Alguns post atrás eu falei da banda Bullet For My Valentine, e seu primeiro EP "Hand of Blood" (falei dele AQUI)
Mas como o correto é definir uma banda por um trabalho completo, e não por uma música ou single ou EP.
Então, escutei o 1º disco da banda, chamado "The Poison".
E tenho que admitir que essa galera do País de Gales me surpreendeu!
Lançado em outubro de 2005, o disco consagrou a banda como uma das revelações do Metal Britânico, e não é pra menos.
Com uma introdução feita pela famosa banda de symphonic metal Apocalýptica, as faixas são uma paulada atrás da outra, com influências pesadas de Heavy Metal (lógico, os caras eram uma banda cover do Metallica no início da carreira), e os vocais ora melódicos, ora guturais, fazem realmente a diferença entre as outras novas bandas.
Lançaram três singles desse disco, e claro, são algumas das faixas de destaque do álbum: "Tears Don't Fall", "All These Things I Hate (Revolve Around Me)" e "Suffocating Under Words of Sorrow (What Can i Do?)".
Uma das capas do single "Tears Don't Fall".
Outras faixas merecem destaque: "4 Words (To Choke Upon)" e "Cries in Vain" (presentes no 1º EP "Hand of Blood"), "Room 409" e a faixa título "The Poison".
Capa do EP "Hand of Blood".
Pra quem curte som de qualidade e não tem a mente fechada pra novas bandas, eu indico esse disco, e podem ter certeza que vocês não vão se arrepender, "The Poison" é pesado, barulhento e viciante!
Segue tracklist:
"Intro"
"Her Voice Resides"
"4 Words (To Choke Upon)"
"Tears Don't Fall"
"Suffocating Under Words of Sorrow (What Can i Do?)"
Pra começar bem os posts em comemoração ao dia internacional do Rock, vou começar com o pedido do parceirão Leon!
O Linkin Park é uma das bandas mais populares e adoradas dos últimos anos, tanto pelo peso de seu som como pelas ótimas influências e qualidade. Então vamos falar sobre o 1º disco da banda!
Lançado em 2000, o disco "Hybrid Theory" foi um sucesso imediato.
Contando com dois vocalistas mesclando estilos diferentes (um cantando rock melódico e mais gritado, e outro cantando rap), guitarras pesadas e um DJ, conseguiram chamar a atenção do público.
Contando com os membros Chester Bennington (Vocal), Mike Shinoda (Vocal, Guitarra e Teclado), Joe Hahn (Samplers), Phoenix Farrell (Baixo), Brad Delson (Guitarra, Baixo) e Rob Bourdon (Bateria), emplacaram logo com o mega hit "In The End", que por acaso tocou esaustivamente pelas rádios.
Claro que o disco conta com outros hits, como "Papercut", "One Step Closer", "Crawling" e "Points of Authority", que serviram como base de sua carreira e trouxe muitos fãs.
"Hybrid Theory" entrou para a lista dos "200 álbuns definitivos no Rock n' Roll Hall of Fame" e é considerado o 8º disco mais popular de todos os tempos.
Com razão!
Tracklist:
"Papercut"
"One Step Closer"
"With You"
"Points of Authority"
"Crawling"
"Runaway"
"By Myself"
"In the End"
"A Place for My Head"
"Forgotten"
"Cure for the Itch"
"Pushing me Away"
Achei legal postar sobre o 1º disco da banda, pois foi com ele que a banda o Linkin Park se tornou o sucesso de hoje, e olha que é difícil uma banda conseguir o que conseguiu logo com o álbum de estréia!
Acho que quem visita o blog sabe que eu sou um apreciador do Rock n' Roll.
Claro que existem muitas bandas de qualidade (e espero falar de muitas delas aqui), mas fazia um tempo que não encontrava uma banda "nova" que mereça atenção.
"Nova" não no sentido de recém fundada, mas nova que eu não havia prestado atenção. E fiquei satisfeito com o som da banda Bullet for My Valentine!
Vamos aos dados mais técnicos:
O Bullet for My Valentine (BFMV) foi fundada em 1998, mas se chamava "Jeff Kill John", e basicamente faziam covers de outras bandas. Formada por Matthew Tuck (vocal, guitarra), Michael Paget (guitarra, vocal de apoio), Jason James (baixo, vocal de apoio) e Michael Thomas (bateria), são originários do País de Gales (pra meu espanto, imaginei que eram americanos por causa do inglês limpo deles!).
Desde seu 1º álbum, ganham prêmios e indicações constantemente, e não é pra menos. Como consta na Wikipedia:
"É a banda que mais ganhou prêmios na Kerrang! ganhando três vezes o Prêmio de "Melhor Banda Britânica", além de ter sido eleita pela própria revista Kerrang! como a 7ª melhor banda dos últimos 30 anos. E ainda são apontados como os reis do atual cenário do metal moderno Britânico."
E vamos ao post sobre o 2º EP da banda: "Hand of Blood"!
Lançado em 2005, contém 6 faixas. Diferente de outros EPs, que geralmente gravam uma ou duas músicas e enchem de remixes, aqui são faixas diferentes.
