sábado, 12 de julho de 2014

Especial Tupac Shakur pt Final - Gridlock'd

Fala galera!

Esta é a terceira e última parte do especial sobre o músico Tupac Shakur. Resolvi abordar três pontos vitais com esses especiais: sua entrevista mais polêmica, seu melhor álbum e sua melhor interpretação como ator.


Entre o final de 1995 e início de 1996, Tupac foi escalado para participar de um filme underground, junto com o ator britânico Tim Roth, e a atriz Thandie Newton, também britânica.
O filme entitulado "Gridlock'd (Na Contra-Mão)", foi dirigido por Vondie Curtis Hall.


Capa da versão nacional.

Um detalhe interessante: na grande maioria dos filmes, quando rappers eram chamados para interpretar personagens no cinema, eles interpretavam traficantes, membros de gangues, bandidos e afins, com excessão de Ice-T, que interpretou um policial. O próprio Tupac interpretou papéis assim anteriormente.


Sinopse: a história se passa em Detroit, "Gridlock'd" gira em torno dos viciados em drogas Spoon (Tupac Shakur), Stretch (Tim Roth) e Cookie (Thandie Newton). 
Eles tem uma banda de um gênero conhecido como "spoken word (um sub-gênero do Rock)". 
A banda é conhecida pelo nome de "Eight Mile Road", com Cookie nos vocais, Spoon no baixo (e vocais secundários) e Stretch no piano.


Porém Spoon e Strecth decidem abandonar o vício das drogas, logo depois de Cookie ter uma overdose após a primeira vez que usou heroína.
Ao longo de um dia desastroso, os dois viciados esquivam-se da polícia e criminosos locais, enquanto lutam com uma burocracia do governo apático que impede a sua entrada em um programa de reabilitação.


O filme é cheio de piadas ácidas contra o sistema de saúde americano, e mesmo contando com cenas mais engraçadas, aquele turbilhão de acontecimentos que não deixam o filme se tornar entediante.

Os três atores atuaram de forma brilhante, mas Tupac teve um destaque maior. Um rapper atuando como um roqueiro não é uma coisa que vemos sempre, já que eu mesmo disse anteriormente que ele não vivia como um rapper, mas como um rockstar. Compondo músicas, viciado em drogas e tocando em clubes escuros, lhe rendeu, em diversas críticas, como sua melhor performance.


A editora do New York Times, Janet Maslin, disse o seguinte:
"Sua atuação foi uma mistura atraente de presença, confiança e humor".

Desson Howe, do Washington Post:
"Shakur e Roth, que parecem ter nascido para essas atuações, estão autorizados a assumir o comando - e se divertir fazendo isso".


O filme foi lançado em 31 de janeiro de 1997, quatro meses após a morte de Tupac. E alguns dias antes, no dia 28 de janeiro, foi lançada a trilha sonora, pela gravadora Death Row Records, e na primeira semana estava em primeiro lugar na parada de sucessos.

A trilha apresenta faixas inéditas gravadas por Tupac, próprias para o filme, e para surpresa de todos, uma música gravada sob o nome de Eight Mile Road, a banda fictícia do filme, onde Tupac e Thandie cantam.
Além de nomes como Snoop Doggy Dogg, Nate Dogg, J. Flex, Storm e Danny Boy. 
Uma ótima trilha sonora ambientada para o filme.


Segue tracklist:

"Wanted Dead or Alive" - 2Pac / Snoop Doggy Dogg
"Sho Shot" - The Lady of Rage
"It's Over Now" - Danny Boy
"Don't Try To Play Me Homey" - Dat Nigga Daz
"Never Had A Friend Like Me" - 2Pac
"Why" - Nate Dogg
"Out the Moon" (Boom, Boom, Boom) - Snoop Doggy Dogg / Soopafly / Tray Dee / 2Pac
"I Can't Get Enough" - Danny Boy
"Tonight It's On" - B.G.O.T.I.
"Off The Hook" - Snoop Doggy Dogg / Charlie Wilson / Val Young / James DeBarge
"Lady Heroin" - J-Flexx
"Will I Rize" - Storm / Val Young
"Body And Soul" - O.F.T.B. / Jewell
"Life Is a Traffic Jam" - Eight Mile Road
"Deliberation" - Anonymous

Aqui se encerra o especial sobre Tupac Shakur.
Claro que postarei mais algumas coisas sobre ele, mas a minha ideia é que pra quem não conhece, saiba como começar e escolher o melhor do músico.

Uma das partes mais engraçadas do filme.

Espero que tenham gostado!

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Conversa Franca com o Leitor

Fala galera!

Hoje vou usar essa espaço aqui pra um post meio diferente.
Na verdade, está mais pra um papo do que pra um post.
Só deixe ver por onde começo...

Estive pensando muito por esses dias, sobre várias coisas que a gente encontra pela rede, tipo as coisas que as pessoas tem medo nos dias atuais.

