sábado, 22 de junho de 2013

V de Vingança - Origem da Máscara

Fala galera!

Esse post é bem informativo, mas também é uma história que atravessa o tempo, e espero agradar quem ler!
Bem, a gente tem visto muito essa carinha por esses dias de manifestação pelo país, entre outras coisas:


Pois bem, de algum tempo pra cá, também temos visto como símbolo de mudanças e na campanha do grupo Anonymous, e muita gente acha que essa máscara é de autoria deles.

Vamos começar em uma outra época, em Londres, Inglaterra.
Tudo começou com o soldado católico Guy Fawkes (1570 - 1606), que participou da chamada "Conspiração da Pólvora", que tinha como objetivo explodir o Parlamento Inglês durante uma sessão em 1605, para matar o rei protestante Jaime I, que havia repreendido o poder de outros católicos naquela época.

Guy Fawkes.

Fawkes era especialista em explosivos, e foi o responsável pela guarda e pela colocação dos 36 barris de pólvora na parte inferior do parlamento. Porém, a ação foi descoberta, e Fawkes foi condenado por conspiração e tentativa de assassinato.

Guy Fawkes é atribuído como "... o único homem que entrou no parlamento com intenções honestas." A captura de Fawkes é celebrada no dia 5 de novembro, e existe uma rima para relembrar a data:

"Remember, remember, the 5th of November
The gunpowder, treason and plot;
I know of no reason, why the gunpowder treason
Should ever be forgot."

Tradução livre:

"Lembrai, lembrai, o cinco de novembro
A pólvora, a traição e o ardil;
por isso não vejo porque esquecer;
uma traição de pólvora tão vil"

Uma imagem da "Guy Fawkes Night", comemorada
todo dia 5 de novembro.

Beleza!
Baseado nisso, o genial roteirista Alan Moore e o ótimo desenhista David Lloyd criaram uma história, que é considerada um dos maiores clássicos dos quadrinhos: V de Vingança (V for Vendetta). E claro, a criação da máscara é creditado a Lloyd.
Iniciada em 1982 e terminada 1983, com alguns relançamentos até hoje, V de Vingança nos mostra um conto futurista (que era 1997 na época, porém atemporal) onde o Estado Inglês tomou posse de tudo, e restringiu praticamente a zero toda música e cultura, deixando o povo a sua mercê.

Capa do quadrinho.

Não foram perdoados negros, judeus, homossexuais e livre pensadores, e o governo conta com polícia secreta, campos de concentração e controle total da mídia, o que é bem semelhante ao fascismo.
Em meio a essa apatia, surge o Codinome "V", um anarquista que utiliza a máscara de Guy Fawkes, e se utiliza de métodos terroristas para abater o governo totalitário.

Um dos trechos da HQ.

No meio do caminho, conhece a garota Evey, que perdeu seus pais nos ataques do governo contra as pessoas. V mostra a Evey a cultura perdida, ideias e ideais, tornando a garota sua aprendiz.
Mas a ideia de V era muito mais que combater o governo: é mostrar que o mesmo povo que elege os governantes pode mudar essa situação.

"Remember, remember..."

E outro detalhe: em nenhum momento da história, é mostrada a identidade de V. Então ele deixa a ideia de "anonimo" no ar, que poderia ser qualquer cidadão (daí que vem a origem dos Anonymous).

Outro trecho que ficou famoso.

Um filme foi lançado em 2006, mas claro que foi levemente enxugado para deixar a trama mais simples para as telas, porém não menos espetacular, e com as mesmas ideias dos quadrinhos.

Capa do filme.

Espero ter esclarecido alguns pontos, e claro, tive oportunidade de falar de uma das minhas histórias preferidas!

domingo, 16 de junho de 2013

Bullet for My Valentine - Hand of Blood

Fala galera!

Acho que quem visita o blog sabe que eu sou um apreciador do Rock n' Roll.
Claro que existem muitas bandas de qualidade (e espero falar de muitas delas aqui), mas fazia um tempo que não encontrava uma banda "nova" que mereça atenção.

"Nova" não no sentido de recém fundada, mas nova que eu não havia prestado atenção. E fiquei satisfeito com o som da banda Bullet for My Valentine!