É um belo disco (além de raro, porque não foi fácil encontrá-lo pra venda!), com uma bela capa (na verdade, os discos do BFMV sempre tem uma arte massa!), e quanto a sonoridade, é ótima!
Com uma bela combinação de vocais, melódica e gutural, riffs bem trabalhados e pegajosos, e destaque para o baixo e a bateria bem marcadas. Tenho que realmente destacar que não é por nada que são tão bem destacados no cenário atual.
Não tenho como destacar uma faixa, desde a primeira faixa até a última é uma bela demonstração de Heavy Metal, mas prestem atenção na faixa "4 Words (To Choke Upon)" e "Cries in Vain".
Segue tracklist :
"4 Words (To Choke Upon)"
"Hand of Blood"
"Cries In Vain"
"Curses"
"No Control"
"Just Another Star"
Acho engraçado como rotulam o Rock cada vez mais.
O BFMV, por exemplo, é chamado de Metalcore. Outra banda que tem esse rótulo é o Avenged Sevenfold, que por acaso é outra ótima banda. Geralmente quem rotula essas bandas são pessoas com a mente mais fechada para novos tipos de som. O que é uma puta bobeira, diga-se de passagem.
Li em algum lugar na net, mas não lembro onde: o som pode ser chamado de Metalcore, Emocore, Heavy Metal, New Metal, Industrial, Punk ou qualquer outra coisa... o que importa é que faz bem pra alma, certo?
O cara conseguiu se tornar um ícone em tudo que faz: suas músicas são de extrema qualidade e seus filmes são muito bons pra quem curte o gênero de terror.
Pra quem curte terror, tanto suas músicas quanto seus filmes agradam.
Vai um post sobre seu álbum de 2006, chamado "Educated Horses".
De todos seus álbuns, esse foi o mais experimental de todos.
Na verdade, seus discos anteriores são extremamente pesados, levando o Industrial Metal a um outro patamar. Mas nesse caso, é um disco ligeiramente mais leve, porém mais técnico.
Conta com Rob Zombie nos vocais, John 5 na guitarra (um dos melhores guitarristas da atualidade, que era da banda do Marilyn Manson), Blasko no baixo e Tommy Clufetos na bateria.
Claro que o disco soa como uma trilha sonora de um filme de terror, o que já faz valer a pena ouvir, e Rob sempre com suas letras cheias de referências aos filmes do gênero, e deixando muito à vontade o guitarrista John 5 para as experimentações, como exemplo da introdução "Sawdust in the Blood".
Imagem da banda no estúdio durante as gravações.
Claro que existem as faixas pesadas, como "American Witch (clipe abaixo)", "Let It All Bleed Out" e "The Lords of Salem", que empolgam com sua pegada mais Heavy Metal, mas as músicas mais tranquilas como "Foxy, Foxy" e "17 Year Locust" deixam claro que apesar de não serem pesadas como as outras, as letras e a técnica compensam, com riffs que entrecortam a calmaria, e fora o riff insano e batida viciante de "The Devil's Rejects" que empolga muito.
Detalhe: Rob Zombie parece que curte lançar músicas e filmes que se complementam: apenas nesse disco, a música "The Devil's Rejects" originou (ou foi originada) seu filme de 2005, "Rejeitados pelo Diabo (ótimo filme de terror, por sinal)" e a música "The Lords of Salem" originou seu filme mais rescente, lançado este ano, sob o mesmo nome.
Capa do filme "Rejeitados pelo Diabo".
Rob Zombie é indispensável pra quem curte terror quanto nas telas como na música, então aproveitem e adentrem esse mundo obscuro (e divertido) do Rob Zombie!
O Metallica é a banda de Metal mais bem vista atualmente.
Já falei deles em um post AQUI, mas ficou alguma coisa pendente.
O show registrado em "Metallica - Orgulho, Paixão e Glória: Três Noites na Cidade do México" foi sem dúvidas, um dos melhores shows de Rock já gravados, e foi lançado apenas na América Latina.
Lançado em dois formatos (DVD duplo e o box com 2 DVDs e 2 CDs), mostra a banda descarregando o peso de seu som pra uma multidão doida na cidade do México.
Com um palco simples, o que realmente se destacou foi o talento dos caras.
Contando com suas músicas clássicas como "Master of Puppets", "Creeping Death" e "Hit the Lights", com as músicas do poderoso "Black Album", como "The Unforgiven" e "Nothing Else Matters", e de seu último disco "Death Magnetic", como "Broken, Beat & Scarred" e "The Day That Never Comes".
Uma pena que não entrou nenhuma música do disco "St. Anger".
No 2º DVD, conta com mais extras e outros sons, como "The End of the Line", "Cyanide" e "Fuel".
Já o CD duplo consta com a gravação em áudio do 1º DVD na íntegra.
A banda está no auge da forma, e tocando de uma maneira bem descontraída, de bem com a vida mesmo.
Vale realmente a pena assistir esse show histórico de uma das melhores bandas que está em atividade!
E esse post foi à pedidos do parceiro Arthur, do blog Casa dos Terrores!