Sabe, vivemos em uma época que a informação é tão rápida, tão urgente, que esquecemos as coisas que acontecem bem próximos de nós. Cerca de 20 anos atrás, conheci um senhorzinho que me contou muitas coisas e me ensinou muito. Acho que foi por causa dele que eu gosto dessas coisas que não existem explicações lógicas.
Foi esse senhor, que me contou, quando eu tinha por volta de 12 anos, que ele viu, conforme o que ele mesmo afirmou, um homem de cera vestido de preto, que pulou um muro de 9 metros de altura sem por as mãos. Esse relato escrevi para o parceiro Fear of Slender (que pode ser lido AQUI). Esse senhorzinho era meu avô.

No momento que li sobre esse tal Slender Man, mandei o link para meu irmão mais velho, que também conhece a história do meu avô. Ele me ligou pouco tempo depois, dizendo "esse é aquele bicho que o vô viu!!", e me ajudou a lembrar de alguns detalhes que eu não lembrava mais.

Meu avô sempre me contava muitas histórias. Se eu conseguisse lembrar totalmente delas, eu conseguiria pelo menos uns 30 posts. Mas já se passou tanto tempo, e ele partiu a mais tempo ainda, que suas histórias se perderam. Mas foi ele o culpado de eu gostar tanto disso.

Mas duas frases que me marcaram muito, ditas por ele: "Não há necessidade de provocar o que está quieto. Evite buscar e entender o que não tem explicação, e tente não querer ver certas coisas.".
A outra foi: "o que os olhos não veem, o coração não sente.".
E elas me foram úteis com o passar dos anos. Não por completo, pois sempre fui curioso demais.

E por tanto eu gostar, para minha felicidade (ou infelicidade, dependendo de quem recebe essa informação) tive contato com tantas coisas no decorrer da minha vida. Não que eu evitasse, porque sempre fui o primeiro a correr atrás de algumas dessas coisas. Sempre quis saber e ver as coisas como meu avô.

Meu irmão e eu testemunhamos uma brincadeira do copo com um tabuleiro Ouija real que não deu muito certo (que pode ser lida AQUI); 
Eu e pelo menos 10 pessoas testemunhamos uma brincadeira da caneta que também não saiu como esperado (leia AQUI); 
No ginasial, um colega de sala começou a ficar muito doente e desmaiou algumas vezes durante a aula. Ele e sua irmã abandonaram a escola por mais de 2 meses. Quando encontrei a irmã por "coincidência" do destino, ela contou chorando para mim e um amigo, que seu irmão estava com depressão e tentara se matar, devido ao fato que sua casa era assombrada por um boneco, e que sua família abandonou a casa do jeito que estava, com tudo dentro, e nem sequer fechou as portas.

Pode parecer mentira, mas essas coisas acontecem.
Minha curiosidade para essas coisas sempre foi aguçada. Já entrei em casas abandonadas que moradores diziam que escutavam barulhos a noite, ou que viam algo, em casas que diziam que pessoas morreram lá dentro de forma violenta e as pessoas afirmavam que eram assombradas.
Já pulei dentro de cemitério à noite, pra tentar ver alguma coisa. Não posso afirmar se realmente vi alguma coisa, mas tinha alguma coisa lá, próximo.
Não contente, voltei alguns dias depois, com câmera na mão, com filme de 24 poses. Eu tinha que tirar foto de alguma coisa. Do que estava lá, me observando. Dessas 24 fotos, apenas duas tinham algo. Em uma delas, era um morcego. A outra, mudou minha visão das coisas.

Eu queria ver. Precisava ver.
Queira mesmo. Saber que está ali. Logo a frente. Sempre achei que seria a melhor sensação do mundo você poder ver algo que ninguém queria e se atreveria ver.

Não sei bem como descrever a sensação certa.
Sabe quando você quer muito comprar determinada coisa, e depois que compra, você percebe que não era tudo aquilo, e você se arrepende? É algo parecido.

Acho que vocês estão entendendo.
Hoje em dia, o nosso pavor é a Deep Web.
São vídeos virais com cenas alteradas. Imagens mexidas no Photoshop. E realmente ficamos com medo. Mas aquele medo "seguro", tipo "o bicho tá longe".
Ninguém quer ver o bicho de perto.

Sempre pensei que não estamos sós. Mesmo sozinhos, não estamos sós. Embora não pensamos nisso, ou não queremos pensar, ou até mesmo negamos isso.
Não posso dizer que quem não quer ver é medroso. Cada um reage de um jeito. Aposto que todos passaram por algum evento desses, e nem se deram conta.
Por exemplo: Um vulto que passou do seu lado. Você pensa "me virei muito rápido".
Um objeto que cai sozinho. "Ele estava mal arrumado".
Ou uma porta que se fecha sozinha. "Foi o vento".
Não é assim?
Imagine você agora. É, você.
Provavelmente está sentado, lendo esse papo aqui, no celular, notebook, etc., no seu quarto ou na sala.
E se eu disser, que muito, muito provavelmente, tem um espírito ou entidade sentado ao seu lado?

Não é uma sensação muito boa, não?
Aquele arrepio, aquela má impressão.
Lembra do que eu disse antes, que meu avô me falou?
"O que os olhos não veem, o coração não sente.".

Sempre tem algum evento acontecendo ao nosso redor.
O que basta é prestarmos atenção. A minha ideia é que estejamos sempre abertos a novas experiências.
Experiências reais.
Assim como o novo amigo que você fez, sempre ao seu lado.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Creepypasta: Conversando com os Mortos

Fala galera!
Fazia um tempinho que não postava uma Creepy por aqui.
Tomara que vocês gostem!