Vamos aos dados mais técnicos:
O Bullet for My Valentine (BFMV) foi fundada em 1998, mas se chamava "Jeff Kill John", e basicamente faziam covers de outras bandas. Formada por Matthew Tuck (vocal, guitarra), Michael Paget (guitarra, vocal de apoio), Jason James (baixo, vocal de apoio) e Michael Thomas (bateria), são originários do País de Gales (pra meu espanto, imaginei que eram americanos por causa do inglês limpo deles!).

Desde seu 1º álbum, ganham prêmios e indicações constantemente, e não é pra menos. Como consta na Wikipedia:

"É a banda que mais ganhou prêmios na Kerrang! ganhando três vezes o Prêmio de "Melhor Banda Britânica", além de ter sido eleita pela própria revista Kerrang! como a 7ª melhor banda dos últimos 30 anos. E ainda são apontados como os reis do atual cenário do metal moderno Britânico."

E vamos ao post sobre o 2º EP da banda: "Hand of Blood"!
Lançado em 2005, contém 6 faixas. Diferente de outros EPs, que geralmente gravam uma ou duas músicas e enchem de remixes, aqui são faixas diferentes.


É um belo disco (além de raro, porque não foi fácil encontrá-lo pra venda!), com uma bela capa (na verdade, os discos do BFMV sempre tem uma arte massa!), e quanto a sonoridade, é ótima!
Com uma bela combinação de vocais, melódica e gutural, riffs bem trabalhados e pegajosos, e destaque para o baixo e a bateria bem marcadas. Tenho que realmente destacar que não é por nada que são tão bem destacados no cenário atual.

Não tenho como destacar uma faixa, desde a primeira faixa até a última é uma bela demonstração de Heavy Metal, mas prestem atenção na faixa "4 Words (To Choke Upon)" e "Cries in Vain".

Segue tracklist :

"4 Words (To Choke Upon)"
"Hand of Blood"
"Cries In Vain"
"Curses"
"No Control"
"Just Another Star" 

Acho engraçado como rotulam o Rock cada vez mais.
O BFMV, por exemplo, é chamado de Metalcore. Outra banda que tem esse rótulo é o Avenged Sevenfold, que por acaso é outra ótima banda. Geralmente quem rotula essas bandas são pessoas com a mente mais fechada para novos tipos de som. O que é uma puta bobeira, diga-se de passagem.

Li em algum lugar na net, mas não lembro onde: o som pode ser chamado de Metalcore, Emocore, Heavy Metal, New Metal, Industrial, Punk ou qualquer outra coisa... o que importa é que faz bem pra alma, certo?

E segue clipe de "Hand of Blood"!


domingo, 9 de junho de 2013

Rob Zombie - Educated Horses

Fala galera!

É muito legal fazer um post sobre o Rob Zombie!
O cara conseguiu se tornar um ícone em tudo que faz: suas músicas são de extrema qualidade e seus filmes são muito bons pra quem curte o gênero de terror.

Pra quem curte terror, tanto suas músicas quanto seus filmes agradam.
Vai um post sobre seu álbum de 2006, chamado "Educated Horses".


De todos seus álbuns, esse foi o mais experimental de todos.
Na verdade, seus discos anteriores são extremamente pesados, levando o Industrial Metal a um outro patamar. Mas nesse caso, é um disco ligeiramente mais leve, porém mais técnico.

Conta com Rob Zombie nos vocais, John 5 na guitarra (um dos melhores guitarristas da atualidade, que era da banda do Marilyn Manson), Blasko no baixo e Tommy Clufetos na bateria
Claro que o disco soa como uma trilha sonora de um filme de terror, o que já faz valer a pena ouvir, e Rob sempre com suas letras cheias de referências aos filmes do gênero, e deixando muito à vontade o guitarrista John 5 para as experimentações, como exemplo da introdução "Sawdust in the Blood".

Imagem da banda no estúdio durante as gravações.