Claro, são uma ótima banda, e são considerados os pioneiros do gênero New Metal (junto com a banda Faith No More). E pra quem não sabe, a banda Limp Bizkit foi descoberta por eles!
Depois de 10 álbuns de estúdio, e em cada álbum evoluindo seu som e ampliando mais e mais as misturas de estilos, ainda assim mantém sua identidade.
Já são aquela banda que você escuta, logo já diz: "é o Korn!".
Uma mistura som pesado e meio macabro, mas as letras são mais profundas do que muitas pessoas pensam. Assuntos como infâncias desperdiçadas, abuso infantil, sofrer bullying, e reclamações da vida são levadas a um outro nível, já que muitos dizem que quem assiste um show do Korn até se emociona, devido a emoção que as letras provocam e que em sua grande maioria, são auto-biográficas do vocalista Jonathan Davis.
Fundada em 1990, conta com os músicos Jonathan Davis (vocal), Reginald Arvizu "Fieldy" (baixo), James Shaffer "Munky" (guitarra), Brian "Head" Welch - (guitarra - que saiu da banda em 2005 e voltou em 2013) e Ray Luzier (bateria - que entrou na banda em 2007).
Como eles tem uma discografia extensa, vou destacar alguns discos que valem a pena ouvir (na verdade todos são ótimos, mas pra não ficar um post imenso, vão só alguns!)
Follow The Leader - 1998
3º disco da banda, muito superior aos dois anteriores (ótimos, por sinal).
Mas com mais maturidade dos músicos, músicas mais bem trabalhadas e letras mais complexas, cairam no gosto da galera, ainda mais pelas músicas "It's On!", a macabra "Dead Bodies Everywhere" e a paulada "Freak on a Leash", cujo clipe é muito foda!!
Issues - 1999
Nesse 4º registro do Korn, que na minha opinião, é o melhor disco deles.
Tem as músicas mais macabras, pesadas e violentas, e é o melhor trabalhado, além de ser, de fato, seu último registro como New Metal puro.
O disco é pra ser ouvido por inteiro, como uma trilha sonora mesmo, mas destaco as faixas "Falling Away from Me", "Wake Up", a doida "Dirty" e a melhor de todas, "Make Me Bad", que com certeza, apavora!
See You on the Other Side - 2005
O álbum de 2005 já mostra influências eletrônicas no som da banda.
Claro que é bem trabalhado e macabro, mas não é tão obscuro quanto o "Issues". Foi um disco com uma ótima recepção do público, e com músicas que pegam fácil logo na 1ª audição, como "Twisted Transistor", "Love Song" e a visceral "Coming Undone". Ótimo disco!
A discografia completa é:
1994 - Korn
1996 - Life is Peachy
1998 - Follow the Leader
1999 - Issues
2002 - Untouchables
2003 - Take a Look in the Mirror
2005 - See You on the Other Side
2007 - Untitled
2010 - Korn III - Remember Who You Are
2011 - The Path of Totality
Bem, é isso!
E tomara que o parceirão Leon (Predomínio do Terror) curta o post, porque ele me falou que queria ver alguma coisa do Korn, e por coincidência mesmo, era o próximo post!
E pra quem quiser ver alguma banda que curta, e quiser ver um post aqui, pode me falar, parceiro ou não!
Na realidade, é complicado eu falar sobre o Slipknot.
Sendo uma de minhas bandas preferidas, é foda tentar fazer um post sem ser imparcial. Mas vamos lá!
O Slipknot foi formado em 1995 em Des Moines, Iowa.
Possui nove integrantes, sendo que todos usam máscaras, números de identificação e macacões com o símbolo da banda. São eles: 0 - Sid Wilson (DJ), 1 - Nathan "Joey" Jordison (bateria), 2 - Paul Gray (baixo), 3 - Chris Fehn (percussão), 4 - James Root (guitarra), 5 - Craig "133" Jones (sampler), 6 - Shawn "Clown" Crahan (percussão), 7 - Mick Thomson (guitarra), e 8 - Corey Taylor (vocal).
Até aí, acho que quem curte tá careca de saber.
Mas eu conheci a banda de uma maneira diferente: aqui na minha cidade, não tem uma grande quantidade de lojas de Rock. Apenas uma especializada.
E bem no comecinho do ano 2000, vejo nessa loja um CD diferente: um monte de caras com roupas vermelhas e usando máscaras, e a contra capa era um Tabuleiro Ouija! O dono da loja falou que era lançamento, e trouxe apenas aquele CD pra ver se venderia. E me disse que o som era muito pesado.
Não pensei muito e comprei. Era o 1º disco do Slipknot. E a sorte foi tão grande, que comprei um CD com uma tiragem muito pequena, porque tem 20 faixas, incluindo demos e músicas ao vivo. Claro que não me arrependi nem um pouco, porque nem tirava o álbum do som. Rolava 24 hs por dia. Assim me tornei um fã mesmo.
Capa de "Slipknot".
Mas voltando...
