quinta-feira, 27 de junho de 2019

Batman - Morte em Família

Salve, galera!

Trago aqui uma das histórias mais emblemáticas do Batman, a "Morte em Família".

Esse arco em questão se desenrola, de certa forma, até os dias atuais, já que sempre o Batman se lembra do ocorrido, e geralmente, termina em momentos de ódio descontrolado.

Vamos lá!

Capa da 1ª edição lançada no Brasil.

O segundo Robin, Jason Todd, não caiu nas graças dos leitores da DC Comics (fato esse nunca muito bem esclarecido, e não entendo bem porque dessa aversão ao personagem...), e ele era extremamente rebelde. Sempre questionava os métodos do Batman, mas percebe-se uma relação de "pai e filho" entre eles, já que essas reclamações constantes nos levam a entender isso.

Porém, um anúncio inusitado aconteceu: a DC explicou rasamente um conceito de uma história com o Coringa como vilão, e deu aos leitores a decisão, a ser votada por telefone:

"Robin morrerá porque o Coringa quer vingança, mas você pode evitar isso com um telefonema."


E a maioria decidiu que o Garoto Prodígio sucumbiria pelas mãos do Coringa.
Desenhada magistralmente por Jim Aparo (um dos meus desenhistas preferidos do morcego), e escrita por Jim Starlin (conhecido por seus trabalhos magníficos na Marvel), onde o enredo da história mostra Robin saindo do controle, ficando cada vez mais raivoso e se arriscando à toa.
E todos sabem que o Batman não age assim.

Capas do arco lançado nos EUA.

Ao mesmo tempo em que o morcego resolve tirar seu ajudante de atividade, Robin descobre a identidade de sua verdadeira mãe, que está vivendo no Líbano. E o Coringa, que está sem dinheiro algum depois de sua última estadia no Arkham (estadia essa que é resultado de outro clássico, "A Piada Mortal") resolve vender sua "reserva de emergência",  uma arma nuclear, um míssil Cruise, para terroristas.

E em qual local o palhaço vai realizar essa venda?
Líbano, claro.

A mãe de Jason Todd está envolvida nos planos do Coringa.
Jason Todd vai ao Líbano em busca da mãe.
Batman vai ao Líbano atrás do Coringa e nem imagina que Jason Todd está no país também.

Sacaram a trama?

No desenrolar dos eventos, a Dupla Dinâmica tenta impedir o Coringa de realizar seus planos (ou parte deles).
Mas em uma virada sinistra, o Coringa arrebenta o parceiro do morcego a golpes de pé de cabra, prende Robin e sua mãe em um barracão com uma bomba.


Batman chega tarde demais e o resultado é esse: talvez uma das imagens mais emblemáticas dos quadrinhos, e um dos eventos mais marcantes da carreira do Homem Morcego.


Claro que a história não termina assim. O enredo vai mais a fundo após a morte do Robin.
E claro, como disse, sempre existem referências a esse evento, tanto nos games quanto em filmes.

Filme "Batman vs Superman: A Origem da Justiça".

Game "Injustice: Gods Among Us", olha o pé de cabra!

A história já foi reimpressa algumas vezes no Brasil, mas uma edição de luxo que conta com um final alternativo (!!!!) é o sonho de consumo de colecionadores.


Vocês já conheciam essa história?
Já leram?
Caso não, arrume um jeito urgente de ler esse material!
Um conto excepcional do Batman!

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Vingadores e as Influência dos Quadrinhos - Um Guia Rápido para Leitura

Fala galera!

Agora que se passou alguns dias do lançamento de Vingadores: Ultimato, posso fazer um post sem medo de (tantos) spoilers.
Acredito que Ultimato tenha sido um dos filmes mais aguardados do ano, sem levar em conta os 11 anos que a Marvel preparou o terreno para o derradeiro momento.

Vocês saberiam dizer de onde veio as influências dos filmes dos Vingadores? Quais quadrinhos elas foram retiradas? Então, bora lá criar uma boa lista de leitura para vocês, onde podem ser encontradas essas ideias, mas por enquanto, apenas sobre os Vingadores. Vamos nessa!