Claro que existem as faixas pesadas, como "American Witch (clipe abaixo)", "Let It All Bleed Out" e "The Lords of Salem", que empolgam com sua pegada mais Heavy Metal, mas as músicas mais tranquilas como "Foxy, Foxy" e "17 Year Locust" deixam claro que apesar de não serem pesadas como as outras, as letras e a técnica compensam, com riffs que entrecortam a calmaria, e fora o riff insano e batida viciante de "The Devil's Rejects" que empolga muito.

Detalhe: Rob Zombie parece que curte lançar músicas e filmes que se complementam: apenas nesse disco, a música "The Devil's Rejects" originou (ou foi originada) seu filme de 2005, "Rejeitados pelo Diabo (ótimo filme de terror, por sinal)" e a música "The Lords of Salem" originou seu filme mais rescente, lançado este ano, sob o mesmo nome.

Capa do filme "Rejeitados pelo Diabo".

Rob Zombie é indispensável pra quem curte terror quanto nas telas como na música, então aproveitem e adentrem esse mundo obscuro (e divertido) do Rob Zombie!

Segue tracklist:

"Sawdust in the Blood" 
"American Witch" 
"Foxy Foxy"  
"17 Year Locust" 
"The Scorpion Sleeps"  
"100 Ways" 
"Let It All Bleed Out" 
"Death of It All" 
"Ride"  
"The Devil's Rejects"  
"The Lords of Salem"  


domingo, 2 de junho de 2013

Creepypasta: MortalKombat.exe

Fala galera!

Faz um tempinho que eu não postava mais creepypastas, né?
Então, lá vai uma de um dos games que mais curto!


"Eu sempre fui um fã de jogos de Mortal Kombat, principalmente os jogos dos projetos do Mortal Kombat, mas não mais. Na verdade, eu odeio mesmo ouvir sobre o jogo. 
Ok, de qualquer maneira, um dia eu estava navegando na web procurando alguns jogos para os meus emuladores, e me chamou a atenção um jogo chamado "MortalKombat.exe". Eu não vou dar o link para a segurança de você e seu computador. 

Mas de qualquer maneira, eu pensei que seria chato e maçante, mas não tinha nada a perder, e vi que o game tinha 2 GB, então eu pensei que o jogo seria emocionante, porque eu nunca tinha baixado um game do Mortal Kombat que fosse tão grande. Então, eu cliquei no link para download e comecei a baixar o jogo, surpreendentemente, demorou mais de 4 horas de download para baixar o jogo inteiro.

Mas é aí que as coisas começaram a ficar estranhas. A caixa de download apareceu, deixando-me saber que o download foi concluído, e assim que eu cliquei em "Executar", a tela do meu laptop ficou em estática e começou a tocar um som em uma freqüencia muito alta, então o laptop literalmente apagou. 
Fiquei com raiva, achei que havia queimado o laptop. E tentei liga-lo. E funcionou. Para minha surpresa, o atalho do game já estava na área de trabalho.
Então eu cliquei no .exe e após o loading, o game começou a rodar. 

Tela de loading.

Não havia música tocando, a tela inicial mostrou Goro e havia as palavras Arcade, Versus, Prática, Opções e Sair. Eu cliquei no modo Arcade e o tema do Mortal Kombat I explodiu na caixa de som violentamente, parecia que sacudiu a casa inteira, eu desliguei o som, e após me recuperar do susto, eu não podia acreditar no que vi.

Tela inicial de opções.

A tela de seleção de personagem surgiu mostrando um total de 276 personagens, fiquei espantado! Este foi o melhor Mortal Kombat que vi! 

Tela de seleção: muitos personagens, que da hora!

Então, eu selecionei um dos meus personagens favoritos, Chameleon, mas havia seis versões dele, mas eu escolhi o Chameleon do Mortal Kombat Trilogy.

Chameleon do MK Trilogy.

Em seguida, uma caixa apareceu na tela de seleção dizendo "Choose Stage", havia um total de 500 estágios, tornando o game ainda melhor. Então, eu escolhi o meu estágio favorito para lutar, a Ponte do Mortal Kombat I. Quando eu selecionei o estágio, a voz Shao Kahn disse: "Good Choice, Layne (Boa Escolha, Layne)"

Duas coisas me vieram à cabeça:

1. Como ele sabia o meu nome? 
2. Como ouvi sua voz se os alto-falantes estão desligados? 

Famosa "The Pitt", de MK I.