"Você tem um parente morto? 

Alguma vez você já quis dizer adeus, mas já era tarde demais? 
Esta é uma maneira que você pode falar com um de seus parentes mortos, talvez um avô?
Uma mãe? 
Um pai?
Um filho?
Uma filha? 

Bem, esta é a maneira que você pode fazer isso, mas cuidado que você pode provocar forças do mal que você talvez não possa controlar. 

Vá até o cemitério em que o parente está enterrado.
Exatamente às 04:00 (em qualquer outro momento não vai funcionar), você deve ir para o túmulo onde o parente está enterrado. Fique quieto, isso é MUITO IMPORTANTE para a sua segurança. Aproxime-se do túmulo, não use ferramentas que emitem luz (lanternas, fósforos, isqueiros), embora esteja escuro, se esforce para ver. Você deve aproximar-se do túmulo e lentamente... muito lentamente... fique de joelhos, feche os olhos e fale assim:

"Obsecro autem vos de sepulchro tuo."
"Ex aeterna tua somnus."
"Aperi oculos tuos et animo purgabit."

Mantenha os olhos fechados, e entre dois e quatro minutos, você vai sentir algo tocar seu braço.
Não fique com medo, e não abra os olhos.
Se você vê-lo, ele não vai gostar. Depois que aquilo soltar seu braço, você pode abrir os olhos.
Você vai ver uma entidade apoiada em seus próprios joelhos.
Eles vão querer saber a maneira como você melhor se lembra deles.
Infelizmente, eles provavelmente não tem olhos; não existem mais. Você não pode falar ou perguntar para a entidade como eram antes.

Para iniciar uma conversa, você deve perguntar: "Como você tem passado?" 
A única coisa que sempre dirão é: "Eu estou indo bem, e você?" 
E a única coisa que você pode responder é: "Eu também vou bem, obrigado." 

Qualquer outra coisa que responder vai desagrada-los.
Se você disser mais alguma coisa, você tem uma chance de 50% de ele desaparecer ou sua garganta ser cortada.
Depois disso, ela ou ele vai perguntar: "Posso te abraçar?"

Não responda. 
Se você disser que sim, ele vai agarrá-lo pela perna, e arrastá-lo para baixo com eles para toda a eternidade. Se você disser não, ele vai ficar descontente.
Você tem a mesma chance de 50% dita anteriormente.

Para rebater isso, você deve dizer: "Eu gostaria de falar com (o nome do morto)".
Diga isso com um tom de afirmação, mas cauteloso, você não gostaria de vê-lo bravo.
Neste momento eles balançam a cabeça, e você deve fechar os olhos.
Mais uma vez você vai se sentir um toque, não o mesmo toque, mas um toque familiar.
Agora você pode abrir seus olhos e você verá o mesma figura que viu antes, só que desta vez, será seu familiar.

Não faça filmagens, não tire fotos, ou tente trazer o familiar para fora do cemitério.
Quaisquer tentativas terão um resultado muito desagradável.
Além disso, não leve ninguém com você; vá sozinho.

Agora você pode falar com o parente que sente saudades.
Este é o momento em que você é capaz de dizer adeus ou até mesmo perguntar-lhes como é a morte. 

Se você quiser terminar a conversa, tudo que você deve dizer é: "Adeus (o nome do familiar), espero vê-lo em breve".
Neste momento você deve fechar os olhos mais uma vez.
Quando você abri-los, ele terá desaparecido para sempre. 

Qualquer outra tentativa de dizer adeus, certamente eles não te ouvirão.
Eles vão segui-lo para fora do cemitério, e você provavelmente será assombrado ou morto. 

Não fique triste quando eles se vão, ou pense que não disse algo a eles.
Ou você será ouvido por familiares seus em breve."


Spiritual Beggars - Stoner Rock da Suécia

Fala galera!

Demorei um pouco pra falar da banda Spiritual Beggars.
Conheci ela a alguns anos atrás, li a resenha de um de seus discos e resolvi comprá-lo. O álbum em questão é o "Return to Zero", de 2010.
Gostei tanto do som, que resolvi procurar os discos mais antigos.
São difíceis de encontrar, já que todos são importados, mas valeu a pena.
Tanto que a capa de um dos discos se tornou o logotipo aqui do blog!


O Spiritual Beggars é uma banda sueca de Stoner Rock, formada pelo guitarrista Michael Amott em 1994, que também é guitarrista da banda de Death Metal, também da Suécia, Arch Enemy.

Todo mundo pensa que o Spiritual Beggars (ou SB) era um projeto paralelo de Amott, mas na verdade, esse é o projeto primordial, já que antes de Amott distribuir paletadas no Arch Enemy, o SB já havia sido formado.

O diferencial do Stoner Rock é sua sonoridade setentista, que apesar de todo a modernidade do Rock nos dias atuais, o Stoner dá um destaque fortíssimo aos áureos anos 70, com belos solos, e influências de Heavy Metal, Rock Psicodélico e Acid Rock.