Talvez tenham alguns spoilers sobre Ultimato, caso vocês não tenham assistido ainda. Esteja avisado!


Vingadores (Avengers, 2012)


O filme, basicamente, é a união dos heróis que foram aparecendo em seus filmes solo, ou com participações em outros filmes.
A formação do grupo conta com Homem de Ferro, Hulk, Thor, Capitão América, Viúva Negra e Gavião Arqueiro.

E não existe realmente uma história em quadrinhos exatamente igual. Tudo já havia se encaminhado em filmes anteriores, isso foi praticamente igual às origens dos Vingadores nas HQs.


Vingadores: A Era de Ultron (Avengers: Age of Ultron, 2015)


Aqui sim, existe uma inspiração nas HQs.
Porém, ao contrário do que muitos pensam, não é do arco "A Era de Ultron (Age of Ultron)"! Apenas o nome foi herdado da história.
Inclusive, a saga "A Era de Ultron" é uma história muito boa, e alguns momentos e nuances dessa influência seriam usados mais adiante. Vocês vão entender.


A história que seria a base para o filme é "Ultron Sem Limites (Ultron Unlimited)", muito anterior a acima citada. Aqui sim, temos Ultron criando várias cópias, devastando uma cidade, e sempre aquele embate entre criador / criatura, literalmente.
Afinal, o Dr. Hank Pym (Gigante e vários outros codinomes) criou Ultron (diferente do filme, eu sei), e Ultron por sua vez criou Visão.





Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War)


Aqui foi a primeira parte do "fim" do arco das Jóias do Infinito no Universo Cinematográfico Marvel.
As jóias foram apresentadas de maneira homeopática ao longo de 20 filmes, para termos uma noção do poder real e importância delas.

Thanos, o titã louco, sempre apareceu nas sombras, e desde as cenas pós-crédito de "A Era de Ultron", já mostrou interesse nas jóias, e deu a entender o que viria logo mais.

"Guerra Infinita" foi inspirada no arco "Desafio Infinito (The Infinity Gauntlet)", onde mostra Thanos em posse das 6 Jóias do Infinito, e ponderando o que fará com seu status recém adquirido de divindade.


Existe nos o que é chamado de "Trilogia do Infinito", que são três arcos: "Desafio Infinito (The Infinity Gauntlet)", "Guerra Infinita (The Infinity War)", e "Cruzada Infinita (The Infinity Crusade)", todas as histórias giram em torno das Jóias, de Adam Warlock (quem conhece e assistiu as cenas pós-crédito de "Guardiões da Galáxia Vol. 2" pegou a ideia) e claro, Thanos.


Porém, é em "Desafio Infinito" que Thanos utiliza o poder das Jóias e faz o famoso estalar de dedos, dizimando metade da população do universo.




Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame, 2019)


Aqui, já se passaram alguns anos após a dizimação da metade dos seres vivos da galáxia. E quem sobreviveu tenta se recuperar do ocorrido.
A ideia de caçar Thanos pelo universo, também foi inspirada na HQ "Desafio Infinito", mas de uma maneira diferente.

Lembram que eu disse que a ideia de resolver os problemas na HQ "A Era de Ultron" seria utilizada mais adiante? Então, foi aqui em Ultimato.
Em "A Era de Ultron", viajaram no tempo para evitar que Ultron e seu intelecto que auto-evolui (e seu corpo praticamente indestrutível) fosse à prova de falhas, no momento de sua criação.

Já em Ultimato, viajaram no tempo, encontrando as jóias antes de ficarem em posse de Thanos.

Como podem ver, as ideias de uma história em quadrinhos pode ser usadas em diversas ocasiões, e não exatamente no filme em que foi inspirado.

Achei interessante trazer isso aqui no blog, para sabermos de onde as ideias foram concebidas, além de ser um material de leitura extremamente agradável e arcos que estão entre os melhores do Universo Marvel.
E não coloquei as diferenças exatas entre o filme e os quadrinhos, pra não estragar a experiência da leitura.