Então, a tela de loading apareceu, e a 1ª batalha era contra Hydro, um personagem de um dos Projetos do Mortal Kombat. Comecei a lutar e, finalmente, chegou a um ponto onde a voz de Shao Kahn disse: "Finish Him!", em seguida, uma caixa apareceu mostrando uma lista de nomes, e um deles era o meu nome de um de meus amigos, Jordan.

Na brincadeira, eu cliquei em "Jordan". E outra caixa apareceu, dizendo: "Choose Fatality!", e tinha os "Fatality 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10" e "Stage Fatality", e fiquei animado de saber que cada personagem tinha 10 Fatalities e um Stage Fatality, mas escolhi "Stage Fatality". Quando eu cliquei, mostrou o meu personagem Chameleon executando um gancho em Hydro, fazendo-o cair nas pontas da parte inferior da ponte, mas quando ele bateu no chão, o sangue era muito realista e o personagem gritava em agonia, mas o grito de Hydro quase estourou os alto-falantes (que até então estavam desligados) de tão alto. 

Então as palavras "Chameleon Wins! Fatality!" apareceu na tela, mas não houve Shao Kahn dizendo o nome e fatalidade.
Então a voz de Shao Kahn diz de repente: "Você nunca vai ganhar, Layne", e começam a surgir um monte de pop-ups dizendo "MortalKombat.exe não está respondendo", e meu laptop apagou de novo. Fiquei assustado... demais. Tentei ligar meu laptop de volta, mas ele não ligou, e eu pensei que o game deve ter sido baixado com um vírus. Deixei meu laptop de lado, pensando comigo mesmo que eu poderia tentar consertá-lo na parte da manhã, ou levá-lo para consertar, caso não conseguisse descobrir o que era.

Fui para a cama, tentando dormir, mas ainda está pensando sobre o porquê de o jogo sabia o meu nome.
Acordei com um barulho do toque do meu celular. Peguei o aparelho e vi que eram 2:43 da manhã, mas era o número de um amigo meu... então eu atendi o telefone... e apenas consegui ouvir uma mulher chorando e o som de sirenes no fundo.

Era a mãe do Jordan. Perguntei o que estava acontecendo, e ela apenas me respondeu que as sirenes eram do carro da polícia e da ambulância. E segundos antes de passar para o seu outro filho, apenas disse que Jordan estava morto.
Alex, irmão mais novo de Jordan, me disse aos prantos que o corpo do irmão tinha vários buracos grandes, então eu deixei cair o telefone.
Mas como?
Jordan morto em casa?
O que será...?
Seria loucura, ou talvez o game...?

Fui correndo para a sala e, apavorado, tentei ligar meu laptop. 
A tela continuava escura, mas estava ligado, e surgiu uma caixa de mensagem dizendo: "Obrigado por jogar, Layne! Mas eu disse a você, você nunca vai ganhar". 

Fiquei em estado de choque, e várias caixas de mensagem continuaram aparecendo na tela, dizendo "NUNCA", então a pior coisa que já me aconteceu, entre as caixas de mensagem surgiram várias fotos de mortos, desde adultos até crianças, em seguida, apareceu uma última foto... meu amigo Jordan, com os olhos arrancados e seus intestinos pendurados, com vários buracos ensanguentados em seu corpo. A última caixa de mensagem que surgiu no laptop antes de queimar foi "Layne Wins! Fatality!". Nunca mais tentei ligar o computador novamente.


Já se passaram mais de 4 meses desde o incidente, e estou traumatizado com isso, assim como qualquer outra pessoa estaria. A polícia encontrou o homem que matou Jordan, mas o estranho é que ele é o criador do jogo eu baixei. Semana passada eu estava trocando os canais na TV e eu vi o assassino de Jordan no tribunal em uma reportagem de TV, eu tive que assistir. 

Após alguns minutos da reportagem, o juiz perguntou-lhe o que ele tinha a dizer antes de ele ser preso, condenado à vários anos. Ele respondeu, olhando para o juiz: "Layne, você nunca vai ganhar", e saiu rindo loucamente com o policial o levando do tribunal."

sábado, 1 de junho de 2013

Metallica - Orgulho, Paixão e Glória: Três Noites na Cidade do México

Fala galera!