E o SB se destaca, junto com o Queens of the Stone Age, como as melhores bandas desse estilo, na minha opinião. Já lançaram 8 álbuns de estúdio e 2 ao vivo, e já tiveram três vocalistas diferentes, todos eles com muita técnica e excelentes, mas vou destacar três desses discos pra quem quiser conhecer melhor a banda.

Ad Astra - 2000


Esse disco conta com o vocalista Christian "Spice" Sjöstrand, e com sua voz característica rouca. Esse é o disco que traz uma ótima mistura de Stoner Rock e Blues. Dos discos que eu ouvi, apesar de pesado, é o mais sonoramente sinistro.
Destaque para as faixas "Blessed (pesadíssima), "Save Your Soul", "Escaping the Fools" e "Angel Of Betrayal", que o riff gruda igual a chiclete, e quando vocês menos perceberem já estão cantando.

Left Brain Ambassadors
Wonderful World
Sedated
Angel Of Betrayal
Blessed
Per Aspera Ad Astra
Save Your Soul 
Until The Morning
Escaping The Fools
On Dark Rivers
The Goddess
Mantra
Let The Magic Talk

Demons - 2005


Esse disco já conta com o vocalista Janne "JB" Christoffersson, que também é vocalista de outra banda, a Grand Magus. JB já tem um vocal mais limpo e melódico, porém a banda não se alterou musicalmente com a troca de vocalistas, e o vocalista encarou tranquilo o novo desafio.
É o disco mais pesado, com riffs de tremer o chão, e já pende mais pra um Hard Rock. Destaque para as faixas "Through the Halls", que te deixa hipnotizado, "Born to Die", "Sleeping with One Eye Open" e "One Man Army", que também fica na cabeça, mas pela qualidade.

Inner Strength (Intro)
Throwing Your Life Away
Salt in Your Wounds
One Man Army
Through the Halls
Treading Water
Dying Every Day
Born to Die
Born to Die (Reprise)
In My Blood
Elusive
Sleeping with One Eye Open
No One Heard

Return to Zero - 2010


Após a saída de JB, quem assume os vocais é o grego Apollo Papathanasio, que também é vocalista da banda Firewind. Diga-se de passagem que Apollo já detonava em sua outra banda, então espera-se que ele mande muito bem com o SB. E arrebenta mesmo!
Com uma sonoridade mais setentista, o disco mostra grande influência de bandas como Rainbow e Lynyrd Skynyrd. Destaque para as faixas "Lost in Yesterday", "We are Free" e "Believe in Me", que é uma maravilha de música.

Return to Zero (Intro)
Lost in Yesterday
Star Born
The Chaos of Rebirth
We are Free
Spirit of the Wind
Coming Home
Concrete Horizon
A New Dawn Rising
Believe in Me
Dead Weight
The Road Less Travelled
Time to Live (Uriah Heep cover)

Então a formação atual da banda é: Michael Amott (guitarra), Apollo Papathanasio (vocal), Sharlee D'Angelo (baixo), Per Wiberg (teclados) e Ludwig Witt (bateria).


Agora estou na busca do primeiro disco da banda, e assim que ouvir eu posto aqui sobre ele. E como é dever de todo bom cidadão informar e compartilhar sobre música boa, fica aqui mais uma contribuição minha!

terça-feira, 1 de julho de 2014

Euthanasa Coaster - A Montanha Russa da Morte

Fala galera!

Saca só essa montanha russa, quem tem as manha de dar uma voltinha nela?

Um engenheiro lituano criou um conceito macabro de montanha russa em que os passageiros morrem na volta final. Chamado de Euthanasa Coaster, este “brinquedo” arrepiante é uma máquina projetada para os enfermos e também para as pessoas que querem morrer.



A montanha foi projetada para sujeitar os passageiros a uma série de experiências únicas de grande euforia e emoção, levando as pessoas a perderem a consciência e morrerem no trajeto final. Ao viajar 100m/s o passageiro passará por uma sequência de falta total de oxigênio, deixando de fornecer este gás vital ao cérebro. 


A primeira foto mostra um homem em condições normais. A figura do meio mostra uma pessoa entrando em processo de falta de oxigênio no cérebro, provocado pelas altas velocidades da montanha russa. Na terceira imagem ocorre a morte do passageiro por hipóxia cerebral, devido a completa falta de oxigênio.

“A montanha russa final é construída para permitir que 24 pessoas entrem e voltem todos mortos”, salientou o engenheiro
A ideia não agradou grupos que lutam contra a eutanásia. O Dr. Peter Saunders que é contra este tipo de método, comentou: “Embora apreciando o sentido do engenheiro no quesito ‘ser feliz antes de morrer’, também precisamos lembrar que a vida de um ser humano não pode jamais ser tomada”. Segundo ele, este tipo de experiência não seria nada agradável e a última sensação de uma pessoa que embarcasse neste “brinquedo” seria de grandes vertigens e sustos avassaladores.

E aí? Alguém topa? Ou preferem pagar o ingresso para algum "coleguinha"?

Fonte: Insônia

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Especial Tupac Shakur pt. 2 - "Me Against the World"

Fala galera!