- "Ultron Sem Limites" saiu em um encadernado pela editora Salvat, porém, já é mais antiga, pode ser difícil de encontrar, além de o preço estar um pouco salgado.

- "A Era de Ultron" saiu pela editora Panini, além das edições avulsas, saiu um encadernado de luxo com capa dura. Pode ser encontrado com certa facilidade.

- "Desafio Infinito" também foi lançado em um encadernado de luxo com capa dura, pela editora Panini. Interessante citar que conta com uma mini-saga chamada "A Busca de Thanos (The Thanos Quest)", um prelúdio para o "Desafio Infinito", onde mostra Thanos em busca das Jóias.

- E toda a Trilogia do Infinito pode ser encontrada em sites como Amazon e Saraiva.

Curtiu o post? É fã da Marvel e dos Vingadores?
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terça-feira, 30 de abril de 2019

Zumbis Marvel - Quem Está a Salvo?

Fala galera!

Com o grande sucesso e todo o hype envolvendo o filme "Vingadores: Ultimato", nada mais legal que trazer algumas histórias da Marvel significativas, para conhecedores ou não.

Vamos começar com os Zumbis Marvel.



O universo Marvel sempre esteve muito bem protegido por seus heróis.
Vingadores, X-Men, Quarteto Fantástico, Homem Aranha, e por aí vai.

Mas o que aconteceria se... esses heróis fosses contaminados por um vírus zumbi?

Esse é o ponto de partida da saga Zumbis Marvel.
Originalmente publicado em 2005, foi um sucesso tão grande que virou um universo dentro do universo da Marvel. Os heróis foram zumbificados, porém, suas mentes estão intactas (algo não garantido até o fim da história).
Eles realmente sabem que o estado zumbi deles é um mal para a população. Sabem que suas atitudes podem impactar em todo o planeta.
Mas foda-se! A fome é maior, e eles saem comendo tudo que tem pela frente!


Até o Surfista Prateado (período que ele era arauto do Galactus) se vê em maus lençóis com essa horda de "heróis", devido que, tanto os mocinhos e bandidos estão destruindo a Terra para saciar seu apetite, e de maneira rápida e cruel.
Histórias recheadas de humor negro, ação, vísceras e ótimas sacadas e referências.
A começar pelas capas dos quadrinhos, artes clássicas que foram retrabalhadas para o tema de zumbis. E a saga foi escrita por ninguém menos que Robert Kirkman (o mesmo autor dos quadrinhos de "Walking Dead").







Ainda é possível encontrar essas histórias por aí, ou até mesmo a coleção completa lançada pela Panini Comics, no finalzinho de 2013, com quatro edições e 164 páginas por edição (essa coleção vale a pena, conta com histórias inéditas lançadas no Brasil).

Quem será que resistirá ao apetite poder dessa horda?

terça-feira, 23 de abril de 2019

Lobão e a Nostalgia dos Anos 80

Salve galera!

Lobão - você ama ou odeia. Não existe uma definição melhor sobre essa figura.
Não quero abordar aqui o posicionamento político dele, mas sim sua postura quanto ao Rock. Mais precisamente, os anos 80, onde, como o próprio Lobão se define: "Sou um dos sócios fundadores dessa joça!".



E não poderia estar mais correto.
O período dos anos 80 foi o período talvez mais prolífico do Rock nacional, com bandas lendárias, cravando o estilo nas rádios e memória da galera. Tudo o que veio depois, por mais que queiram negar, teve influência direta do que aconteceu na década de 80.

Lobão foi, durante esse período, um hit-maker: suas músicas tocavam constantemente nas rádios, e estão aí até hoje, canções clássicas como "Me Chama", "Decadence Avec Elegance (minha favorita)", entre outras.

Porém, Lobão caiu no chamado "limbo radiofônico", onde suas músicas não tocam nas rádios, por serem, acreditem se quiser, "pesadas demais". O que não impediu o músico de continuar compondo material de excelente qualidade.