O Metallica é a banda de Metal mais bem vista atualmente.
Já falei deles em um post AQUI, mas ficou alguma coisa pendente.


O show registrado em "Metallica - Orgulho, Paixão e Glória: Três Noites na Cidade do México" foi sem dúvidas, um dos melhores shows de Rock já gravados, e foi lançado apenas na América Latina.

Lançado em dois formatos (DVD duplo e o box com 2 DVDs e 2 CDs), mostra a banda descarregando o peso de seu som pra uma multidão doida na cidade do México.


Com um palco simples, o que realmente se destacou foi o talento dos caras.
Contando com suas músicas clássicas como "Master of Puppets", "Creeping Death" e "Hit the Lights", com as músicas do poderoso "Black Album", como "The Unforgiven" e "Nothing Else Matters", e de seu último disco "Death Magnetic", como "Broken, Beat & Scarred" e "The Day That Never Comes".
Uma pena que não entrou nenhuma música do disco "St. Anger".


No 2º DVD, conta com mais extras e outros sons, como "The End of the Line", "Cyanide" e "Fuel".
Já o CD duplo consta com a gravação em áudio do 1º DVD na íntegra.

A banda está no auge da forma, e tocando de uma maneira bem descontraída, de bem com a vida mesmo.
Vale realmente a pena assistir esse show histórico de uma das melhores bandas que está em atividade!
E esse post foi à pedidos do parceiro Arthur, do blog Casa dos Terrores!

Segue tracklist dos DVDs e CDs:

DVD1

The Ecstasy Of Gold
Creeping Death
For Whom The Bell Tolls
Ride The Lightning
Disposable Heroes
One
Broken, Beat & Scarred
The Memory Remains
Sad But True
The Unforgiven
All Nightmare Long
The Day That Never Comes
Master Of Puppets
Fight Fire With Fire
Nothing Else Matters
Enter Sandman
The Wait
Hit The Lights
Seek & Destroy

DVD2

That Was Just Your Life
The End Of The Line
Holier Than Thou
Cyanide
Blackened
Helpless
Trapped Under Ice
Turn The Page
The Prince
No Remorse
Fuel
Wherever I May Roam
Harvester Of Sorrow
Fade To Black
...And Justice For All
Dyers Eve

CD1

The Ecstasy Of Gold
Creeping Death
For Whom The Bell Tolls
Ride The Lightning
Disposable Heroes
One
Broken, Beat & Scarred
The Memory Remains
Sad But True
The Unforgiven

CD2

All Nightmare Long
The Day That Never Comes
Master Of Puppets
Fight Fire With Fire
Nothing Else Matters
Enter Sandman
The Wait
Hit The Lights
Seek & Destroy

sábado, 25 de maio de 2013

Korn - Pioneiros do New Metal

Tenho que tirar o chapéu para a banda Korn.
Claro, são uma ótima banda, e são considerados os pioneiros do gênero New Metal (junto com a banda Faith No More). E pra quem não sabe, a banda Limp Bizkit foi descoberta por eles!
Depois de 10 álbuns de estúdio, e em cada álbum evoluindo seu som e ampliando mais e mais as misturas de estilos, ainda assim mantém sua identidade.


Já são aquela banda que você escuta, logo já diz: "é o Korn!".
Uma mistura som pesado e meio macabro, mas as letras são mais profundas do que muitas pessoas pensam. Assuntos como infâncias desperdiçadas, abuso infantil, sofrer bullying, e reclamações da vida são levadas a um outro nível, já que muitos dizem que quem assiste um show do Korn até se emociona, devido a emoção que as letras provocam e que em sua grande maioria, são auto-biográficas do vocalista Jonathan Davis.

Fundada em 1990, conta com os músicos Jonathan Davis (vocal), Reginald Arvizu "Fieldy" (baixo), James Shaffer "Munky" (guitarra), Brian "Head" Welch - (guitarra - que saiu da banda em 2005 e voltou em 2013) e Ray Luzier (bateria - que entrou na banda em 2007).