Continuando o especial sobre Tupac Shakur, nessa segunda parte vou abordar o que é, na minha opinião, seu melhor álbum: "Me Against the World", lançado em 14 de março de 1995, enquanto Tupac estava na penitenciária.


"Foi como um disco de blues. Foi um trabalho introspectivo. Foram todos os meus medos, todas as coisas que me faziam perder o sono. Todos achavam que eu estava vivendo muito bem, e indo tão bem, que eu precisei desabafar. E foi preciso um álbum inteiro pra colocar pra fora. Precisei contar meus pensamentos mais profundos, meus segredos mais obscuros, meus problemas pessoais." - Tupac Shakur.

Poster promocional do disco:
"Música sem limitações, para um mundo com altas expectativas."

Diferente de seus outros discos, anteriores ou posteriores, e com a gravação terminada pouco antes de ser sentenciado, Tupac era um homem mudado. Ele viu a morte de perto e sobreviveu, então decidiu explorar seus medos,  pesadelos e confissões.


"... Em geral é uma obra de dor, raiva e desespero queimando - é a primeira vez que 2Pac encarou as forças conflitantes de sua psique." - Cheo H. Coker da revista Rolling Stone.

Logo na introdução, a 1ª faixa, traz uma colagem de várias reportagens de quando Tupac foi baleado em 1994. Logo já imaginamos o que está por vir. A sonoridade de todo o trabalho é, de longe, sombrio e pesado. Porém, muito agradável para o ouvinte. Enquanto esteve preso, Tupac viu seu disco atingir o topo das paradas, e a gravadora lhe deu total liberdade para escolher os singles.

A todo momento, o músico reflete sobre como ele chegou onde está - e o pavor das conseqüências disso.
A cada vírgula, a cada frase, ele mostra os riscos que ele estava vivendo. A faixa-título, "Me Against the World", também fez parte da trilha sonora do filme "Bad Boys", o que ajudou impulsionar o disco.
Nem todas as faixas são paranoicas, mas não deixam seu teor sombrio fugir ao tema. "Temptations" trata de amor, assim como "Can U Get Away". Mas podemos perceber o peso na voz do músico.

Os singles lançados foram:


"Dear Mama", lançado em 21 de fevereiro de 1995;



"So Many Tears", lançado em 13 de junho de 1995;



"Temptations", lançado em 29 agosto de 1995.

E como sempre, Tupac de sua própria morte. E por mais arrepiante que seja, ele realmente estava certo, pois sua morte chegaria em pouco mais de um ano adiante. As faixas "Lord Knows" e a pesadíssima "Death Around the Corner" mostram isso. A música mais famosa da carreira do rapper é, sem dúvida, "Dear Mama", onde ele mostra o respeito por sua mãe, que nunca o abandonou em nenhum momento.

E mais notoriamente, a melhor faixa do álbum (na minha opinião) é "So Many Tears".
É uma canção densa, pesada e sombria, talvez a mais sombria que Tupac compôs em toda sua carreira.
As letras podem ser interpretadas tanto como uma oração a Deus ou como uma parte de um diário que revela depressão do músico.


Diferente de todos os outros discos de Hip Hop da época, que falavam mal da polícia, do governo, ou de brigas, "Me Against the World" foi criado pra ser diferente. Um desabafo necessário antes que a voz de Tupac fosse calada para sempre. É o melhor álbum para entender porque Tupac é tão reverenciado, não pode ser o seu álbum definitivo, mas só por ser o seu melhor ponto de vista.

Aqui termina a parte dois sobre o melhor disco de Tupac.
O próximo post será sobre sua melhor interpretação em um filme.
Até lá!

domingo, 29 de junho de 2014

Especial Tupac Shakur pt. 1 - Entrevista Para a Revista "VIBE"

Fala galera!
Aqui começa a primeira das três partes desse especial do músico Tupac Shakur.
Sem dúvida, Tupac mudou o rumo do Hip Hop mundial na década de 90. Existem vários motivos para afirmar isso, mas apenas para citar um exemplo: geralmente, os músicos começam a gravar uma canção, e demoram em média 10 dias para concluí-la.
Tupac se sentava no estúdio, começava a escrever, e gravava entre 3 e 5 músicas... por dia. O rapper Snoop Dogg afirma que suas letras não continham nem erros de concordância, ou escritas erradas.


Mas no final de 1994 e final de 1995, a vida de Tupac deu uma reviravolta absurda.
Sofreu um atentado em Nova Iorque, onde foi baleado 5 vezes, gravou seu melhor álbum, o "Me Against the World", foi preso por uma acusação de estupro armada pelo governo, e declarou suas desavenças contra os rappers nova-iorquinos Notorious BIG e Sean "Puffy" Combs.

O que segue nesse post é sua entrevista para a revista VIBE, que Tupac concedeu enquanto estava preso, na data de abril de 1995. E nada melhor que o próprio homem falar sobre o que realmente aconteceu naquela noite de 30 de novembro de 1994. Tupac dá a sua opinião sobre quem estava por trás do tiroteio e nos diz exatamente o que aconteceu naquela noite, quando e porquê.
Nunca antes traduzida para o português, é uma novidade que eu consegui trazer para o blog.
Espero que gostem!