No entanto, Lobão resolveu revisitar o período da década de 80, nos trazendo o livro "Guia Politicamente Incorreto dos Anos 80 pelo Rock", da editora LeYa.

Uma verdadeira viagem no tempo, uma leitura nostálgica, engraçada, triste, e principalmente, ácida. Lobão sacaneia demais o Chico Buarque. Um panorama de como excelentes canções foram criadas num período curto, e que ficou marcado como "o lapso onde a MPB perdeu suas forças, e o Rock desabrochou independente de Chico, Gil e Caetano".

Formação de bandas icônicas, músicas de protesto, clássicos e mais clássicos, em um país considerado como o pior som (no sentido de produção) do mundo. Está tudo lá, nesse livro. E Lobão conseguiu, de maneira exemplar, separar sua história pessoal do período musical da época, que é uma tarefa complexa (vide a biografia do músico), onde ele e outros roqueiros SÃO os anos 80.

E pra fechar com chave de ouro, o músico trouxe como forma de complementar essa nostalgia, um álbum regravando clássicos desse período, inclusive músicas suas, "Antologia Politicamente Incorreta dos Anos 80 pelo Rock".
Canções de Marina Lima, Capital Inicial, Ultraje a Rigor, Ira!, entre outros.
Com uma roupagem nova e produção de primeira, traz um panorama do que foi a década de 80, musicalmente falando, pra quem não viveu esse período. E pra quem esteve lá, sentir a nostalgia bater firme.

Segue detalhes do livro e tracklist do álbum:

Guia Politicamente Incorreto dos Anos 80 pelo Rock


Editora: LeYa
Ano: 2017
Páginas: 496

Antologia Politicamente Incorreta dos Anos 80 pelo Rock 


CD 1

1. ORRA MEU
2. PLANETA ÁGUAR
3. VÍTIMA DO AMOR
4. NOSSO LOUCO AMOR
5. CERTAS COISAS
6. EU NÃO MATEI JOANNA D´ARC
7. GERAÇÃO COCA - COLA
8. PRIMEIROS ERROS (CHOVE)
9. LEVE DESESPERO
10. LOURAS GELADAS
11. NÓS VAMOS INVADIR SUA PRAIA
12. NÚCLEO BASE
13. ATÉ QUANDO ESPERAR

CD 2

1. DIAS DE LUTA
2. TODA FORMA DE PODER
3. PÂNICO EM SP
4. EU SEI
5. VIDA BANDIDA
6. VIRGEM
7. ESFINGE DE ESTILHAÇOS
8. QUASE UM SEGUNDO
9. SOMOS QUEM PODEMOS SER
10. O TEMPO NÃO PÁRA
11. LANTERNA DOS AFOGADOS
12. AZUL E AMARELO

segunda-feira, 22 de abril de 2019

WikiLeaks e Julian Assange - O Que a Mídia Não Mostra

Salve, galera!

Acredito que muitos (pra não dizer todo mundo) conheça o site WikiLeaks e um de seus fundadores, Julian Assange.

Pra resumir: o WikiLeaks é um site onde uma equipe recebe e apura a veracidade de documentos e denúncias vazadas sobre grandes corporações, políticos, guerras, etc., e mostram para o grande público o que antes estava "nas sombras".

Julian Assange

E Julian Assange é um dos grandes responsáveis por essa ideia: "transparência para os poderosos, privacidade para os fracos". E devido a essa exposição dos poderosos, rendeu a Assange, neste mês de abril, sua prisão. Julian já estava na embaixada do Equador em Londres, em asilo político.


Esse asilo foi retirado, e Assange está preso.
Porém, Julian deixou a equipe do WikiLeaks em alerta, que caso fosse preso, liberassem mais documentos secretos, que estavam em seus servidores.

Não deu outra.

Uma quantidade enorme de documentos (cerca de 30 Gb de informação) veio à luz na rede.
Dentre vários desses documentos, alguns realmente chamam a atenção por várias razões. Seja pelo acobertamento da mídia, ou por fazer as famosas teorias de conspiração ganharem mais credibilidade.

