem no meu jardim, enquanto eu estava fora. Por que eu tenho de olhar para isso, eu tenho tanto medo. 

28/11/11 23:49 PM

Eu quebrei a fita. Eu fiz isso porque eu estou assustado pra caralho, e eu quero que a pessoa que está fazendo isso pare, eu fui hackeado novamente com outro vídeo doentio. 
POR FAVOR PARE quem quer que seja! 
Eu não consigo dormir! 
Eu quero dormir!
Mas não consigo dormir!"


Então... abaixo estão os dois vídeos que o rapaz relata. O segundo vídeo se chama "Cut.avi".
Não dão medo, mas é meio... estranho



Vejam e depois me contem o que acharam!!

Mistérios do Edifício Joelma


O Edifício Joelma, um dos mais imponentes prédios do centro de São Paulo, ardeu em chamas por mais de quatro horas no dia primeiro de fevereiro de 1974. O resultado desta tragédia foram 345 feridos e 189 mortos. Até hoje especialistas garantem que o lugar é cercado por uma estranha energia espiritual. Segundo testemunhas, o Edifício Joelma carrega uma maldição.

Em 1948, existia uma casa onde hoje é o Edifício Joelma. Nela morava o professor de química, Paulo Camargo, 26 anos, junto com sua mãe e duas irmãs. Paulo assassinou a tiros a mãe e as irmãs e enterrou os corpos em um poço que mandara construir no quintal da casa. Depois, Paulo suicidou-se. A polícia trabalhou com duas hipóteses para o crime. A primeira é que a família teria rejeitado uma namorada dele. A segunda é que Paulo teria matado a mãe e as irmãs porque elas portavam graves problemas de saúde e ele não queria cuidar delas. O mistério da morte de toda a família nunca foi desvendado. Depois do resgate dos corpos, um bombeiro acabou também se tornando vítima da maldição e morreu de infecção cadavérica. O triplo assassinato seguido de um suicídio abalou a população de São Paulo e ficou conhecido como O Crime do Poço. O lugar ganhou fama de mal-assombrado. Em 1972, a casa deu espaço a um prédio moderno de 20 andares. Era o Edifício Joelma. Por causa do Crime do Poço, a numeração da rua foi modificada, mas a maldição não foi esquecida. A processadora de dados, Volquimar, 21 anos, e seu irmão Álvaro trabalhavam no prédio.



No dia 1º de fevereiro de 1974, às 8h45 da manhã, um curto circuito no ar condicionado do prédio deu início ao incêndio. Sem ter para onde fugir, as pessoas entraram em pânico. O calor chegou a 700ºC e muitos se jogaram do alto do edifício. O fogo praticamente destruiu o Joelma. Faltou água nos carros do Corpo de Bombeiros e a escada Magirus só conseguiu atingir uma parte do edifício. Volquimar morreu asfixiada por causa da fumaça e seu irmão Álvaro conseguiu sobreviver. Treze pessoas tentaram escapar pelo elevador, mas não conseguiram se salvar. Os corpos não foram identificados e acabaram sendo enterrados lado a lado no cemitério São Pedro, na capital. Os treze corpos deram origem ao mistério das treze almas e a elas são atribuídos milagres. Em 1979, a história de Volquimar se transformou em filme e durante as filmagens ocorreram fenômenos misteriosos. A cena da morte das personagens foi registrada por um fotógrafo.

Quando reveladas, as fotos mostravam rostos de pessoas que não estavam nas filmagens. Depois do incêndio, o Edifício Joelma ficou quatro anos interditado para obras. Quando reaberto, ele foi rebatizado com o nome de Praça da Bandeira. Segundo testemunhas, os espíritos dos mortos vagam pelo prédio até hoje. O Edifício Joelma tem dezenas de salas vazias, mas a tentativa de livrar o local dos espíritos continua. As histórias em torno do antigo Joelma ainda são um grande mistério. Uns acreditam, outros duvidam e alguns têm certeza de que tudo é verdade.