Na capa, Tupac diz: "Essa é minha última entrevista. Se eu for morto, quero que as pessoas saibam a verdadeira história.".
A entrevista foi conduzida pela Vibe Magazine, e pelo repórter Kevin Powell, e é, portanto, propriedade da Vibe Magazine. © Kevin Powell/1995 Tempo Publishing Ventures Inc.

Vibe: Você pode nos levar de volta para aquela noite no Quad Recording Studios em Times Square?
Tupac: A noite do tiroteio? Claro. Ron G. é um DJ aqui em Nova York. Ele me pediu, tipo, "Pac, eu quero que você venha à minha casa e grave esse rap em minhas fitas." Eu respondi: "Tudo bem, eu vou de graça.".
Então eu fui à sua casa - eu, Stretch (nota: um rapper que dizia ser amigo de Tupac, porém Tupac afirmou mais tarde que ele estaria envolvido no atentado), e mais dois manos. Depois que eu gravei a música, eu fui bipado por um cara, o Booker, me dizendo que ele queria que eu gravasse no disco de Little Shawn. Agora, esse cara eu ia cobrar, porque eu podia ver que estavam apenas me usando, então eu disse: "Tudo bem, você me dá sete mil e eu vou fazer a música.". Ele disse: "Eu tenho o dinheiro. Venha.".
Eu parei para conseguir um pouco de erva, e ele me chamou de novo. "Onde você está? Por que você não vem?". E eu, tipo, "Eu estou indo cara, espera.".

Vibe: Você conhece esse cara?
Tupac: Eu o conheci através de alguns caras rudes que eu conheci antes. Ele estava tentando ser legítimo e tudo mais, então eu pensei que estava fazendo um favor a ele. Mas quando eu o chamava de volta para as gravações, ele estava, tipo, "Eu não tenho o dinheiro.". Eu disse: "Se você não tiver o dinheiro, eu não vou.".
Ele desligou o telefone, então me chamou de volta: "Eu vou chamar Andre Harrell (CEO da Uptown Entertainment) e ter certeza de que você consiga o dinheiro, mas eu vou dar-lhe o dinheiro do meu bolso.".
Então eu disse: "Tudo bem, eu estou a caminho.". Como nós estávamos andando até o prédio, alguém gritou do topo do estúdio. Foi Little Caesar, o parceiro de Biggie (o Notorious BIG). Esse é o meu mano. Assim que o vi, todas as minhas preocupações sobre a situação estavam tranquilas.

Vibe: Então você está dizendo que foi até ele...
Tupac: Eu me senti nervoso, porque esse cara sabia eu eu tinha arrumado uma briga grande. Eu não queria dizer à polícia, mas posso dizer ao mundo. Nigel tinha me apresentado a Booker.
Todo mundo sabia que eu estava com pouco dinheiro. Todos os meus shows estavam sendo cancelados. Todo o meu dinheiro dos meus discos ia para os advogados; todo o dinheiro dos filmes estava indo para a minha família. Então eu estava fazendo esse tipo de coisa, gravando com os rapazes e sendo pago.

Vibe: Quem é esse cara Nigel?
Tupac: Eu estava andando com ele o tempo todo que estive em Nova York gravando o filme "Above the Rim". Ele veio até mim e disse: "Eu vou cuidar de você. Você não precisa entrar em mais problemas.".

Vibe: Esse Nigel também não é conhecido pelo nome de Trevor? 
Tupac: Certo. Há um verdadeiro Trevor, mas Nigel levou ambos os apelidos, você entende? Então é isso que eu estava fazendo - cheguei perto deles. 
Eu costumava vestir calças e tênis. Eles me levaram às compras; foi quando eu comprei o meu Rolex e todas as minhas jóias. Eles me fizeram amadurecer. Eles me apresentaram a todos esses gangsters no Brooklyn. Eu conheci a família de Nigel, fui para a festa de aniversário de seu filho - eu confiava nele, você entende? Eu até tentei colocar Nigel no filme, mas ele não queria estar no filme. Isso me incomodou. Eu não conheço nenhum negro que não queria estar no cinema.

Vibe: Podemos voltar para o tiroteio? Quem estava com você naquela noite?
Tupac: Eu estava com Stretch em casa, seu camarada Fred, e o namorado da minha irmã, Zayd. Não estava com guarda-costas; eu não tenho um guarda-costas. Nós chegamos ao estúdio, e havia um cara lá fora em uniforme militar com o chapéu baixo no rosto. 
Quando nós caminhamos para a porta, ele não olhou para cima. Eu nunca vi um homem negro não me reconhecer de uma forma ou de outra, seja com inveja ou respeito. Mas esse cara só olhou para ver quem eu era e virou o rosto para baixo. Não me toquei, porque eu tinha acabado de fumar um baseado. Eu não esperava que algo ia acontecer comigo no lobby do prédio. Enquanto esperamos para beber, eu vi um cara sentado em uma mesa de leitura com um jornal. Ele não olhou para cima também.