E como não poderia ser diferente, trago aqui alguns links sobre esses documentos (todos em inglês, e grande parte em formato PDF).Alguns desses documentos tratam, por exemplo:

- Caso Madeleine McCann: Informações que confirmam que o sequestro foi organizado pelos pais, e fala sobre resquícios de sangue nas roupas dos pais detectados por cães farejadores. E não há relato de que ela se machucou, pra justificar o sangue nas roupas dele.

- Imagem de bombas nucleares na África do sul. Provavelmente o país mente sobre toda a frota militar, violando pactos nucleares internacionais.

- Táticas de ecoterrorismo desenvolvidas pelo FBI.

- Obama já sabia de sua vitória 4 anos antes das eleições.

- Manuais de reparo e montagem de boeings.

- Michael Jackson e seus 10 anos de investigação do FBI. Conclusão: inocente.

- Supremacistas brancos no exército americano.

- 3 horas de áudio (em italiano) de uma mulher dizendo que molestaram o filho dela e que avisaram quem era o estuprador por carta.

Caso vocês curtam ou achem interessante alguns desses itens, deixe nos comentários os preferidos e comento aqui no blog!













TODOS OS ARQUIVOS: AQUI.



De Volta! E Com Novidades!

Salve, galera!

Depois de um longo hiato, por várias razões, o blog está de volta!
Agradeço a todas as mensagens recebidas, pedindo pela volta do Segundo Olhar.
A ideia é, no mínimo, trazer um post diário.
Então, já se preparem, porque vem muita coisa por aí!

Dentre as novidades, uma parceria bacaníssima com o site GEEKNORIA!
Isso mesmo!

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Bem vindos de volta!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Korn - The Serenity of Suffering

Fala galera!

O Korn, com mais de 20 anos de carreira bem consolidada, e teve seus momentos.
Seus primeiros discos, fazendo o alicerce de sua carreira, a saída de um guitarrista (Brian “Head” Welch), o retorno do mesmo alguns anos depois, o flerte com o Dubstep...

Em alguns desses momentos, algumas pessoas acharam que o Korn não teria de volta aqueles tempos áureos, mais precisamente na época dos discos "Life Is Peachy (1996)", "Follow the Leader (1998)" e "Issues (1999)", devido a inventividade e inovação para o período.


Pois bem, em 21 de outubro de 2016, a banda lança "The Serenity of Suffering".
Devo dizer que fiquei extremamente satisfeito com o disco.
A audição do trabalho é prazerosa. E o som é poderoso. E claro, nos remete à época de seus discos acima citados.

A banda não usou nada de influências de outros estilos. É o bom e velho Nu Metal, mas com aquele ar de inovação, que nos lembra, claro o período de 1996 - 1999. Com riffs pesadíssimos, o vocal de Jonathan Davis ora melódico, ora gutural, deixa tudo mais sinistro.

O Korn voltou com força total, lançando um disco que consolida sua carreira como uma das melhores bandas no estilo. Os fãs das antigas vão matar a saudade das tijoladas, e os novos fãs vão se encantar, como nos encantamos a 20 anos atrás.


Ah, detalhe, já que todos adoram referências: o bicho de pelúcia, na mão da criança, é o bichinho da capa do disco "Issues". Particularmente, eu gosto das artes conceituais das capas da banda, muito.

Todas as faixas são matadoras, mas eu destaco aqui "Insane", "A Different World (com participação de Corey Taylor)", "Rotting in Vain (confiram o clipe AQUI)", "Take Me" e "Die Yet Another Night".

Segue traklist:

"Insane"
"Rotting in Vain"
"Black Is the Soul"
"The Hating"
"A Different World" (featuring Corey Taylor)
"Take Me"
"Everything Falls Apart"
"Die Yet Another Night"
"When You're Not There"
"Next in Line"
"Please Come for Me"


Faça um favor pra você e vá escutar! No volume altíssimo!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

David Bowie - Blackstar (★)

Fala galera!