Como eles tem uma discografia extensa, vou destacar alguns discos que valem a pena ouvir (na verdade todos são ótimos, mas pra não ficar um post imenso, vão só alguns!)

Follow The Leader - 1998


3º disco da banda, muito superior aos dois anteriores (ótimos, por sinal).
Mas com mais maturidade dos músicos, músicas mais bem trabalhadas e letras mais complexas, cairam no gosto da galera, ainda mais pelas músicas "It's On!", a macabra "Dead Bodies Everywhere" e a paulada "Freak on a Leash", cujo clipe é muito foda!!



Issues - 1999


Nesse 4º registro do Korn, que na minha opinião, é o melhor disco deles.
Tem as músicas mais macabras, pesadas e violentas, e é o melhor trabalhado, além de ser, de fato, seu último registro como New Metal puro.
O disco é pra ser ouvido por inteiro, como uma trilha sonora mesmo, mas destaco as faixas "Falling Away from Me", "Wake Up", a doida "Dirty" e a melhor de todas, "Make Me Bad", que com certeza, apavora!



See You on the Other Side - 2005


O álbum de 2005 já mostra influências eletrônicas no som da banda.
Claro que é bem trabalhado e macabro, mas não é tão obscuro quanto o "Issues". Foi um disco com uma ótima recepção do público, e com músicas que pegam fácil logo na 1ª audição, como "Twisted Transistor", "Love Song" e a visceral "Coming Undone". Ótimo disco!


A discografia completa é:

1994 - Korn
1996 - Life is Peachy
1998 - Follow the Leader
1999 - Issues
2002 - Untouchables
2003 - Take a Look in the Mirror
2005 - See You on the Other Side
2007 - Untitled
2010 - Korn III - Remember Who You Are
2011 - The Path of Totality

Bem, é isso!
E tomara que o parceirão Leon (Predomínio do Terror) curta o post, porque ele me falou que queria ver alguma coisa do Korn, e por coincidência mesmo, era o próximo post!

E pra quem quiser ver alguma banda que curta, e quiser ver um post aqui, pode me falar, parceiro ou não!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Slipknot - 1999 / 2010


Fala galera!

Na realidade, é complicado eu falar sobre o Slipknot.
Sendo uma de minhas bandas preferidas, é foda tentar fazer um post sem ser imparcial. Mas vamos lá!


O Slipknot foi formado em 1995 em Des Moines, Iowa.
Possui nove integrantes, sendo que todos usam máscaras, números de identificação e macacões com o símbolo da banda. São eles: 0 - Sid Wilson (DJ), 1 - Nathan "Joey" Jordison (bateria), 2 - Paul Gray (baixo), 3 - Chris Fehn (percussão), 4 - James Root (guitarra), 5 - Craig "133" Jones (sampler), 6 - Shawn "Clown" Crahan (percussão), 7 - Mick Thomson (guitarra), e 8 - Corey Taylor (vocal).

Até aí, acho que quem curte tá careca de saber.

Mas eu conheci a banda de uma maneira diferente: aqui na minha cidade, não tem uma grande quantidade de lojas de Rock. Apenas uma especializada.
E bem no comecinho do ano 2000, vejo nessa loja um CD diferente: um monte de caras com roupas vermelhas e usando máscaras, e a contra capa era um Tabuleiro Ouija! O dono da loja falou que era lançamento, e trouxe apenas aquele CD pra ver se venderia. E me disse que o som era muito pesado.

Não pensei muito e comprei. Era o 1º disco do Slipknot. E a sorte foi tão grande, que comprei um CD com uma tiragem muito pequena, porque tem 20 faixas, incluindo demos e músicas ao vivo. Claro que não me arrependi nem um pouco, porque nem tirava o álbum do som. Rolava 24 hs por dia. Assim me tornei um fã mesmo.

Capa de "Slipknot".

Mas voltando...
O Slipknot fez um sucesso absurdo com seu 1º disco, porque a nação roqueira curtiu o som pesado e urgente da banda. o álbum "Slipknot",  lançado em 1999, conseguiu juntar uma grande base de fãs. Claro, com clássicos como "Wait and Bleed", "Spit It Out", "Surfacing", "(Sic)" e "Eyeless", mostrava uma banda a todo vapor, e os shows ao vivo são realmente empolgantes, incluindo integrantes pulando sem parar, zoneando pelo palco e brigando entre eles.