O Slipknot fez um sucesso absurdo com seu 1º disco, porque a nação roqueira curtiu o som pesado e urgente da banda. o álbum "Slipknot", lançado em 1999, conseguiu juntar uma grande base de fãs. Claro, com clássicos como "Wait and Bleed", "Spit It Out", "Surfacing", "(Sic)" e "Eyeless", mostrava uma banda a todo vapor, e os shows ao vivo são realmente empolgantes, incluindo integrantes pulando sem parar, zoneando pelo palco e brigando entre eles.
Curiosidade: Nas primeiras 1000 cópias do disco, havia a música "Purity", que Corey havia escrito baseada em uma história de assassinato. Porém, quando descobriu que a história era falsa, pediu para retirarem a faixa das próximas prensagens do álbum.
Claro que não parou por aí. Na minha opinião, o disco mais brutal (brutal no sentido literal da palavra mesmo) da banda foi "Iowa", o 2º disco, lançado em 2001.
A começar pelo bode preto na capa, músicas como "People = Shit", a paulada "The Heretic Anthem", a grudenta "Left Behind" e a visceral "New Abortion", tornou o disco o sucessor mais que perfeito depois do 1º álbum.
Capa de "Iowa".
Curiosidade: "Iowa", quando lançado nos Estado Unidos (e algumas cópias por aqui), a capa é toda brilhante, deixando o bode mais ameaçador. E o encarte então, é feito de papel manteiga, com um acabamento fora do normal (é essa a cópia que tenho, comprei no dia que lançou!). Mas dizem que a gravadora lançou uma tiragem pequena, pois o valor do acabamento do disco era caríssimo.
Após turnês sem fim, uma parada apenas para gravar o próximo álbum.
Gravado na casa o famoso escapista Harry Houdini (que disse que se morresse, voltaria para assombrar o lugar) e que hoje pertence ao produtor Rick Rubim (já postei sobre essa mansão AQUI).
Os membros da banda contam que vivenciaram coisas sem explicação, como portas abrindo e fechando sozinhas e garrafas voando pelos quartos.
Capa de "Vol. 3 - Subliminal Verses".
Mas lançado em 2004, "Vol. 3 - The Subliminal Verses" mostra uma banda mais madura, usando vocais mais melódicos e até guitarras acústicas, mas claro que não deixou o peso de lado.
Recheado de hits, o disco conta com "Before I Forget", "Duality", "Vermilion" partes 1 e 2, "Pulse of The Maggots" e "The Blister Exists".
Curiosidade: a capa foi feita por Shawn "Clown" Crahan, e é uma máscara de couro com zíper na boca, chamada de "Maggot's Mask". Na época, podia ser comprada pelo site da banda.
Curto os discos do Slipknot, mas na minha opinião, a obra-prima da banda é o 4º álbum, lançado em 2008, sob o título "All Hope Is Gone". Digo isso porque: apesar de integrantes da banda terem seus projetos paralelos, se juntaram e todos participaram do processo criativo do disco.
Capa de "All Hope Is Gone".
Corey Taylor, por exemplo, havia parado de beber no meio das gravações do 3º disco, então nesse álbum sua voz está muito mais limpa. Souberam ponderar bem entre o peso e a melodia em cada faixa, deixando o álbum muito mais maduro e claro. E como gravaram em sua cidade natal, deixou a mente deles mais traquila. Compuseram mais de 30 músicas, e várias demos para testar no disco.
Lançaram quatro singles: "All Hope Is Gone", "Psychosocial", "Dead Memories" e "Snuff". O legal é que o disco pode ser ouvido como uma trilha sonora, pois uma faixa complementa a outra.
Fora as faixas acima, ainda destaco "Gehenna", "Sulfur" e "Vendetta".
Pena que foi o último trabalho do baixista Paul Gray, que veio a falecer vítima de uma overdose por misturar medicamentos.
Curiosidade: o vídeo de "Snuff", que vocês podem conferir abaixo, foi dirigido por Shawn "Clown" Craham, na verdade não é um clipe, mas um curta, e conta uma história diferente, e tem participação especial do famoso ator Malcolm Mcdowell.
Claro que a banda entrou em um hiato por tempo indeterminado após a morte de Gray. Mas em 2013 já voltaram a realizar turnês, tanto com suas bandas paralelas como com o Slipknot. Agora só nos resta aguardar o novo trabalho da banda, pois já afirmaram que vão continuar!
Como um apreciador do bom Rock, sempre digo que a música evolui com o passar dos anos, acompanhando as gerações. Por exemplo: na década de 60, com onda de "paz e amor", o início do Hard Rock e a Psicodelia acompanhou essa geração.
Nos anos 70, um Hard Rock mais amadurecido, a reviravolta do Punk e o início do Heavy Metal deram o tom dos anos vindouros. Na década de 80, com o fim da era Punk, o Heavy Metal vindo à todo o vapor e outros estilos surgindo já demonstravam o que estava por vir.
Na década de 90, com a explosão do movimento Grunge e o surgimento do New Metal demonstravam o que rolava pelo cenário.
Mas acredito que os estilos musicais que definiram o novo século, e que deram a cara para a nova geração são, sem sombra de dúvida, o New Metal e o Industrial Metal. Sons pesados e caóticos, como o nosso tempo.
Uma das maiores bandas de Industrial Metal e que melhor define o "caótico" que citei acima é o Rammstein.