Falar do Sr. Bowie é sempre complexo.
Não apenas por ser fã do trabalho dele. Mas pela complexidade de seus trabalhos.

Conhecido como o "Camaleão do Rock", não apenas por suas mudanças visuais, mas pela grande quantidade de influências que suas músicas carregam. É difícil conseguir rotular suas músicas.

David Bowie veio a falecer de uma maneira abrupta para o público: sua morte foi declarada em 10 de janeiro de 2016, e apenas familiares sabiam de sua doença, a qual enfrentava a 18 meses.

O disco em questão, "Blackstar (ou ★)", foi lançado em 08 de janeiro de 2016, dois dias antes de sua morte, e no dia de seu 69º aniversário.
Vemos aqui, logo na primeira audição, que é um disco de despedida. Despedida dos fãs e do mundo.

Capa de "Blackstar (★)"

É um som denso, com poucas influências de Rock, propriamente dito. Mas muitas de Jazz, e até Rap.
Letras bem escritas, e complexas, como todo o trabalho de Bowie, citando desde a Bíblia (faixa "Lazarus") e até o filme clássico "Laranja Mecânica (faixa "Girl Loves Me")".

A faixa título, "★", é a mais longa, com quase 10 minutos. Seguida por "'Tis a Pity She Was a Whore (muito visceral, por acaso)", com fortes influências de Jazz. Conta a história de uma mulher que tem um caso incestuoso com o irmão, para depois ser assassinada por ele. Com versos como "Ela segurou meu pau" e "uma pena que era uma prostituta". Uma faixa com uma sonoridade deliciosa, apesar do tom sombrio da letra.


A música "Girl Loves Me", parte da letra é cantada no dialeto Nadsat, a mistura de russo e inglês usada pelos personagens de "Laranja Mecânica".

Mas na minha opinião, as faixas mais claras quanto ao "adeus", são "Lazarus" e "I Can’t Give Everything Away".

"Lazarus", a terceira faixa, Bowie se compara a Lázaro, personagem da Bíblia que morreu e foi ressuscitado por Jesus.
Cantando versos como "olhe aqui em cima, estou no céu", e no final "eu serei livre como aquele pássaro azul", já denota o que ele realmente queria dizer. O clipe mostra Bowie deitado em uma cama de hospital (clipe AQUI).
E "I Can’t Give Everything Away", última faixa do álbum, com certeza é o ponto final. Em tudo.
Letra com trechos "desenho de caveira nos pés", "corações enegrecido e notícias com flores", "Dizer não e significar sim / Isso é tudo que eu quis dizer".


O álbum "Blackstar (★)" nos traz um David Bowie em excelente forma, e diferente de outros artistas, mostra que estava a todo vapor, com ótimas composições e músicas inspiradíssimas, não como alguém no fim de carreira. Uma perda, sem sombra de dúvidas, irreparável.

Segue tracklist:

"Blackstar"
"'Tis a Pity She Was a Whore"
"Lazarus"    
"Sue (Or in a Season of Crime)"
"Girl Loves Me"     
"Dollar Days"   
"I Can’t Give Everything Away"


O legado de Bowie será eterno, como um dos principais gênios da música.
Álbum altamente recomendado! E claro, se quiserem baixar as músicas, fiquem à vontade. Mas o CD original tem um acabamento lindo, edição em digipack, e com detalhes vistos apenas na luz. Coisa de colecionador mesmo!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Livro - O Circo Mecânico Tresaulti

Fala galera!

Depois de um tempo, cá estou de volta!
Peço desculpas por deixar o blog abandonado, mas foi por falta de tempo mesmo, não por má vontade.

Enfim, vamos ao que interessa!

Li esse livro tem alguns dias, e na verdade, ele nem foi indicado por ninguém, achei o nome interessante. Eu sei, puta bobeira.

Bobeira nada!

Edição capa clássica.

"O Circo Mecânico Tresaulti" foi um dos livros mais bacanas que li durante esses tempos!

Um circo itinerante, com algumas pessoas fazendo show pelas cidades, trazendo alegria, parece uma história clichê total, né?

