Fala galera!
Na realidade, é complicado eu falar sobre o Slipknot.
Sendo uma de minhas bandas preferidas, é foda tentar fazer um post sem ser imparcial. Mas vamos lá!
O Slipknot foi formado em 1995 em Des Moines, Iowa.
Possui nove integrantes, sendo que todos usam máscaras, números de identificação e macacões com o símbolo da banda. São eles: 0 - Sid Wilson (DJ), 1 - Nathan "Joey" Jordison (bateria), 2 - Paul Gray (baixo), 3 - Chris Fehn (percussão), 4 - James Root (guitarra), 5 - Craig "133" Jones (sampler), 6 - Shawn "Clown" Crahan (percussão), 7 - Mick Thomson (guitarra), e 8 - Corey Taylor (vocal).
Até aí, acho que quem curte tá careca de saber.
Mas eu conheci a banda de uma maneira diferente: aqui na minha cidade, não tem uma grande quantidade de lojas de Rock. Apenas uma especializada.
E bem no comecinho do ano 2000, vejo nessa loja um CD diferente: um monte de caras com roupas vermelhas e usando máscaras, e a contra capa era um Tabuleiro Ouija! O dono da loja falou que era lançamento, e trouxe apenas aquele CD pra ver se venderia. E me disse que o som era muito pesado.
Não pensei muito e comprei. Era o 1º disco do Slipknot. E a sorte foi tão grande, que comprei um CD com uma tiragem muito pequena, porque tem 20 faixas, incluindo demos e músicas ao vivo. Claro que não me arrependi nem um pouco, porque nem tirava o álbum do som. Rolava 24 hs por dia. Assim me tornei um fã mesmo.
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| Capa de "Slipknot". |
Mas voltando...
O Slipknot fez um sucesso absurdo com seu 1º disco, porque a nação roqueira curtiu o som pesado e urgente da banda. o álbum "Slipknot", lançado em 1999, conseguiu juntar uma grande base de fãs. Claro, com clássicos como "Wait and Bleed", "Spit It Out", "Surfacing", "(Sic)" e "Eyeless", mostrava uma banda a todo vapor, e os shows ao vivo são realmente empolgantes, incluindo integrantes pulando sem parar, zoneando pelo palco e brigando entre eles.
Curiosidade: Nas primeiras 1000 cópias do disco, havia a música "Purity", que Corey havia escrito baseada em uma história de assassinato. Porém, quando descobriu que a história era falsa, pediu para retirarem a faixa das próximas prensagens do álbum.
Claro que não parou por aí. Na minha opinião, o disco mais brutal (brutal no sentido literal da palavra mesmo) da banda foi "Iowa", o 2º disco, lançado em 2001.
A começar pelo bode preto na capa, músicas como "People = Shit", a paulada "The Heretic Anthem", a grudenta "Left Behind" e a visceral "New Abortion", tornou o disco o sucessor mais que perfeito depois do 1º álbum.
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| Capa de "Iowa". |
Curiosidade: "Iowa", quando lançado nos Estado Unidos (e algumas cópias por aqui), a capa é toda brilhante, deixando o bode mais ameaçador. E o encarte então, é feito de papel manteiga, com um acabamento fora do normal (é essa a cópia que tenho, comprei no dia que lançou!). Mas dizem que a gravadora lançou uma tiragem pequena, pois o valor do acabamento do disco era caríssimo.
Após turnês sem fim, uma parada apenas para gravar o próximo álbum.
Gravado na casa o famoso escapista Harry Houdini (que disse que se morresse, voltaria para assombrar o lugar) e que hoje pertence ao produtor Rick Rubim (já postei sobre essa mansão AQUI).
Os membros da banda contam que vivenciaram coisas sem explicação, como portas abrindo e fechando sozinhas e garrafas voando pelos quartos.
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| Capa de "Vol. 3 - Subliminal Verses". |
Mas lançado em 2004, "Vol. 3 - The Subliminal Verses" mostra uma banda mais madura, usando vocais mais melódicos e até guitarras acústicas, mas claro que não deixou o peso de lado.
Recheado de hits, o disco conta com "Before I Forget", "Duality", "Vermilion" partes 1 e 2, "Pulse of The Maggots" e "The Blister Exists".
Curiosidade: a capa foi feita por Shawn "Clown" Crahan, e é uma máscara de couro com zíper na boca, chamada de "Maggot's Mask". Na época, podia ser comprada pelo site da banda.
Curto os discos do Slipknot, mas na minha opinião, a obra-prima da banda é o 4º álbum, lançado em 2008, sob o título "All Hope Is Gone". Digo isso porque: apesar de integrantes da banda terem seus projetos paralelos, se juntaram e todos participaram do processo criativo do disco.
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| Capa de "All Hope Is Gone". |
Corey Taylor, por exemplo, havia parado de beber no meio das gravações do 3º disco, então nesse álbum sua voz está muito mais limpa. Souberam ponderar bem entre o peso e a melodia em cada faixa, deixando o álbum muito mais maduro e claro. E como gravaram em sua cidade natal, deixou a mente deles mais traquila. Compuseram mais de 30 músicas, e várias demos para testar no disco.
Lançaram quatro singles: "All Hope Is Gone", "Psychosocial", "Dead Memories" e "Snuff". O legal é que o disco pode ser ouvido como uma trilha sonora, pois uma faixa complementa a outra.
Fora as faixas acima, ainda destaco "Gehenna", "Sulfur" e "Vendetta".
Pena que foi o último trabalho do baixista Paul Gray, que veio a falecer vítima de uma overdose por misturar medicamentos.
Curiosidade: o vídeo de "Snuff", que vocês podem conferir abaixo, foi dirigido por Shawn "Clown" Craham, na verdade não é um clipe, mas um curta, e conta uma história diferente, e tem participação especial do famoso ator Malcolm Mcdowell.
Claro que a banda entrou em um hiato por tempo indeterminado após a morte de Gray. Mas em 2013 já voltaram a realizar turnês, tanto com suas bandas paralelas como com o Slipknot. Agora só nos resta aguardar o novo trabalho da banda, pois já afirmaram que vão continuar!