A banda alemã formada em 1994, que conta com Till Lindemann (vocal), Richard Kruspe, (guitarra), Paul Landers (guitarra), Oliver Riedel (baixo), Christoph "Doom" Schneider (bateria) e Christian "Doktor Flake" Lorenz (teclado) e cujo nome da banda se originou de um acidente aéreo na cidade de Ramstein em 1988.
Foi a banda que mais faz sucesso fora da Alemanha, e que também é cercada de polêmicas. Desde casos de adolescentes que entram em escolas atirando até correr o risco de ter seus álbuns proibidos, tanto que aqui no Brasil apenas um de seus discos foi lançado, o restante apenas importados, e mesmo assim não são fáceis de encontrar.
Capa de Liebe Ist Für Alle Da. Capa muito emblemática, como uma "Santa Ceia" distorcida.
Em 2009 lançaram o disco "Liebe Ist Für Alle Da (O Amor é Para Todos)", a embalagem em acabamento digipac e de luxo,e que claro, é cercado de polêmicas (que explico logo mais).
Os sons da banda são amadurecidos a cada disco, e isso é bem notável.
O disco é extremamente pesado, e os músicos muito bem precisos no que fazem, com riff pesadíssimos, e a bateria bem marcada.
O vocalista Till com sua voz marcante e macabra ao mesmo tempo, sabe muito bem o que faz. Músicas como "Ich Tu Dir Weh", "Haifisch" e "Wiener Blut" são caóticas e densas, o que realmente quem curte espera.
Capa do single Haifisch.
E claro, não podem faltar as polêmicas: a começar pela capa, que mostra Till cortando uma mulher em cima de uma mesa. Claro que a capa foi proibida de ser vendida sem a devida cobertura.
A música "Pussy", que é ótima, também é controversa. O clipe oficial foi lançado em um site pornográfico, devido ao conteúdo altamente explícito, feito como montagem dos integrantes da banda fazendo sexo com mulheres. Porém a letra se trata sobre turismo sexual.
Capa do single Pussy.
Outra música polêmica é a faixa "B******". Muitas pessoas dizem que significa "bastard" ou "bollock", mas não é nada disso. Não tem significado nenhum, é apenas uma palavra que a banda inventou, que é "Bückstabü", ou seja, é o que o ouvinte quiser.
E claro, mais músicas baseadas em fatos reais. A "Wiener Blut", que trata do caso do austríaco Josef Fritzl, o pai incestuoso que teve sete filhos com sua filha mais velha, mantida em cativeiro num porão durante 24 anos.
Dois anos antes do lançamento do disco, o Rammstein passou por problemas: quase teve seus discos proibidos de ser vendidos, em 2007. Acusados de suas letras serem muito pesadas e incentivar a violência.
Uma das imagens da parte interna do álbum.
O Rammstein, ao lado de Rob Zombie e Marilyn Manson, são o maior exemplo da evolução do Rock, nos trazendo um Industrial Metal de extrema qualidade.
"Liebe Ist für Alle Da" traz um som muito apreciável, e que com certeza merece ser ouvido e entendido. Não conhece Rammstein? Não perca tempo e corra para ouvir! Já conhece? Ouça esse álbum e viaje!!
Além de ser roqueiro, sou apreciador de boa música.
Falo isso porque, como todos sabem, muitos dizem que são bandas de Rock, e de qualidade, mas na verdade, não são. Curto muito a ideia de uma banda que lança conceituais, e que além de elevar a música a um nível superior, marca seu nome na história do Rock.
Lançar álbuns conceituais, que contam uma história, e que fogem dos padrões "normais" não é pra qualquer banda. Exige muito dos músicos, e realmente todos precisam estar num clima de entrosamento fora do comum pra realizar uma tarefa dessas.
Para ilustrar melhor isso, temos a banda Stone Sour.
Composta por Corey Taylor (vocais e piano), James Root (guitarra e teclados), Josh Rand, (guitarra) e Roy Mayorga (bateria), e formada em 1992, em Des Moines, Iowa.
É, o Corey Taylor também é o vocalista do Slipknot, e James Root o guitarrista da mesma banda. Porém, eles já eram do Stone Sour quando foram chamados para o Slipknot, quando a banda mascarada estava em sua fase embrionária.
Na minha opinião, Corey Taylor é uma das figuras mais representativas no cenário do Rock nos últimos 15 anos. Consegue manter duas figuras distintas: como frontman do caos desenfreado do Slipknot, e como o vocalista melódico do Stone Sour. Além de ter uma voz marcante, consegue ser extremamente carismático, mesmo com a apresentação violenta do Slipknot.
Com ótimos álbuns lançados (a saber, "Stone Sour", de 2002, "Come What(ever) May", de 2006, "Audio Secrecy", de 2010), em 2012 lançaram o álbum que com certeza, é a entrada da banda para a história: o disco duplo "House of Gold & Bones".
Lançados originalmente em dois discos em datas distintas (a parte 1 em outubro de 2012 e a parte 2, em abril de 2013), o trabalho relata uma história escrita por Taylor. O encarte de ambos os discos, ao invés das letras, contam essa história, que começa no primeiro disco e termina no segundo.