Vibe: Estes são os dois homens negros?
Tupac: Homens negros na casa dos trinta. Então primeiramente pensei "estes caras devem ser os segurança do Biggie, porque eu sabia que eles eram de Brooklyn, devido seus uniformes militares. (nota: os rappers ou membros de gangue, naquela época, usavam roupas camufladas)"
Mas então eu pensei: espere um minuto. Até manos Biggie me curtem, por que não olham para cima? Apertei o botão do elevador, me virei, e é aí que os caras saíram com as armas, duas 9 mms idênticas. "Ninguém se mexe. Todo mundo no chão. Você sabe que hora é. Corre, seu merda.".
E eu pensei: O que devo fazer? Pensei que Stretch ia brigar; ele estava indo pra cima dos caras. Pelo que eu sei sobre crime, se os caras vêm para roubá-lo, eles sempre vão acertar o cara maior primeiro. Mas eles não tocaram em Stretch; eles  vieram direto para mim. Todo mundo caiu no chão como batatas, mas eu gelei. Não era como se eu estivesse sendo corajoso nem nada; Eu simplesmente não podia ficar no chão. Eles começaram a me agarrar para ver se eu estava armado. Eles disseram: "Tire suas jóias", e eu não queria tirá-las.
O cara de pele clara, o que estava em pé do lado de fora, chegou em mim. Stretch estava no chão, e o cara com o jornal estava apontando a arma para ele. Ele estava dizendo ao cara de pele mais clara, "Atira, filho da puta! Foda-se!".
Então eu fiquei com medo, porque o cara estava com a arma para o meu estômago. Eu passei meu braço em torno dele para mover a arma para o meu lado. Ele disparou e a arma torceu, e foi quando eu fui atingido pela primeira vez. Eu senti isso na minha perna; Eu não sabia que levei um tiro no saco. Eu cai no chão. Tudo na minha mente dizia, Pac, finja estar morto. 
Não importava. Eles começaram a me chutar, me bater. Eu nunca disse: "Não atire!". Eu estava tranquilo como o inferno. Eles estavam roubando as minhas coisas enquanto eu estava deitado no chão. Eu mantive os olhos fechados, mas eu estava tremendo, porque a situação me mantinha tremendo. E então eu senti algo na parte de trás da minha cabeça, algo muito forte.
Eu pensei que eles pisaram em mim ou me deram coronhadas, e eles estavam batendo a minha cabeça contra o concreto. Eu só vi branco, apenas branco. Eu não ouvi nada, eu não senti nada, e eu disse, estou inconsciente. Mas eu estava consciente. E então senti isso de novo, e eu podia ouvir as coisas agora, e eu podia ver as coisas e eles estavam trazendo-me de volta à consciência. Em seguida, eles fizeram isso de novo, e eu não conseguia ouvir nada. E eu não podia ver nada; que era apenas tudo branco. E então eles me bateram de novo, e eu podia ouvir as coisas e eu podia ver as coisas e eu sabia que estava consciente novamente.

Vibe: Alguma vez você ouvi-los dizer o nome deles? 
Tupac: Não. Não. Mas eles me conheciam, ou então eles nunca iriam verificar se eu estava armado. Era como se estivessem com raiva de mim.  Eu senti eles me chutando e me batendo; eles não bateram em mais ninguém. 
Era, tipo, "Ooh, filhos da puta, ooh, aah" - eles estavam chutando forte. Eu estava ficando inconsciente, e eu não estava sentindo nenhum sangue na minha cabeça ou nada. A única coisa que eu senti foi meu estômago doendo muito. O namorado da minha irmã se virou e me disse: "Ei, você está bem?".
Eu respondi, "Fui baleado, fui baleado.". E Fred disse que fui atingido, mas isso era a bala que passou pela minha perna. Então eu me levantei e fui até a porta - todo fodido - e assim que cheguei à porta, vi um carro da polícia parado lá.
Eu pensei: "Oh-oh, a polícia está chegando, e eu nem sequer subi as escadas.". Então nós saltamos no elevador e subimos. Eu estava mancando e tudo, mas não sentia nada. Estava entorpecido. Quando chegamos lá em cima, eu olhei ao redor, e isso assustou pra caralho.

Vibe: Por que?
Tupac: Porque Andre Harrell estava lá, Puffy (CEO da Bad Boy Entertainment, Sean "Puffy" Combs) estava lá, Biggie ... havia cerca de 40 manos lá. Todos eles tinham jóias. Mais jóias do que eu. Vi Booker, e ele tinha um olhar em seu rosto como ele ficou surpreso ao me ver.
Por quê? Eu tinha acabado de apertar a campainha e disse que estava subindo. Little Shawn estava chorando. Por que Little Shawn estava chorando, se eu levei um tiro? Ele estava chorando incontrolavelmente e dizendo, "Oh meu Deus, Pac, você tem que se sentar!". Eu estava me sentindo estranho, como: Por que eles querem me fazer sentar?

Vibe: Porque cinco balas tinham passado por seu corpo.
Tupac: Eu não sabia que tinha sido baleado na cabeça ainda. Eu não senti nada. Eu abri minha calça, e eu podia ver a pólvora e o buraco.
Eu não queria mostrar pra eles se meu pau ainda estava lá. Eu só vi um buraco e disse, "Oh merda. Me arrume um pouco de erva.".
Eu liguei para a minha namorada: "Ei, eu só levei um tiro. Ligue para a minha mãe e diga a ela.". Ninguém se aproximou de mim. Notei que ninguém queria olhar para mim. Andre Harrell não olhava para mim. Eu estava saindo para jantar com ele nos últimos dias. Ele havia me convidado para o "New York Undercover (nota: extinto grupo de rap)", dizendo-me que ele ia me arrumar um emprego. Puffy estava afastado também. Eu conhecia Puffy. Ele sabia quantas coisas eu tinha feito por Biggie antes que ele ficasse famoso.