Curiosidade: Nas primeiras 1000 cópias do disco, havia a música "Purity", que Corey havia escrito baseada em uma história de assassinato. Porém, quando descobriu que a história era falsa, pediu para retirarem a faixa das próximas prensagens do álbum.

Claro que não parou por aí. Na minha opinião, o disco mais brutal (brutal no sentido literal da palavra mesmo) da banda foi "Iowa", o 2º disco, lançado em 2001.
A começar pelo bode preto na capa, músicas como "People = Shit", a paulada "The Heretic Anthem", a grudenta "Left Behind" e a visceral "New Abortion", tornou o disco o sucessor mais que perfeito depois do 1º álbum.

Capa de "Iowa".

Curiosidade: "Iowa", quando lançado nos Estado Unidos (e algumas cópias por aqui), a capa é toda brilhante, deixando o bode mais ameaçador. E o encarte então, é feito de papel manteiga, com um acabamento fora do normal (é essa a cópia que tenho, comprei no dia que lançou!). Mas dizem que a gravadora lançou uma tiragem pequena, pois o valor do acabamento do disco era caríssimo.

Após turnês sem fim, uma parada apenas para gravar o próximo álbum.
Gravado na casa o famoso escapista Harry Houdini (que disse que se morresse, voltaria para assombrar o lugar) e que hoje pertence ao produtor Rick Rubim (já postei sobre essa mansão AQUI).
Os membros da banda contam que vivenciaram coisas sem explicação, como portas abrindo e fechando sozinhas e garrafas voando pelos quartos.

Capa de "Vol. 3 - Subliminal Verses".

Mas lançado em 2004, "Vol. 3 - The Subliminal Verses" mostra uma banda mais madura, usando vocais mais melódicos e até guitarras acústicas, mas claro que não deixou o peso de lado.
Recheado de hits, o disco conta com "Before I Forget", "Duality", "Vermilion" partes 1 e 2, "Pulse of The Maggots" e "The Blister Exists". 

Curiosidade: a capa foi feita por Shawn "Clown" Crahan, e é uma máscara de couro com zíper na boca, chamada de "Maggot's Mask". Na época, podia ser comprada pelo site da banda.

Curto os discos do Slipknot, mas na minha opinião, a obra-prima da banda é o 4º álbum, lançado em 2008, sob o título "All Hope Is Gone". Digo isso porque: apesar de integrantes da banda terem seus projetos paralelos, se juntaram e todos participaram do processo criativo do disco.

Capa de "All Hope Is Gone".


Corey Taylor, por exemplo, havia parado de beber no meio das gravações do 3º disco, então nesse álbum sua voz está muito mais limpa. Souberam ponderar bem entre o peso e a melodia em cada faixa, deixando o álbum muito mais maduro e claro. E como gravaram em sua cidade natal, deixou a mente deles mais traquila. Compuseram mais de 30 músicas, e várias demos para testar no disco.

Lançaram quatro singles: "All Hope Is Gone", "Psychosocial", "Dead Memories" e "Snuff". O legal é que o disco pode ser ouvido como uma trilha sonora, pois uma faixa complementa a outra.
Fora as faixas acima, ainda destaco "Gehenna", "Sulfur" e "Vendetta".
Pena que foi o último trabalho do baixista Paul Gray, que veio a falecer vítima de uma overdose por misturar medicamentos.

Curiosidade: o vídeo de "Snuff", que vocês podem conferir abaixo, foi dirigido por Shawn "Clown" Craham, na verdade não é um clipe, mas um curta, e conta uma história diferente, e tem participação especial do famoso ator Malcolm Mcdowell.


Claro que a banda entrou em um hiato por tempo indeterminado após a morte de Gray. Mas em 2013 já voltaram a realizar turnês, tanto com suas bandas paralelas como com o Slipknot. Agora só nos resta aguardar o novo trabalho da banda, pois já afirmaram que vão continuar!