House of Gold & Bones Part 1
1. Gone Sovereign
2. Absolute Zero
3. A Rumor of Skin
4. The Travelers (Pt. 1)
5. Tired
6. RU486
7. My Name Is Allen
8. Taciturn
9. Influence of a Drowsy God
10. The Travelers (Pt. 2)
11. Last of the Real
House of Gold & Bones Part 2
12. Red City
13. Black John
14. Sadist
15. Peckinpah
16. Stalemate
17. Gravesend
18. 82
19. The Uncanny Valley
20. Blue Smoke
21. Do Me a Favor
22. The Conflagration
23. The House of Gold Bones
A contagem das músicas também segue esse padrão: vai de 1 à 11 no 1º disco, e de 12 à 23 no 2º disco. As letras são muito complexas e muito bem escritas, e a parte instrumental é um espetáculo a parte: desde o peso do Heavy Metal a belas baladas do Hard Rock, tudo muito bem entrosado.
E uma história em quadrinhos ilustra melhor ainda essa ideia, escrita por Taylor e desenhada por Richard Clark.
Um trecho da história:
"Preso em uma realidade alternativa..."
“O humano deve percorrer o caminho da casa do ouro e ossos (House Of Gold & Bones) como se estivesse perseguido por uma multidão enlouquecida e atiçado por um louco aliado, Allen. O que o humano descobre em sua jornada pode ser sua salvação... ou destruição.”
O Stone Sour com certeza encaixou mais uma obra-prima na história do Rock.
Pode ter certeza, que daqui a poucos anos, "House of Gold & Bones" será um verdadeiro clássico, e sorte a nossa poder escutar, ler e apreciar essa história!
Esse é um belo post sobre duas coisas que gosto muito: Rock e literatura!
Acredito que todo mundo que curte o bom e velho Rock n' Roll conhece a banda Mötley Crüe.
Essa banda foi uma das mais notórias bandas de Rock dos anos 80/90, tanto pela competência de seus integrantes como músicos, quanto os excessos que fizeram: consumo industrial de drogas e bebida, brigas, sexo à vontade, sucesso...
Pra se ter uma ideia da importância do Mötley Crüe, Slash, o icônico guitarrista, disse em seu livro que o Guns n' Roses se inspiraram nessa banda para levantar a carreira!
Mas vou falar de um integrante em particular: o baixista do Mötley, Nikki Sixx.
Tido para muitos músicos como o maior compositor dos últimos 25 anos, foi o culpado pelo sucesso de sua banda. Mas tudo isso teve um preço alto demais: vício em drogas, paranoia, strippers, e tudo isso à beira do abismo.
Nascido Frank Carlton Serafino Feranna Jr, Sixx resolveu lançar em 2007, um livro baseado em um diário perdido a muito tempo, porém com potencial absurdo.
Chamado "Heroína e Rock n' Roll - O Diário de um Ano Devastador na Vida de uma Estrela do Rock (The Heroin Diaries, no original)", e conta em detalhes um ano na vida do músico, mais precisamente entre dezembro de 1986 à dezembro de 1987.
A história é extremamente tortuosa, quando Sixx estava no auge de sua carreira... e infelizmente de seu vício. No decorrer do livro - na verdade, no início e no final - sofre duas overdoses, sendo que a 1ª foi abandonado em uma lixeira.
O livro apresenta comentários adicionais tanto de Sixx, como seus companheiros do Mötley Crüe, agentes, amigos e familiares, entre outros. São relatos assustadores, coisas que ele fazia quando estava doido de drogas, tipo esses trecho abaixo:
"Não sinto minha alma. Essa escuridão tem sido minha única amiga. Minha nova mania é tomar litros de água antes de injetar coca e, então, vomitar tudo na bacia até minha cabeça explodir. Por quê? Por que não? Estou no ritmo de uma dança da morte nessa casa…" (p. 80).
Paranoia, neurose, e situações de completa doideira são contados de maneira bem crua.
O livro tem um acabamento de luxo, com páginas coloridas de preto e vermelho, com fotos e desenhos, na verdade é para dar um impacto de uma leitura pesada, é um belo livro de coleção!
Sixx A.M., Da esquerda pra direita: DJ Ashba, James Michael e Nikki Sixx.
E para ajudar, Sixx resolveu lançar um complemento para o livro: a trilha sonora, baseada na história.
Sua nova banda, chamada Sixx: A.M., e conta com músicos de calibre: com o próprio Sixx no baixo (e compositor), o multi-homem do Rock, o talentoso James Michael no vocal (pra quem não sabe, James tem uma puta potência vocal, uma bela voz mesmo, e é produtor/ compositor/ multi-instrumentista e responsável pela 'ressurreição' do Mötley Crüe, e por álbuns importantes de bandas como Papa Roach, Alanis Morissette, Meat Loaf, Scorpions, The Rasmus, Saliva, The Exies, Sammy Hagar) e pelo excelente guitarrista DJ Ashba (atual guitarrista do Guns n' Roses, e na minha opinião, o sucessor do Slash).