Agora, imaginem uma terra pós-apocalíptica, toda destruída, e em alguns lugares, ainda existem resquícios de radioatividade.
Novas cidades vão nascendo ao longo dos séculos (é, séculos).
E esse circo, em particular, é diferente de tudo.

O grupo circense é formado por pessoas mutiladas (por serem soldados, ou vítimas das guerras), todas "reconstruídas", com partes metálicas, engrenagens... e que vão se juntando ao circo. Uns fugiram das guerras, outros de suas vidas.
E essa galera vai levando um pouco de esperança por onde passam, numa aventura totalmente Steampunk.

Edição capa dura.

A escritora Genevieve Valentine manda muito bem: uma história fluída, leve, nada complexo, porém é aquele livro que você lê e fica pensativo depois. E é uma história muito humana, e pensamos realmente nas escolhas que fizemos e o peso das consequências disso.

A editora DarkSide deve ser conhecida por todos (se não conhece, clique AQUI e conheça), e lançou o livro em duas capas: a clássica (capa normal) e a edição limitada (capa dura). As duas edições tem acabamento lindo, e independente de sua escolha, ambas são muito bonitas.

Ah, ia me esquecendo: o marcador de páginas é um ingresso dourado pra entrada no circo!

Tá esperando o que? Já saia e vai ler esse "novo clássico"!

domingo, 27 de novembro de 2016

De Volta às Atividades

Fala galera!

Depois de um período no Limbo, finalmente o Segundo Olhar vai voltar as atividades!

Dentre esse próximos dias, estarei separando alguns posts e preparando mais coisas maneiras pra trazer aqui!

Agradeço a todos que ficaram esperançosos pela volta do blog, valeu mesmo.

E fiquem espertos, logo os posts começam!

Valeu mesmo!!

- Bart

domingo, 19 de abril de 2015

Sound City - Real to Reel

Fala galera!

Conhecemos apenas o final do processo total no que se refere à música.
A parte simples é colocar o CD ou vinil no aparelho e deixar rolar. mas o que acontece até chegar esse ponto?

Dave Grohl.

O polivalente Dave Grohl, da banda Foo Fighters, gravou um belo documentário chamado "Sound City - Real to Reel", e conta a história do estúdio Sound City, na Califórnia.


Este estúdio foi a casa de vários artistas e vários discos de sucesso, e dentre as bandas que passaram por lá e fizeram história: Rick Springfield, Neil Young, Fleetwood Mac, Grateful Dead, Tom Petty and The Heartbreakers, Dio, Blind Melon, Kyuss, Masters of Reality, Rage Against the Machine, Nirvana, Red Hot Chili Peppers, Johnny Cash, System of a Down, Slipknot, Queens of the Stone Age, Nine Inch Nails, Metallica...

Taylor Hawkins, Dave Grohl e Alain Johannes.

Sound City era um estúdio analógico, e pra quem não sabe, estúdios analógicos funcionam assim: todos entram juntos no estúdio e gravam todos os instrumentos juntos, e às vezes, os vocais também. Tudo é gravado em tapes (isso mesmo, rolos de fita!) e se tiver algum erro, a fita é cortada e emendada. Complicado né?
E o que levou uma série de bandas famosas, em plena era digital, a gravar em um lugar tão antiquado?

Stevie Nicks.

Corey Taylor.

É aí que entra o documentário de Grohl!
É mostrado a história do estúdio, dos funcionários, engenheiros de som, produtores, de vários artistas, com entrevistas muito bacanas.
Alguns dizem que Sound City era badalado pela sonoridade do estúdio, outros pelo ambiente, e vários pela mesa de som customizada Neve 8078, pedida por encomenda.

Mesa Neve 8078.

Trent Reznor, do Nine Inch Nails, diz que estúdios assim mostram quem são músicos de verdade.

Trent Reznor.