Vibe: As pessoas viram sangue em você?
Tupac: Eles começaram a me falar: "Sua cabeça! Sua cabeça está sangrando!". Mas eu pensei que era apenas uma coronhada. Em seguida, a ambulância chegou, e a polícia. Primeiro eu percebi que o policial que chegou era o policial que prestou depoimento contra mim na acusação de estupro. Ele tinha um meio sorriso no rosto, e ele viu os caras olhando para as minhas bolas. Ele disse: "O que há, Tupac? Como vai isso?".

Tupac na saída do estúdio. Ele nem imaginava a quantidade de tiros que levou.

Quando cheguei ao Bellevue Hospital, o médico disse, "Oh meu Deus!".
E eu "O que? O que foi?". E eu ouvi ele dizendo a outros médicos,"Olhe para isso. É pólvora aqui.". Ele estava falando sobre a minha cabeça.
"Esta é a ferida de entrada. Este é o ferimento de saída.". E quando ele fez isso, eu podia sentir os buracos. Eu disse: "Oh meu Deus. Eu podia sentir isso.". Era por isso que eu estava desmaiando no saguão do prédio. E foi aí que eu disse: "Oh merda. Eles me deram um tiro na minha cabeça.". Eles disseram: "Você não sabe a sorte que tem. Você foi baleado cinco vezes.".
Foi estranho. Eu não queria acreditar. Eu só conseguia me lembrar do primeiro tiro, então tudo ficou branco.

Vibe: Em algum momento você achou que ia morrer? 
Tupac: Não. Juro por Deus. Para não soar assustador ou nada, eu senti Deus cuidando de mim desde o primeiro momento em que os manos puxaram as armas. A única coisa que me magoou foi que Stretch e todos os outros deitaram no chão. As balas não doeram. Nada doeu até que eu estava em recuperação. Eu não podia andar, não podia levantar, e minha mão ficou fodida.
Eu estava olhando as notícias e estavam mentindo sobre mim.

Vibe: Conte-me sobre alguma cobertura que aborreceu você.
Tupac: A primeira coisa que me incomodou foi aquele cara que escreveu essa merda dizendo que eu pretendia fazer isso. Que eu tinha encenado, que foi um ato.
Quando li isso, eu comecei a chorar como um bebê, como uma bicha. 
Eu não podia acreditar. Isso me deixou em pedaços.
E, em seguida, os noticiários estavam dizendo que eu tinha uma arma e erva comigo. Em vez de dizer que eu era uma vítima, eles estavam fazendo como se eu tivesse feito isso.

Vibe: E sobre todas as piadas, dizendo que tinha perdido um de seus testículos?
Tupac: Isso não me incomoda, porque eu penso, merda, eu vou ser o último a rir. Porque eu tenho mais coragem que todos esses manos.
"Você pode ter bebês", meus médicos disseram.
Me disseram isso na primeira noite, depois que começaram a cirurgia exploratória: "Nada há de errado. A bala entrou e saiu.". É a mesma coisa com a minha cabeça. A bala entrou e saiu.

Vibe: Você já teve muita dor desde então?
Tupac: Sim, eu tenho dores de cabeça. Eu acordo gritando. Tenho tido pesadelos, pensando que ainda estão atirando em mim. Tudo o que vejo é manos puxando armas, e eu ouço o cara dizendo: "Atire filho da puta!".
Então eu acordo suado como o inferno. Droga, eu tenho muita dor de cabeça. O psiquiatra em Bellevue disse que é o estresse pós-traumático.

Vibe: Por que você deixou Bellevue Hospital?
Tupac: Deixei Bellevue na noite seguinte. Eles estavam me ajudando, mas eu me senti como um projeto de ciências. Eles continuaram chegando, olhando para o meu pau e, merda, e isso não era uma posição legal para ficar. E eu sabia que minha vida estava em perigo. O Fruto do Islã estava lá, mas eles não têm armas. Eu sabia que tipo de manos que eu estava lidando.

Tupac na saída do hospital.

Então eu deixei Bellevue e fui para o Metropolitan.
Eles me deram um telefone e disseram: "Você está seguro aqui. Ninguém sabe que você está aqui.". Mas o telefone tocava e alguém dizia: "Você ainda não está morto?". Eu sempre pensava: "Merda! Esses filhos da puta não tem nenhuma piedade.". Então eu saí do hospital, e minha família me levou para um local seguro, alguém que realmente se importava comigo em Nova York.

Parecia ou não que o músico estava com medo?
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Tupac saiu dois dias depois do hospital, mesmo sem autorização dos médicos, pois ele temia por sua vida.
Em menos de 5 meses depois, já foi condenado à prisão. Mas ele já havia terminado de gravar as canções para seu novo disco, que é a próxima parte desse especial.