Segue tracklist do álbum "The Heroin Diaries", que teve o 1º single (e mega sucesso) "Life is Beautiful":
"X-Mas in Hell"
"Van Nuys"
"Life Is Beautiful"
"Pray for Me"
"Tomorrow"
"Accidents Can Happen"
"Intermission"
"Dead Man's Ballet"
"Heart Failure"
"Girl with Golden Eyes"
"Courtesy Call"
"Permission"
"Life After Death"
Clipe de "Life is Beautiful":
Já em 2011, Sixx teve outro projeto: após descobrir um novo vício, a fotografia, lançou um outro livro, chamado "This is Gonna Hurt (Isso Vai Machucar)"desta vez um pouco diferente: um livro parte fotos, parte história, mostra uma coisa muito diferente.
Com fotos de pessoas com deficiência, amputados, ou seja, fora dos padrões de beleza pré-estabelecidos pela sociedade, mas tudo com um significado: mostrar como elas são por dentro, que talvez sejam mais belas do que os bonitos que vemos na televisão.
Abaixo, um vídeo de apresentação do trabalho e algumas fotos do livro:
Algumas das fotos de "This is Gonna Hurt":
A vida através das lentes distorcidas de Sixx.
Da mesma maneira que fez com o livro "Heroína e Rock n' Roll", lançou um novo disco para complementar essa experiência, sob o mesmo título. Claro que as fotos de Sixx tiveram um grande impacto para Michael e Ashba, que conforme contam, "É possivelmente a experiência mais pessoal de todos".
Lançando o 1º single chamado "Lies Of The Beatiful People", teve grande receptividade do público e foi sucesso imediato. Segue tracklist do álbum "This is Gonna Hurt":
"This Is Gonna Hurt"
"Lies Of The Beatiful People"
"Are You With Me"
"Live Forever"
"Sure Feels Right"
"Deadlihood"
"Smile"
"Help Is On Way"
"Oh My God"
"Good Bye My Friends"
"Skin"
Clipe de "Lies of the Beautiful People":
Apenas o livro "Heroína e Rock n' Roll" saiu no Brasil, os álbuns e o segundo livro apenas importados mesmo. Vale a pena conferir, pois a leitura é ótima, e a sonoridade de qualidade, e ambos se complementam.
Sempre falo de muitos álbuns, mas dessa vez decidi postar álbuns solo de guitarristas geniais!
Claro que existem muitos mais, mas como pontapé inicial, esses três são especiais!
Keith Richards, um dos fundadores da banda lendária Rolling Stones, lançou seu 1º disco solo em 1988.
Na minha opinião, Keith juntamente com Jimmy Page, redefiniram os rumos do Rock n' Roll nas décadas de 60 e 70.
Keith Richards
Após um desentendimento com Mick Jagger, seu parceiro de longa data, resolveu gravar um disco solo, com outros músicos desconhecidos, porém de técnicas excelentes. E o nome da banda (que aliás, acho o melhor nome de bandas que já existiu) surgiu de uma maneira inusitada: se juntaram, e movidos pela inspiração e amor à música, chegavam a virar o dia improvisando e gravando tudo o que rolava no estúdio.
E Keith reparou que sempre estavam à mão bebidas caras, que se tornaram companheiras dos músicos. Daí surgiu o nome, "Keith Richards and The X-Pensive Winos (Keith Richards e Os Bebuns de Classe - que nome da hora!)". E quem canta é Keith mesmo, com uma voz muito bem trabalhada!
Um trabalho fortemente calcado no Blues de raiz, coisa que Richards é fascinado, e nunca teve liberdade para demonstrar em sua maneira mais pura. É raridade, muito difícil de se encontrar nos dias atuais!
Talk is Cheap - 1988
Big Enough
Take It So Hard
Struggle
I Could Have Stood You Up
Make No Mistake
You Don't Move Me
How I Wish
Rockawhile
Whip It Up
Locked Away
It Means A Lot
John Petrucci
John Petrucci, ex guitarrista da banda de metal Dream Theater, também mostrou seu domínio de guitarra em seu 1º disco solo: "Suspended Animation".
É extremamente pesado! Claro, e sua técnica (que chega a velocidade na palhetada alternada chegando até 320bpm!) está toda empregada no decorrer de 9 faixas. Não tenho como destacar alguma faixa, pois o disco rola mesmo como uma coisa só. Mas a 1ª faixa já demonstra seu apetite pelo que te espera!
É raro? É. Só importado mesmo, e se tiver sorte. Mas o esforço vale muito a pena!
Suspended Animation - 2005
Jaws of Life
Glasgow Kiss
Tunnel Vision
Wishful Thinking
Damage Control
Curve
Interlude
Lost Without You
Animate-Inanimate
Joe Satriani
E o que falar de Joe Satriani?
Considerado um dos virtuosos do Rock moderno, unindo técnica e velocidade, conseguiu numa época dominada pelo Pop, fazer um sucesso estrondoso lançando álbuns de Rock Instrumental.
O álbum "The Extremist", de 1992, trouxe um sucesso absurdo a sua carreira (não que ele já não o tivesse, apenas aumentou... e muito!), e trouxe sucessos como "Summer Song", "Friends" e "Crying'".