Pensando nisso, Dave Grohl gravou um trilha sonora para o documentário, e isso foi mostrado no decorrer do filme.
Imagine uma trilha sonora que cada faixa é formada por uma superbanda!
Acho que essa é a melhor definição. 
Saca só os músicos de cada faixa, dentre eles, Paul McCartney com os membros do Nirvana, e a épica faixa "Mantra", com Dave Grohl, Josh Homme e Trent Reznor. 



Grohl surpreendeu com esse filme: mostra que o Rock tem muita história pra contar. A trilha sonora é magnífica, e claro que é altamente indicado!
Escutar as várias influências em cada faixa é um experiência única!!


sábado, 18 de abril de 2015

Marilyn Manson - The Pale Emperor

Fala galera!

Marilyn Manson está de volta!
Depois de seu ótimo disco "Born Villain", de 2012, Manson gravou uma participação no seriado Californication. E durante essa participação, conheceu o músico Tyler Bates (famoso por criar músicas incidentais), e os dois começaram a ter ideias sobre realizar um trabalho juntos, e Tyler chamou Manson para seu estúdio particular.


Para se ter uma noção dessa química, Manson disse:

"Tyler se sentou na minha frente com sua guitarra e seu amplificador. Nós não iriamos falar sobre como as canções iriam ser. 
Eu disse: "Apenas toque, me dê o microfone, vai."
É claro que gostaríamos de elaborar isso mais tarde, mas a maior parte, os takes da guitarra e o vocal são o original, primeiro take. 
Se eu fodi alguma coisa ou se ele fodeu alguma coisa, a gente começou desde o início e fizemos isso juntos. "

Para muitos críticos, este é um dos melhores trabalhos do cantor. Não tem aquele peso do Rock Industrial, marca registrada da banda, mas sim um excelente disco de Hard Rock / Rock Alternativo / Blues Rock.

Durante o processo de criação, Manson participou da última temporada do seriado Sons of Anarchy. E pra quem acompanhou, a trilha sonora dessa série é basicamente Blues Rock.
E durante as gravações, a mãe de Manson veio a falecer após oito anos lutando contra o Mal de Alzheimer.


Isso deu o combustível que ele precisava para compor a atmosfera do disco.
"The Pale Emperor" realmente parece uma trilha sonora, muito bem composta, e as letras obscuras, coisa que Manson domina, estão no nível de seus discos da Trilogia Triptych (sua época de ouro). 
O álbum lida com temas que vão desde a mortalidade, a guerra, a violência, a escravidão e religião, bem como contendo referências à mitologia grega e do folclore alemão, especificamente a história de Fausto e Mefistófeles.
A faixa "The Mephistopheles of Los Angeles", foi a faixa-título original e, de acordo com Manson, "o coração do álbum".

Capa de "The Pale Emperor".

O Imperador Pálido foi Constantino, que conforme Manson disse:

"...o imperador romano Constantino, a quem eles se referem como o imperador pálido pois ele foi contra tudo em todos os sentidos. Ele votaria em desordem. Ele foi o primeiro a negar a existência de Deus no império romano, o que foi um grande negócio."

Destaque para as faixas "Deep Six (Hard Rock total)", "Third Day of a Seven Day Binge", "Warship My Wreck (doentia)", "Birds of Hell Awaiting" e "Cupid Carries a Gun", que mostram que o Anticristo Superstar está vivo.

Segue tracklist:

1. "Killing Strangers"
2. "Deep Six"
3. "Third Day of a Seven Day Binge"
4. "The Mephistopheles of Los Angeles"
5. "Warship My Wreck"
6. "Slave Only Dreams to Be King"
7. "The Devil Beneath My Feet"
8. "Birds of Hell Awaiting"
9. "Cupid Carries a Gun"
10. "Odds of Even"


Essa mudança na sonoridade deu um gás novo para Manson. É um álbum bem trabalhado, não que os outros não fossem, mas esse nível de trabalho, para esse tipo de sonoridade, requer uma atenção especial.

Manson conseguiu o que queria: após muitos terem perdido a fé em sua capacidade, mostrou que estavam errados, trazendo um álbum digno de nota.

Indicadíssimo! Tocar alto não é suficiente!!