Hoje, além de sua espetacular carreira solo, também faz parte da superbanda Chickenfoot, junto com Sammy Hagar e Michael Anthony, que eram do Van Halen, e o baterista Chad Smith, do Red Hot Chili Peppers.
E detalhe: Satriani foi professor de guitarra dessa galera: Kirk Hammett (Metallica), David Bryson (Counting Crows), Kevin Cadogan (Third Eye Blind), Larry Lalonde (Primus), Alex Skolnick (Testament), Phil Kettner (Laaz Rockit), Charlie Hunter e... do Steve Vai!!!!
O Lobão é um cara raro no cenário musical do Brasil hoje.
Extremamente versado em suas entrevistas, fala o que tem vontade, e nem tem muito o que esconder, já que lançou uma auto-biografia (que nos próximos dias posto sobre o livro), fala com um nível cultural que assusta o público, pois todos acreditam que por ser roqueiro, tem que ser incapaz e burro. E é aí que todo mundo se engana.
Lobão: inspirado, afinado e rebelde: é o que o Rock nacional precisa, caralho!
Claro, com tantos anos de carreira (mais de 30), tanto tempo de estrada, não era pra menos.
Já assumiu uma postura anti-mainstream, já que o que faz sucesso na musica nacional são musicas de um teor cultural baixíssimo, e o Rock é uma modinha porca (como o próprio Lobo diz "pra escutar e curtir esses tipos de som, o cara deve ter uma cicatriz no cerebelo"), imagina-se que: ou você segue os padrões das grandes gravadoras, ou cai no esquecimento.
E agora, Lobão nos presenteia com seu disco ao vivo: "Lobão Elétrico - Lino, Sexy & Brutal".
Acredito que seja isso que o Rock nacional precisava!
Lançado em CD e DVD, é mostrado um show gravado em São Paulo, precisamente às 0 horas de 1º de outubro de 2011, que teve duração de 4 horas (!!!), mas é claro, precisou ser 'limado' para ser prensado nas mídias.
Tracklist do DVD:
1. Não Quero Seu Perdão
2. Vamos Para o Espaço
3. Bambino
4. Canos Silenciosos
5. Decadence Avec Elegance
6. El Desdichado
7. Mais Uma Vez
8. A Vida é Doce
9. Das Tripas Coração
10. Você e a Noite Escura
11. Ovelha Negra
12. A Balada do Inimigo
13. O Roque Errou
14. Essa Noite Não
15. Me Chama
16. Rádio Blá (Blá, blá, blá... Eu te Amo)
17. Corações Psicodélicos
18. Vida Bandida
19. Por Tudo que For
Distorção no talo... e técnica de sobra!
Tracklist do CD:
1. Não Quero Seu Perdão
2. Vamos Para o Espaço
3. Bambino
4. Canos Silenciosos
5. Decadence Avec Elegance
6. El Desdichado
7. Mais Uma Vez
8. A Vida é Doce
9. Das Tripas Coração
10. Você e a Noite Escura
11. Ovelha Negra
12. A Balada do Inimigo
13. O Roque Errou
É realmente um deleite para os ouvidos e olhos... é o Rock em sua forma mais pura: pesado, bem trabalhado e rebelde. Acompanhado de uma banda muito bem entrosada (a saber: nas guitarras, André Caccia Bava; no baixo, Dudinha Lima; na bateria, Armando Cardoso), Lobão bem inspirado (como sempre), ainda se diz que é um guitarrista limitado... com seu jeito próprio de tocar, distorções de arrepiar e voz sempre marcante, dispara seu repertório, desde canções mais antigas até sua fase independente.
E com a participação de um dos melhores guitarristas do Brasil (senão do mundo), o 'guitar hero' Luiz Carlini, deixa o setlist ainda mais brilhante. Já abre o disco com a paulada "Eu Não Quero Seu Perdão", escrita em parceria com seu falecido amigo Júlio Barroso.
Lobão e Luiz Carlini.
"Canos Silenciosos" sempre anima a galera ("canos silenciosos/ nervosa calmaria/ quando todo mundo pesava que iria se divertir para caralho/ é bem aí que o pânico todo se inicia..."), a sempre clássica "Decadence Avec Elegance".
Na minha opinião, "A Vida É Doce" sempre se destaca, tanto no acústico quanto no elétrico. Uma das melhores músicas do repertório do Lobão, e é tocada de maneira absurdamente bela e visceral. Outra bela música, "Você e a Noite Escura" também ficou excepcional, "Das Tripas Coração", com o belo toque de Carlini, ficou animal, e o cover da rainha Rita Lee "Ovelha Negra" é de tirar o chapéu.
O ótimo crítico musical Jamari França diz que "Lino, Sexy & Brutal é o melhor DVD de 2012".
Assino embaixo!
Clipe de "Das Tripas Coração":
Recomendo, sem sombra de dúvida, tanto o disco quanto o DVD. Depois dessa experiência, ainda temos uma esperança que o VERDADEIRO Rock nacional ainda está vivo. Lobão é um verdadeiro herói do Rock, e que continue sempre genial, inspirado e rebelde!